Nossa História

1985 - Nasce uma idéia

O projeto de organizar uma fundação dentro do Banco do Brasil que tivesse todas as suas funções voltadas para o desenvolvimento social do País surgiu em 1985, quando o governo federal lançou o "Programa de Prioridades Sociais", que previa a adoção de medidas em vários campos, como alimentação, saúde, educação, emprego e habitação. Em 1º de agosto de 1986, as agências do Banco do Brasil começaram a receber as instruções sobre a criação da Fundação.

1988/1991 - Iniciando as atividades

A Fundação Banco do Brasil começou a operar efetivamente em fevereiro de 1988, com a proposta de financiar projetos que buscassem soluções para problemas sociais. Nesse primeiro ano, a Fundação começou a colocar em prática a sua proposta e desenvolveu uma série de projetos sociais em várias regiões País. Nos anos seguintes, a Fundação continuou contribuindo para a construção de uma nova realidade social no País. Foi um período de rica experiência, em que as práticas desenvolvidas desde o início da sua atuação puderam ter seus resultados avaliados.

1992/1995 - Firmando diretrizes

Em 1992, iniciou-se um período de reorganização interna e mudanças no estatuto, com o objetivo de acompanhar as necessidades da população de forma mais atuante. A apresentação de planos anuais e plurianuais, que pautam a ação por meio de diretrizes e políticas previamente definidas, foi introduzida para ampliar a função social do instituidor, o Banco do Brasil.

Por solicitação do Banco, o planejamento da Fundação foi incorporado ao da administração estratégica do Conglomerado e, em novembro de 1994, entrou em vigor o novo estatuto. O ano de 1995 foi marcado pela implementação de mecanismos de planejamento, que previam a aplicação de recursos financeiros em programas previamente definidos, com acompanhamento e avaliação dos resultados.

1996/1998 - Programas Próprios

Este ano foi marcado pelo surgimento dos primeiros programas idealizados e executados pela própria Fundação, dentro da nova proposta de aplicação dos recursos. Foram instituídos o Programa Homem do Campo e os chamados Projetos Especiais. A Fundação Banco do Brasil também se tornou parceira da Federação das AABB (FENABB) no Programa AABB Comunidade.

Em continuidade aos programas lançados no ano anterior, o Programa Homem do Campo foi estendido a 60 municípios do Brasil e o AABB Comunidade chegou a 130 Associações Atléticas Banco do Brasil, beneficiando cerca de 20 mil crianças e jovens. A Fundação também desenvolveu novas iniciativas: o Projeto Memória e o Programa Trabalho e Cidadania. No total, foram apoiados 727 projetos de outras organizações e investidos R$ 30,7 milhões.

Em 1998, foram investidos R$ 28 milhões em mais de 600 projetos. A Fundação continuou ampliando sua área de atuação e criou o Projeto Criança e Vida, para apoiar, promover, financiar e incentivar ações voltadas ao atendimento a crianças e adolescentes com câncer.

1999 - Ação reorientada

A Fundação Banco do Brasil aprimorou o uso de suas ferramentas de ação. Foram investidos cerca de R$ 35 milhões, atendendo comunidades de 266 municípios. Do ponto de vista institucional, a Fundação redefiniu sua maneira de atuação, formou orientadores e determinou as diretrizes para os próximos exercícios. O Programa Homem do Campo desenvolveu algumas ações dentro do formato em que foi criado, em 1996, mas ficou decidido que a iniciativa deveria ser repensada, de modo a promover uma transformação social mais abrangente nas comunidades participantes.  

Perfil da Fundação em 1999

Relatório Histórico da Fundação em 1999

2000 - Educação para um novo Milênio

Neste ano, a partir de uma ampla discussão proposta na Oficina de Reavaliação do Plano Estratégico de 2000, surgiram as Recomendações Estratégicas que consolidaram o perfil da Fundação como gestora de programas estruturados. Foram aplicados, ao longo de 2000, R$ 25 milhões nos programas AABB Comunidade, BB Educar, Criança e Vida, Memória, Trabalho e Cidadania e Escola Campeã.

