Caprichando a Morada

finalista 2009

Instituição
Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (COOPERHAF)
Endereço
Rua Servidão Capivari, n 94 E - Universitário - Chapecó/SC
E-mail
secgeral@cooperhaf.org.br
Telefone
(49) 3323-6110
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Liane Vitali Kothe(49) 3324-6445matrizcoordenador@cooperhaf.org.br
Resumo da Tecnologia

O Projeto Caprichando a Morada prevê a construção, reforma ou ampliação de moradias no meio rural e engloba uma série de ações junto aos agricultores familiares beneficiários dos programas de habitação.*{ods11}*

Tema Principal

Habitação

Problema Solucionado

A Agricultura Familiar, além da dimensão produtiva, está enfatizada por alguns autores na reprodução socioeconômica das famílias rurais, promoção da seguridade alimentar, sustentabilidade ambiental e manutenção do tecido social e cultural das comunidades. No entanto, milhares de famílias deste segmento social moram em casas sem conforto, sem banheiro, pequenas para o número de membros, algumas oferecendo até risco de vida. Jovens casais são obrigados a morar com os pais porque a família não tem condições de construir uma casa, e outros migram para os centros urbanos. Dados da Fundação Pinheiro (2005), apontam no ano 2000 um déficit de 1.750.081 moradias nas comunidades rurais brasileiras. Para os agricultores da Região Sul, resultava incompreensível que os agricultores familiares pudessem criar estratégias de trabalho e renda sem um recurso tão indispensável como a moradia. A habitação é fundamental para a família organizar o seu entorno e criar alternativas de reprodução social. Assim, foi fundada a Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares – COOPERHAF, em 2001, no município de Sarandi-RS, para concretizar financiamento habitacional para a Agricultura Familiar.

Objetivo Geral

O projeto “Caprichando a Morada - Viver Bem faz Parte da Dignidade Humana” objetiva promover a reprodução social da Agricultura Familiar, viabilizando a este segmento social o acesso à habitação como ponto de partida para gerar estratégias de trabalho e renda.

Objetivo Específico

1. Propiciar o desenvolvimento de projetos de produção de habitação de interesse social e sistemas de saneamento ambiental (captação de água, esgoto sanitário, sistemas de saneamento ambiental etc.) para as famílias de agricultores; 2. Contribuir para a construção de uma casa digna, de acordo com os costumes e potencialidades locais, e que estimule a geração de emprego e renda por meio da produção agropecuária, a realização de outras atividades produtivas de base comunitária, associativista e cooperativista, promovendo a segurança alimentar; 3. Implementar metodologias participativas, estimulando a cooperação entre as instituições e as comunidades envolvidas neste projeto; 4. Contribuir para a divulgação dos resultados alcançados e difusão dessa tecnologia social em outros territórios; 5. Contribuir para a redução forçada no sentido campo - cidade.

Solução Adotada

Este projeto tem desenvolvido ações para gerar mudanças na realidade social das famílias, considerando a construção coletiva de uma concepção mais ampla de moradia. As iniciativas de melhorias na condição habitacional vão além da construção ou reforma das casas, na medida em que visam a um espaço de conforto sustentável. Três ações ocorrem paralelamente: mobilização e organização das famílias, elaboração dos projetos e acompanhamento das obras e encontros para discutir temas relevantes vinculados ao desenvolvimento rural: essas ações detalham-se nas seguintes fases: 1. Sensibilização sobre os programas habitacionais: Primeiro contato com os futuros beneficiários, apresentando os programas habitacionais e formas de operacionalização. Esclarecer dúvidas e sensibilizar os agricultores sobre a mudança na qualidade de vida com a casa nova ou reformada. Evidenciar regras, enquadramento, responsabilidades e deveres. 2. Assinatura dos contratos com estudo do Caderno 1: Orientações técnicas sobre Construção Habitacional. Sendo a modalidade “autoconstrução assistida”, os beneficiários são orientados sobre princípios básicos da construção, para que sejam fiscais das obras, garantindo a segurança e a qualidade da construção. As famílias participam da construção, garantindo envolvimento, e redução de custos. Assim, as famílias contratarão um pedreiro de sua confiança e serão seus auxiliares. As obras podem começar se a contrapartida foi garantida pelo beneficiário. A equipe de engenharia realiza visitas aos municípios para acompanhamento da obra, e pelo Sistema de Informática COOPERHAF. 3. Estudo do Caderno 2 – Organização, Associativismo e Cooperativismo na Agricultura Familiar: Refletir junto aos beneficiários sobre a história do sindicalismo no Brasil, rompimento com o assistencialismo, constituição da FETRAF-SUL/CUT, CRESOL CENTRAL e COOPERHAF, as lutas e conquistas dos agricultores familiares ao longo dos anos e o papel de cada agricultor no sindicato. Isso significa debater, vivenciar, refletir sobre a própria história. 4. Estudo Caderno 3 – Construindo um Ambiente Saudável e Sustentável: Discussão do Projeto Caprichando a Morada como uma concepção que vai além da casa. A organização, tanto dentro como fora dela, em harmonia com a natureza é importante para que o agricultor familiar permaneça no meio rural, com autonomia, saúde e criando alternativas de trabalho e renda. Uma propriedade saudável tem qualidade de vida. Trabalhar as questões inerentes ao meio ambiente, importância da horta, pomar e jardim, resgatando a troca de sementes e mudas, bem como saberes populares. A propriedade é sua casa, seu trabalho, seu convívio. Cuidar dela é cuidar da família, produzindo alimentos saudáveis, propiciando qualidade de vida e mais saúde para as pessoas e o meio ambiente. 5. Estudo Caderno 4 – Gestão Financeira e Social da Propriedade: Debater a gestão financeira da propriedade é envolver todos os membros da família nas decisões. É planejar o presente e o futuro. Valorizar a atuação de todos os membros da família (mulher, jovem e idoso), remetendo ao debate e reflexão das relações na família, na comunidade e na sociedade. 6. Dia na Propriedade – Caprichando a Morada (obra concluída): Uma nova propriedade é mais qualidade de vida para a família. Realização do Dia na Propriedade - Caprichando a Morada: visita a uma propriedade para reflexão acerca da importância da obra e da sustentabilidade da propriedade, o impacto do projeto de habitação nas famílias e na comunidade, resgatando de forma prática os conteúdos abordados nas discussões dos cadernos. 7. Pesquisa de Avaliação do Trabalho Social: Análise de todo o processo, desde informações antes da assinatura dos contratos, discussão dos cadernos metodológicos, culminando com a melhora na qualidade de vida das famílias. Momento de avaliação, possíveis ajustes e verificação de indicadores.

