Adolescentes Protagonistas

vencedora 2009

Instituição
Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC)
Endereço
SCS Quadra 01 Bloco L - 13 andar. Cobertura - Ed. Márcia - Asa Sul - Brasília/DF
E-mail
inesc@inesc.org.br
Telefone
(61) 3212-0200
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Cleomar Sousa Manhas(61) 3212-0200cleomar@inesc.org.br
Márcia Hora Acioli(61) 3212-0224marcia@inesc.org.br
Resumo da Tecnologia

Formação de adolescentes na relação entre direitos humanos, cidadania e orçamento público. A TS consiste em oficinas em escolas públicas. São levantados temas importantes que viram matérias na Revista Descolad@s de Direitos Humanos e Orçamento Público produzida pelos adolescentes.*{ods4},{ods10},{ods13},{ods17}*

Tema Principal

Educação

Problema Solucionado

Na história de exclusão social de parte da população brasileira, constatamos a ignorância sobre direitos e cidadania. Ao ignorar os direitos, diversos grupos permanecem à margem da sociedade, em condições precárias, vivendo situações degradantes. O orçamento público é fundamental para compreender a sociedade e pode ser a chave para resolução de problemas comunitários, mas é, sem dúvida, estratégico para combater as desigualdades sociais. Trabalhamos com o desafio de tornar popular o conhecimento da importância do orçamento público para garantia de direitos. A ideia central é a democratização do conhecimento e acesso a espaços políticos para mudar a realidade a partir do exercício democrático de participação. Na TS Adolescentes Protagonistas, problematizamos a escola a partir da reflexão sobre educação de qualidade, trabalhamos com formação em orçamento público, direitos humanos, cidadania, comunicação e processo legislativo. Na possibilidade de diálogo com o Parlamento, os adolescentes aprendem a defender seus interesses, sem a intermediação de outros sujeitos.

Objetivo Geral

Desenvolver formação em direitos humanos, cidadania e orçamento público, para adolescentes de escolas públicas do Distrito Federal atuarem como protagonistas em suas comunidades.

Objetivo Específico

- Provocar as escolas públicas a discutir mais amplamente a qualidade da educação e motivar mudanças. - Assegurar a participação de adolescentes no monitoramento e proposição ao Orçamento Criança e Adolescente do Distrito Federal. - Promover intercâmbio entre adolescentes e jovens de diferentes comunidades para pensar os problemas sociais e as soluções destes a partir da participação popular. - Promover acesso a espaços de poder como Câmara Legislativa, Congresso Nacional, Audiências Públicas, Fórum Orçamento Criança e Adolescente. - Desenvolver a capacidade de comunicação em diversas linguagens, a partir da produção de materiais pelos próprios adolescentes.

Solução Adotada

Desenvolvemos uma forma de motivar o diálogo com adolescentes pensando nos seus focos de interesse. O trabalho sempre parte da arte como estímulo inicial, e depois se aprofunda com temas mais complexos. Temos dois blocos de oficina e várias atividades complementares. O primeiro bloco trata dos direitos humanos de crianças e adolescentes, participação democrática, orçamento público e comunicação. O segundo bloco problematiza educação de qualidade, a partir do qual os adolescentes investigam suas próprias escolas para identificar em que medida elas oferecem (ou não) educação de qualidade. Neste momento investigamos o orçamento destinado às suas respectivas cidades e escolas. Os/as adolescentes comparam o que é destinado à escola e o que é destinado para outras áreas, como propaganda de governo. Todo o processo de oficina é feito com a monitoria de adolescentes de uma comunidade atuando em outra. Esta metodologia garante ampliação de percepção sobre seus problemas, e com isso uma visão mais humana e generosa sobre outra comunidade. Temos a convicção de que a monitoria tem sido importante para a derrubada dos guetos de adolescentes que alimentam a violência, defendendo territórios restritos. No início do ano, fazemos uma formação, para todos os adolescentes que desejem, na área de educação popular e direitos humanos, para que tenham instrumentos suficientes para criar suas próprias oficinas com os temas que desejarem. Para a integração entre as escolas temos pelo menos três eventos que reúnem todas: Cinema e Política, que traz um outro jeito de debater sobre um problema social relevante (apontado anteriormente por eles); Formação sobre o Processo Legislativo, que objetiva motivá-los a monitorar os projetos de lei de seu interesse e estreitar diálogo com os parlamentares que os representam diante dos desafios sociais mais importantes; Um evento cultural, que é a realização do direito à cultura, sempre motivando acesso a bens culturais que valorizem sua identidade. Para sistematizar o trabalho e aprofundar os conhecimentos sobre direitos humanos e orçamento público, desenvolvemos a revista Descolad@s, que sintetiza um longo processo de formação. Para cada tema levantado pelo Conselho Editorial (formado por adolescentes de cada escola envolvida), oferecemos oficinas e rodas de conversas com importantes atores sociais que atuam com os temas como: racismo, desigualdades de gênero, diversidade sexual, violência sexual.