2001 - Tecnologia Social

O ano de 2001 marcou uma profunda transformação no posicionamento estratégico da Fundação. A entidade aprimorou seu potencial de articuladora social, capaz de aproximar as soluções dos problemas. Através do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, foram mobilizados ONG, universidades, governos estaduais, prefeituras, fundações e institutos de todo o País, o que possibilitou criar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - um cadastro de soluções inovadoras para problemas sociais em áreas diversificadas. Com a criação do BTS, a Fundação assumiu como diretriz a disseminação de conhecimento e experiências geradoras de transformação social positiva. No campo da assistência social, surgiu uma nova iniciativa: o Programa Justiça Itinerante, voltado à modernização do poder judiciário.

2003/2006 - Foco em Educação e na Geração de Renda

Em 2003 a Fundação elaborou o seu planejamento estratégico para o período 2004/2006, que estabeleceu as áreas "Educação e Cultura" e "Geração de Trabalho e Renda" como prioritárias em sinergia com a reaplicação de Tecnologias Sociais. Programas atuais foram revistos e também foi realizado um primeiro levantamento de novos programas, alcançando investimentos sociais anuais na ordem de mais de R$ 100 milhões.

Catálogo "A luta contra o dragão da pobreza" (2003)

2006/2009 - Ênfase nas cadeias produtivas

No final de 2006, a Fundação desenvolveu o seu planejamento trienal para o período 2007/2009. Foi mantido o posicionamento estratégico adotado anteriormente, ou seja, permanece o foco em Educação e Geração de Trabalho e Renda com suporte das Tecnologias Sociais. A ênfase do triênio é o trabalho realizado nas ações de desenvolvimento territorial e no investimento social nas cadeias produtivas da cajucultura, mandiocultura, apicultura e reciclagem.

2010/2012 - Ênfase nas questões ambientais

Em 2009 realizou-se o planejamento estratégico trienal da Instituição para o período 2010/2012 onde o tema mudanças climáticas foi discutido de forma transversal. Permanece o foco em geração de Trabalho e renda e Educação e Cultura com apoio das Tecnologias Sociais.

2013/2015 - Ênfase na Inclusão Socioprodutiva 

O objetivo central foi de promover a inclusão socioprodutiva, por meio das tecnologias sociais, priorizando ações no meio urbano e rural em cinco áreas: água, agroecologia, agroindústria, resíduos sólidos e educação. O foco era propiciar acesso a oportunidades de trabalho, renda e  às políticas públicas, além de contribuir para uma educação integrada e participativa. Os públicos atendidos continuavam sendo os extratos menos favorecidos da população brasileira, como catadores de materiais recicláveis, assentados da reforma agrária, quilombolas, extrativistas e indígenas, dando ênfase à juventude.

2016/2018 - Ênfase na Inclusão Socioprodutiva, no Desenvolvimento Sustentável e nas Tecnologias Sociais

Para o triênio 2016-2018, a Fundação BB reafirma seus princípios e foca em melhorar a vida das pessoas, promover a inclusão socioprodutiva, o desenvolvimento sustentável e as tecnologias sociais. As ações continuarão concentradas nos atuais cinco vetores de atuação: água, agroecologia, agroindústria, resíduos sólidos e educação. Os públicos participantes ainda serão os extratos menos favorecidos da população brasileira, com a busca contínua por seu protagonismo social e empoderamento. E agora, em especial, a Fundação buscará ampliar as ações com foco em jovens e mulheres, por serem segmentos populacionais mais sensíveis às desigualdades sociais e mais expostos à violência.

A priorização de canais para acolhimento de projetos, com predominância de mecanismos de seleção pública, a instituição de regras mais claras para concessão de apoios e patrocínios e o aprimoramento dos modelos de prospecção, análise e acompanhamento dos projetos continuarão contribuindo para uma melhor eficiência operacional, reforçando a transparência e confiabilidade sobre o investimento social.

Novos desafios estão postos no sentido de ampliar a captação de recursos e as parcerias estratégicas para potencialização das ações.

A Fundação Banco do Brasil busca também avanços na verificação do quanto a sua atuação realmente traz desenvolvimento e transformação social aos participantes, sistematizando resultados nas dimensões de eficiência, eficácia e efetividade.

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