Resultado Alcançado

Através do Caprichando a Morada, a COOPERHAF já construiu e reformou em 12 estados brasileiros cerca de 20 mil moradias e outras 12 mil estão em andamento. Outros resultados são: a) 31 mil famílias beneficiadas com a reforma ou construção de casas, nos 12 estados brasileiros onde a cooperativa atua; b) Estímulo à organização dos agricultores familiares em sindicatos e cooperativas; c) Contribuição para a redução da migração campo-cidade; d) Redução do risco de doenças, com novas instalações sanitárias; e) Capacitação das famílias em temas importantes para o desenvolvimento sustentável das propriedades.

Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Agricultores Familiares
Assentados rurais
Trabalhadores Rurais
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
coordenador estadual1
engenheiro civil e/ou arquiteto e urbanista1
técnico social1
secretária(o)1
contador1
advogado(a)1
administrador1
jornalista1
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Unidade de tecnologia social estadual – considera-se como uma estrutura mínima: 1 veículo 4 computadores 1 impressora 1 aparelho de fax Espaço físico para atender os beneficiários e realizar os encontros/reuniões: mesas, cadeiras, arquivos, internet, linha telefônica

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Para implementação de uma unidade de tecnologia social – neste caso – considera-se uma unidade por estado que atenderá no mínimo 30 municípios, o valor estimado é de R$ 40.000,00/mês, no período de 12 meses: R$ 480.00,00. Despesas com: salários, encargos sociais, aluguel de espaço físico, combustível, energia elétrica, material de expediente, conta telefônica, seguro, correios, manutenção de equ

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Ministério das Cidades -
Ministério do Desenvolvimento Agrário -
Governos Estaduais através das Secretarias de Habitação -
Prefeituras Municipais -
Agentes Financeiros (Caixa, Banrisul, Bancos Privados) -
Cooperativas de Crédito do Sistema Cresol - Cresol Central SC/RS -
FETRAF BRASIL, FETRAF’S Estaduais e SINTRAF’S, STR’s -
Ministério da Pesca e Aquicultura -
Ministério do Trabalho e Emprego -
Impacto Ambiental

Antes, a maioria das famílias não tinha banheiro dentro dos padrões sanitários adequados. Com a construção da moradia o banheiro passou a existir, contribuindo com a saúde da família e com o meio ambiente. Quando são estudados os cadernos metodológicos, são feitos debates com as famílias referentes à qualidade da água na propriedade, da importância da manutenção da horta e do pomar; e repassadas algumas alternativas de combate a pragas sem utilização de veneno químico.

Forma de Acompanhamento

Os agentes financeiros dos programas de habitação fiscalizam as obras realizadas. No caso da Caixa Econômica Federal também existe, na maioria dos casos, acompanhamento do projeto social. O acompanhamento pela COOPERHAF é feito até um mês após a obra concluída. Para isso, temos uma rede de colaboradores locais, cedidos pelos sindicatos locais, que são capacitados periodicamente para a operacionalização dos programas habitacionais.

Forma de Transferência

A COOPERHAF trabalha sempre em parceria com os sindicatos locais da agricultura familiar. Para capacitá-los, a cooperativa utiliza manuais explicativos sobre os programas habitacionais e realiza capacitações periódicas. Mas, primeiramente, deve existir no local uma associação, cooperativa ou sindicato ligado ao tema agricultura familiar.

Endereços eletrônicos associados à tecnologia