Bambu Inclusão Sustentável

finalista 2003

Instituição
Instituto do Bambu
Endereço
Av. Lourival Melo Mota, Campus Ac Simões S/n UFAL - Tabuleiro - Maceió/AL
E-mail
heraldojr@gmail.com
Telefone
(82) 3214-1069
Resumo da Tecnologia

Utilização do bambu como matéria-prima para o desenvolvimento de produtos artesanais.*{ods8},{ods13},{ods15}*

Tema Principal

Meio ambiente

Tema Secundário

Renda

Problema Solucionado

A busca de alternativas de uso para as áreas liberadas pela lavoura da cana-de-açúcar da Zona da Mata nordestina, para atenuar o crescente desemprego dentro de uma perspectiva de desenvolvimento sustentável, conduziu à identificação do bambu como uma das opções prioritárias e possíveis de cultivo. Os serviços ambientais que esta gramínea proporciona – infiltração das chuvas, controle da erosão e do assoreamento de corpos d´água de superfície e fixação de suas calhas, como espécie pioneira para a recomposição florestal e a sua contribuição para o resgate de gás carbônico (CO2) da atmosfera – tornam-na interessante para a restauração das condições ambientais da região. Porém talvez sua maior contribuição ambiental seja a economia de árvores no seu emprego como substitutivo da madeira, com a vantagem de permitir a extração e utilização, conservando a planta viva e os benefícios decorrentes. Embora seu valor econômico seja conhecido na região apenas como matéria-prima para produção de celulose e papel e como economia de subsistência de regiões periféricas, o bambu apresenta multiplicidade de usos.

Objetivo Geral

Melhoria das condições de renda e inclusão social, empregabilidade e sustentabilidade.

Objetivo Específico

- Desenvolvimento de produtos artesanais a partir do bambu

Solução Adotada

O projeto prevê a implementação de ações por parte da Universidade Federal de Alagoas, abrangendo toda a região geográfica de seus campi, sempre em consonância com a atuação dos Programas empreendidos pelo SEBRAE/AL. A ideia é, portanto, implantar ações de continuidade às atividades iniciadas para desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Bambu, com empenho do SEBRAE/AL, UFAL e FAPEAL, desde 2002. Focalizando grupos de minorias e em situação de exclusão, promovendo ações de capacitação voltadas para o associativismo e o cooperativismo. Para a “economia do bambu” ser ativada no contexto local da Zona da Mata do Nordeste e mesmo do Brasil, torna-se necessário não só adequar as tecnologias existentes e mesmo desenvolver novas através de pesquisas, mas fazer com que estas se transformem em bens econômicos com inserção no mercado, e que prestem serviços sociais. Isso significa uma forma matricial de atuação, capaz de permitir o continuado aprofundamento de estudos e pesquisas em cada área de conhecimento que o tema pode ser decomposto, com o contraponto de cortes transversais das questões e objetivos relacionados ao meio ambiente, empreendedorismo, associativismo e a promoção da inclusão social. Trabalhar soluções completas, capazes de gerar riqueza e bem estar social. Aposta-se no desenvolvimento da economia do bambu, no crescimento da demanda pela prestação de serviços, entre este o da certificação de qualidade, como resultante das ações já desenvolvidas e em desenvolvimento pelos pesquisadores da UFAL. Para efetivo apoio à cadeia do Bambu, a proposta é de uma estrutura administrativa enxuta, composta de um Gerente de Projetos (GP) e de um auxiliar administrativo, além da contratação de consultores e concessão de bolsas para estudantes, que desenvolverão suas atividades vinculadas aos docentes da Universidade. A manutenção desta capacidade técnica, já instalada, atua de forma excelente sobre todos os aspectos que envolvem o tema da economia do bambu.

Resultado Alcançado

A redução da área plantada com cana-de-açúcar no estado, nas encostas íngremes e mais acentuadas, se deve ao fato destas áreas serem inadequadas para a mecanização, fator fundamental assim como a irrigação e outros para o incremento da produtividade desta cultura. O cultivo do bambu nessas áreas possibilitará a contenção da erosão e a preservação dos recursos hídricos dessas áreas, tanto na prevenção do assoreamento dos cursos d’água quanto dos aquíferos, por permitir um elevado coeficiente de infiltração das águas das chuvas. Também se pode contabilizar como favorável na utilização do bambu a possibilidade de grandes ganhos no sequestro de carbono da atmosfera – por sua rapidez de crescimento e grande massa foliar – e por se constituir em espécie muito eficiente para ações de recomposição florestal, permitindo seu cultivo de forma consorciada a estas ações, já que seu manejo e colheita seletiva de hastes permite a manutenção e desenvolvimento das touceiras. Além disso, mais três benefícios do cultivo e processamento do bambu: a) Introdução e disseminação do artesanato em bambu, associada a estratégias de mercado, já vem sendo importante alternativa para a geração de trabalho e elevação da renda nas comunidades participantes. Um resultado importante do surgimento de novas ofertas de ocupação e geração de renda está, inclusive, na proteção e conservação da flora e fauna da própria mata. b) Também deve ser considerada a importância do desenvolvimento da cultura do bambu como geradora de emprego e renda para a população, associada à construção civil, próximo às concentrações urbanas. Neste caso, a contribuição relaciona-se com reduzir os custos e elevar a qualidade de habitações nas comunidades de baixa renda nas cidades e no meio rural. Este fato, associado às potencialidades do bambu como matéria-prima, poderá também contribuir para o surgimento de novas indústrias e novos empregos; c) A procura, considerando os mercados globais, por produtos ambiental e socialmente amigáveis, induz a percepção de que produtos feitos a partir da matéria-prima do bambu tenham grandes potencialidades junto a estes. Sendo um material com rigor estético, renovável e de ação positiva como reflorestador e recuperador de áreas impactadas, bem como pelas características de material de produção semi-industrial e industrial no que tange a movelaria, painéis e papel, é certo que existem vantagens competitivas importantes associadas ao aproveitamento econômico do bambu.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Maceió / Alagoas01/2002
Coruripe / Alagoas01/2002
Cajueiro / Alagoas01/2002
Santa Luzia do Norte / Alagoas01/2002
Penedo / Alagoas01/2002
Petrópolis / Rio de Janeiro01/2002
Goiânia / Goiás01/2002
Campo Grande / Mato Grosso do Sul01/2002
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Coordenador1
Apoio técnico1
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

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Valor estimado para a implementação da tecnologia

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Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
UFALApoio financeiro, manutenção da unidade física
SEBRAE/ALApoio financeiro ao desenvolvimento da unidade operacional
FAPEALApoio financeiro, concessão de máquinas e material de consumo
MCTApoio financeiro, reforma e adequação do espaço físico
Forma de Acompanhamento

O projeto será acompanhado por um Comitê Técnico constituído pelo SEBRAE/AL e UFAL, que se reunirá periodicamente para acompanhar o cumprimento de prazos e metas e estabelecer correções e adequações ao projeto, usando o Plano de Trabalho aqui apresentado. O acompanhamento do desenvolvimento técnico será a cada 6 meses, com apresentação oral dos subprojetos desenvolvidos pelos bolsistas de apoio técnico e de iniciação científica, além da avaliação dos relatórios periódicos.