Alimentar - A Coleta de Orgânicos com Ecocidadania

certificada 2007

Instituição
Superintendência de Limpeza Urbana (SLU)
Endereço
Rua Tenente Garro, 118/10º - Santa Efigênia - Belo Horizonte/MG
E-mail
asmobslu@pbh.gov.br
Telefone
(31) 3277-9344
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Maria Patrícia Garcia e Souza(31) 3277-9344mobslu@pbh.gov.br
Resumo da Tecnologia

Este programa consiste num sistema de coleta, seleção, processamento, armazenamento e distribuição de alimentos próprios para o consumo humano, que por algum motivo não foram comercializados, mas ainda não descartados como resíduos.*{ods2},{ods3}*

Tema Principal

Alimentação

Problema Solucionado

O Programa surgiu através de uma ferramenta de monitoramento: observação e análise do material recolhido por meio da coleta de resíduos orgânicos, que levou à constatação de que era possível dar nova destinação, que não a compostagem, para materiais coletados como resíduos, contribuindo para o grande desafio nacional de combate à fome. Concomitantemente a esta constatação, a instalação no município do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional – Comusan – ativou a ação do Banco de Alimentos em consonância com a política Fome Zero do Governo Federal. Juntou-se a esta conjuntura a possibilidade de disponibilização - por parte de uma empresa privada que parou suas atividades – de equipamentos necessários para a montagem da estrutura física do Programa Alimentar, criando as condições ideais para o desenvolvimento do trabalho conjunto entre a SLU e a SMAAB, em atendimento às políticas públicas de gestão de resíduos e de segurança alimentar e nutricional do município. Assim, em 15 de dezembro de 2003 teve início oficialmente o Programa Alimentar cujo escopo é próprio e sua simplicidade permite a reaplicação em diversos contextos.

Objetivo Geral

Diminuir o desperdício de alimentos, contribuir para a melhoria do estado nutricional e de saúde da população.

Objetivo Específico

Aumentar a oferta de alimentos do Banco de Alimentos; envolver a sociedade civil na busca de soluções para o problema do desperdício e da fome, e melhorar a qualidade do composto orgânico produzido.

Solução Adotada

O Programa Alimentar consistiu num sistema especial de coleta, seleção, processamento, armazenamento e distribuição de alimentos próprios para o consumo humano que, por algum motivo, não foram comercializados, mas ainda não descartados como resíduos (até dezembro de 2010 gerenciado pela SLU). A distribuição é feita através do Banco de Alimentos (gerenciado pela Secretaria de Abastecimento), para entidades assistenciais não contempladas por nenhuma outra ação do poder público Foram as seguintes as frentes de atuação do programa Alimentar: 1) Recolhimento dos alimentos e classificação em dois grupos: - grupo 1: alimentos em condições de consumo sem necessidade de processamento, que são embalados, pesados e armazenados na câmara de refrigeração; - grupo 2: alimentos que precisam de processamento específico para o consumo. Processamento dos alimentos, cumprindo o seguinte fluxo: descascar, picar, sanitizar, centrifugar e embalar a vácuo para pesagem e armazenamento em câmara de refrigeração; 2) Disponibilização dos alimentos para o Banco de Alimentos, para posterior distribuição para as entidades cadastradas e; 3) Recolhimento e encaminhamento das sobras do processo para a Unidade de Compostagem da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos do município. O programa Alimentar se inseria no Modelo de Gestão de Resíduos Sólidos, e ainda se insere no Programa de Segurança Alimentar e Nutricional do município, ambos de responsabilidade da prefeitura de BH, em parceria com o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional – COMUSAN. A participação no programa Alimentar se dava por meio do cadastro social realizado pelo Banco de Alimentos, com base em critérios definidos pelo COMUSAN: transformar os alimentos recebidos em refeição antes de oferecê-los aos beneficiários; não receber nenhuma ajuda formal regular do poder público por meio de convênio ou quaisquer outros instrumentos; apresentar situação de carência em sua infraestrutura e estar localizada em área de grande vulnerabilidade social. Houve à época do lançamento do programa Alimentar uma grande divulgação na mídia em geral e foi um fator importante de mobilização dos doadores dos alimentos perecíveis. È importante ressaltar que essas duas grandes frentes de atuação: combate ao desperdício e o combate à fome, no caso específico da SLU, também foi uma atividade de educação para o consumo, que reflete diretamente na geração de resíduos.

Resultado Alcançado

Desde a implantação do programa foram disponibilizados para o Banco de Alimentos 2.54 toneladas de alimentos para serem distribuídos às entidades beneficiárias.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Belo Horizonte / Minas Gerais12/2003
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Famílias de baixa renda
Quantidade: 3.750
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Nutricionista1
Técnica em nutrição1
Pessoas para a coleta15
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

São necessários uma Kombi e materiais para processar em média 50 toneladas de alimentos perecíveis: Processador de Alimentos (Picador) Descascador de Batatas – 6 kg Máquina Seladora a Vácuo (Selavac) Embalafilme – Embalador da Plástico/Filme Balança Filizzola – 15 kg Centrífuga de roupa - pequena Máquina de picar batata palito (cabrita) Caixas grandes Mesa em inox com rodinhas Mesa fixa em inox Bancada com pia em inox Bancada simples em inox Bancada em inox Tanque em refrigeração Câmara de refrigeração Tanque em Polipropileno – Caixa Modelo 1030/350 litros Tanque em Polipropileno – 300 litros

Valor estimado para a implementação da tecnologia

O valor total estimado para implementação é da ordem de R$100.000,00 (cem mil reais).

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Supermercados -
Sacolão -
Impacto Ambiental

Diminuição do desperdício de alimentos.

Forma de Acompanhamento

Esse acompanhamento ficava a cargo da Secretaria de Abastecimento através do Banco de Alimentos, que teria essas informações com mais precisão, pois o trabalho da SLU era de coletar os alimentos nos doadores, manipulá-los e repassar ao Banco de Alimentos. As informações que nos eram repassadas eram quantidade bruta, o que era repassado ao Banco de Alimentos e as sobras para o Programa de Compostagem, quantitativo de entidades atendidas e público beneficiado.

Forma de Transferência

Sempre que demandados para essa finalidade repassávamos a tabela de equipamentos e explicávamos o processo demonstrando in loco.

Depoimento Livre

O programa funcionou razoavelmente bem até novembro de 2010, com muitas dificuldades, pois sempre foi tido como um programa “paralelo”, por não ser a atividade fim da limpeza urbana. Em novembro iniciou-se o processo de transferência para a Secretaria de Abastecimento, com dispensa de todos os trabalhadores do Convênio da SLU com a SSVP, e atualmente somente coletamos e mantemos a Encarregada de Produção – o convênio estará suspenso em 30/04/2011. Desde janeiro de 2011 todo o processo de manipulação dos alimentos está sob a responsabilidade da Secretaria de Abastecimento.