Campo Ativo

certificada 2007

Instituição
Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativas
Endereço
Av. Engenheiro Camacho, 475 - Renascença - Ouricuri/PE
E-mail
caatinga@caatinga.org.br
Telefone
(87) 3874-1258
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Minéia Patrícia Góes Silva(87) 9601-1331mineia@caatinga.org.brmineiapatricia@hotmail.com
Resumo da Tecnologia

Estimular processos alternativos de assessoria técnica, com base na agroecologia e convivência com o semiárido brasileiro, para famílias agricultoras.*{ods1},{ods2},{ods3},{ods8},{ods10}*

Tema Principal

Alimentação

Tema Secundário

Renda

Problema Solucionado

O modelo agrícola convencional (que se dá através do uso intensivo do solo em grandes áreas plantadas com apenas uma cultura agrícola, além do uso de fertilizantes sintéticos, fungicidas, inseticidas, herbicidas e queimada) adotado por a maioria das famílias agricultoras tem levado a exploração dos recursos naturais de forma inadequada, provocando degradação ambiental. Além de afetar a natureza este sistema produtivo não tem sido favorável a geração de renda familiar. A conseqüência disto é o empobrecimento das populações rurais do semiárido nordestino. Como esse modelo é altamente dependente de recursos externos (insumos e capital), quando adotado pelas famílias agricultoras, principalmente do semiárido nordestino, o resultado é a pouca disponibilidade de terra; sendo que a pouca terra disponível apresenta baixa produtividade, o que implica em baixa geração de renda para família; ocasionando saída dos jovens para outras regiões. Aliado a isso tudo a degradação que a caatinga vem sofrendo com o grande desmatamento para produção de lenha, para os fornos das calcinadoras de gesso.

Objetivo Geral

Estabelecer um sistema alternativo de Assessoria Técnica e Educação Rural, baseado na agroecologia, que promova o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida das Famílias Agricultoras do semiárido.

Objetivo Específico

i. Desenvolver um programa de formação para jovens agricultores (Agentes Promotores de Agroecologia – APA) e técnicos/as que atuam na assessoria técnica para famílias agricultoras campesinas no Território do Sertão do Araripe; ii. Promover e executar assessoria técnica a famílias agricultoras campesinas do Território do Sertão do Araripe, tendo como bases conceituais a agroecologia e a convivência com o semiárido; e iii. Organizar, sistematizar e divulgar informações e dados sobre os processos de ATER desenvolvidos no Território do Sertão do Araripe.

Solução Adotada

O Projeto Campo Ativo - Assessoria Técnica e Construção de Conhecimento Agroecológico: fortalecendo a agricultura familiar no Sertão Pernambucano - é uma proposta inovadora de assessoria técnica e educação do campo com base na agroecologia, voltado para agricultoras e agricultores do semiárido, inserido dentro de um projeto maior chamado de “Gente da Terra”. O projeto está sendo executado em vinte comunidades rurais da região do Sertão do Araripe. Cada comunidade conta com um jovem APA – agente promotor de agroecologia. Esses/as jovens, com idades entre 15 e 29 anos, são inseridos/as em programação de momentos de formação em agroecologia, convivência com semiárido, segurança alimentar, políticas públicas, questões de gênero e geração e etnia, entre outras temáticas. As capacitações se dão através de intercâmbios de experiências com outras comunidades rurais, oficinas de formação, cursos, palestras e dias de campo. Assim, estes/as jovens ficam com a missão de levar para suas comunidades as experiências adquiridas. Por meio de visitas as famílias e reuniões coletivas, os/as APAs constroem, juntamente com as pessoas das suas comunidades, o conhecimento sobre as boas práticas agrícolas, e, ainda promovem a consciência ambiental e agroecológica. Para dar estímulo ao trabalho e compensar as horas que os/as APAs destinam à execução do projeto cada jovem recebe uma bolsa auxilio. A bolsa também é forma de incrementar a renda familiar.

Resultado Alcançado

O projeto Campo Ativo está na 3ª edição. Desde a primeira edição até agora, 64 jovens passaram por um processo contínuo de formação, tornando-se Agentes Promotores de Agroecologia, de 62 comunidades em 09 municípios do território do Sertão do Araripe. Os APAs identificaram e apresentaram diversas demandas de suas comunidades e assentamentos, como de: crédito, cisternas para consumo humano e produção, entre outras. E ainda participaram ativamente de processos de articulação de vários momentos de formação para a comunidade. Desde julho de 2006, os Agentes Promotores de Agroecologia iniciaram um processo de promoção responsável do crédito agroecológico solidário – carteira de microcrédito operacionalizado pelo CAATINGA. Nos primeiros seis meses foram mais 200 propostas operacionalizadas. Além do crédito agroecológico 56 famílias assessoradas pelos APAs acessaram crédito oficial (principalmente Pronaf B e C). Processo de apoio ao acesso do crédito, os APA´s fazem desde a formulação da proposta de crédito junto com a família até o acompanhamento da implementação do projeto e seu andamento. Na atual edição do projeto, temos 20 jovens APAs, acompanhando 600 famílias. Eles observaram que das 30 famílias que cada um/a acompanha, há pelo menos 3 famílias adotando práticas agroecológicas, sendo as mais usadas: o uso de fermentado biológico, uso do nim, canteiros econômicos (economia de água), produção de forragem para alimentação animal, entre outros.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Araripina / Pernambuco01/2007
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Agricultores Familiares
Quantidade: 0
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
jovens agentes promotores de agroecologia20
técnicos/as nível superior2
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Para o acompanhamento a 20 comunidades/assentamentos, estimamos o valor em R$ 450.000,00 – incluindo a contrapartida de instituição proponente.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agráriofinanciadora
Forma de Acompanhamento

São feitas reuniões mensais com os jovens APA e o técnico faz no mínimo uma visita de 04 horas a cada comunidade/assentamento acompanhada APA – conversando com ele e comas famílias atendidas.

Forma de Transferência

Os processos de construção desse projeto, seu andamento e resultados até agora apresentados não foram sistematizados. Por enquanto podemos afirmar que a melhor forma de replicar esse projeto é através de intercâmbios a instituição (Caatinga) e as comunidades/assentamentos acompanhados pelos APA.