Resultado Alcançado

Temos resultados bem objetivos, como a aprovação de emenda orçamentária feita pelos adolescentes, no valor de R$ 2 milhões, a participação no monitoramento do orçamento público do DF, a elaboração de várias emendas que aguardam o parecer final. Fomos também convidados para dialogar com a comissão de transição de governo no DF, sendo que neste processo as emendas ao orçamento apresentadas pelos adolescentes foram entregues com especial recomendação. A publicação da revista foi, sem dúvida, fator de grande comemoração. Nela os adolescentes puderam amadurecer no processo político e de investigação do orçamento. A revista tem motivado mais debates na comunidade do DF. Mas, o mais importante, é a constatação da participação efetiva de adolescentes em inúmeros espaços políticos em diferentes áreas de atuação como: meio ambiente, educação, enfrentamento da violência sexual, movimento negro, entre outros. Temos resposta das escolas sobre a desenvoltura dos adolescentes, segurança, amadurecimento e capacidade de resolver problemas na comunidade. Adolescentes dão depoimento espontâneo de que o projeto tem trazido modificações para as famílias e para a comunidade no que diz respeito à discussão dos problemas comunitários e acesso aos direitos.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Taguatinga / Distrito Federal00/2007
Brasília / Distrito Federal00/2007
Guará / Distrito Federal00/2008
Brasília / Distrito Federal00/2008
Brasília / Distrito Federal00/2009
Barbacena / Minas Gerais00/2009
Planaltina / Distrito Federal00/2009
Gama / Distrito Federal00/2009
Ceilândia / Distrito Federal00/2009
Brasília / Distrito Federal00/2009
Guará / Distrito Federal00/2009
Guará / Distrito Federal00/2010
Brasília / Distrito Federal00/2010
Brasília / Distrito FederalLogo Oeste00/2010
Ceilândia / Distrito Federal00/2010
Gama / Distrito Federal00/2010
Planaltina / Distrito Federal00/2010
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Alunos do ensino fundamental
Crianças
Quantidade: 335
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Educador Popular3
Comunicador1
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Materiais de arte como tintas, papelões, canetas pilot, tesouras e colas. Além disso, equipamentos de registro como máquinas fotográficas, gravadores, televisão, aparelho de DVD e computadores.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

É difícil estimar com todas as variáveis como pessoal, equipamentos, atividades do Conselho Editorial, eventos e alimentação. O processo de oficina é bem barato, mas como temos equipamentos, a proposta fica mais cara. Sem a publicação da revista: por escola, em torno de R$ 10 mil/ano. Com a publicação da revista: com tiragem de 12.500 exemplares o projeto deve somar mais R$ 36 mil.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Kindernothilfe -
Conanda -
Forma de Acompanhamento

Registros fotográficos e de atividades, observando fatores favoráveis, desfavoráveis e falas dos adolescentes. Cada monitor escreve relato sobre a experiência, ajudando a reelaborar a prática. A equipe do Inesc ajuda a comentar, rever a prática e redirecionar alguma oficina. Uma vez por ano há uma roda de conversa para avaliar a caminhada, com os adolescentes do Conselho Editorial. No início do ano conversamos com as equipes pedagógicas das escolas para avaliar o ano anterior.

Forma de Transferência

Como temos a preocupação de anualmente sistematizar a experiência, produzimos vários materiais, como um livro que detalha a experiência e divulga textos para debate nos grupos; um DVD que mostra a atuação do grupo em detalhes e, agora, uma revista com um encarte que apresenta a metodologia em suas diversas etapas. Portanto, as oficinas são bem estruturadas, embora constantemente revistas, e fáceis de serem adequadas a diferentes grupos; os materiais publicados ilustram como o processo se desenvolve, com todas as suas etapas, seus dilemas, dificuldades e conquistas.

Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Apesar da visibilidade da TS, temos alguns desafios: um trabalho mais próximo com professores e comunidades e melhorar oficinas. O projeto movimenta sonhos e ideais de muitos adolescentes e, com isso, percebemos diminuição da violência nas escolas, pois os adolescentes trocam disputas de poder individual por disputas políticas onde o bem comum é prioritário. A mudança de olhar tem lhes dado maior segurança para debater questões sociais que os afetam. Vários ingressaram na universidade pública. Viagens e trocas ampliam a percepção sobre o mundo. Uma aluna foi à Índia discutir com outros jovens “Direitos em Crise”, onde conheceu jovens que vivem em zonas de conflito e guerra ou sob a égide do preconceito e discriminação, em pobreza radical ou sem acesso a educação de qualidade.