Captador da Água da Chuva com Teto Verde e Filtro Biológico

certificada 2009

Instituição
Tecnologia Intuitiva e Bioarquitetura (TIBÁ)
Endereço
Estrada do Alto Sertão s/n - Alto Sertão - Bom Jardim/RJ
E-mail
tiba@tibarose.com
Telefone
(21) 9601-7501
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Peter Dylan van Lengen Moes(21) 9698-9769tibarquitetos@tibarose.com
Resumo da Tecnologia

Construção de um teto verde de 48m² com captador de águas pluviais ligado a um filtro biológico instalado numa caixa de água de 3 mil litros, que fornece água potável e ecológica, ou seja, livre de cloro e naturalmente mineralizada, a todos os usuários da Escolinha Tia Percília.*{ods6},{ods13}*

Tema Principal

Recursos Hídricos

Tema Secundário

Meio ambiente

Problema Solucionado

Devido ao crescimento urbano descontrolado e consequente proliferação de favelas e morros no Rio de Janeiro, assim como em outras grandes cidades por todo o Brasil, as autoridades urbanas, apesar do trabalho constante, não têm capacidade para dar a devida Infraestrutura a essas comunidades. Por incapacidade financeira, a própria população das favelas também não consegue manter devidamente essas infraestruturas, nomeadamente as hídricas, como, por exemplo, tanques de água, canalizações, bombas de água etc. A grave consequência, típica nestas comunidades de baixa renda no Brasil, é a dificuldade no acesso à água urbana, e ainda a escassez desta em alguns pontos destas comunidades. A Escolinha da Tia Percília na comunidade da Babilônia, localizada acima do bairro do Leme, no Rio de Janeiro, sofria também com a escassez de água urbana.

Objetivo Geral

Aumentar exponencialmente a quantidade de água própria para consumo, garantindo a necessária para o normal funcionamento da Escolinha; Reduzir as despesas mensais relativas ao consumo da água.

Objetivo Específico

Minimizar a falta de água em ambientes urbanos onde a infraestrutura básica é difícil; Contribuir para a melhoria das condições de vida das populações urbanas de baixa renda através do aproveitamento das águas pluviais para uso e consumo, diminuindo também as despesas relativas à água; Criar uma tecnologia de captação e filtragem de águas pluviais econômica e de fácil e rápida execução, que possa ser facilmente disseminada em ambientes urbanos semelhantes; Capacitar executores / disseminadores da tecnologia; Despertar o senso de corresponsabilidade sobre o meio ambiente, considerando-o um patrimônio da coletividade que precisa ser preservado para as gerações futuras; Transferir tecnologia de maneira que a comunidade possa se apropriar dela, transformando seus integrantes em agentes no processo, valorizando seus conhecimentos e respeitando seus anseios, usando metodologia dialógica, que respeita a experiência e os objetivos da comunidade.

Solução Adotada

A tecnologia proposta é composta por um teto verde de 48m², captador de águas pluviais que funciona também como um pré-filtro, ligado a um filtro biológico instalado numa caixa de água com capacidade para 3.000 litros, que limpa e mineraliza a água naturalmente, evitando o recurso com cloro. O teto verde é composto por uma caixa de madeira com 20 cm de altura, com capacidade para suportar 150 quilos por metro quadrado, com uma inclinação que pode variar até10%. Essa caixa é revestida por uma camada de cartão e outra de lona plástica que funciona como impermeabilizante. Sobre a lona é colocada uma camada de areia com cerca de 3 cm de altura, que impede o sobrecrescimento de raízes que, de outra forma, danificariam a impermeabilização do teto. Posteriormente é colocada uma camada de terra, seguida de plantas ou grama. Na zona mais baixa do teto é colocada uma fileira de pedras, junto da lona até à superfície, que filtra a água antes desta chegar até a tubulação coletora. Nesta mesma zona são instalados alguns flanges que permitem a passagem da água até um meio cano de PVC colocado no limite do teto, que recolhe a água e a conduz até a caixa/filtro de água. O filtro de água é instalado numa caixa de água com 3.000 litros de capacidade, e é composto por uma camada de carvão junto da saída de água, seguida de uma camada de areia, outra de pedra e finalmente uma de biomassa. Para a aplicação desta tecnologia foi dada uma formação teórica na sede do Tibá, tanto para os futuros construtores como para um vasto grupo de pessoas da comunidade da Babilônia, sobre ecotecnologias e bioconstrução, com o objetivo de educar e sensibilizar a população, assim como capacitar para uma autoconstrução mais eficaz e com maior qualidade. Posteriormente foi feita uma formação prática e construtiva, também na sede do Tibá, para os futuros construtores da tecnologia, através da construção e instalação de um protótipo em tamanho real. A construção e aplicação da tecnologia na Escolinha Tia Percília, na Babilônia, foi realizada durante três semanas após este período de formação, pelos construtores formados e com a supervisão do bioarquiteto Peter van Lengen. Este processo contou ainda com o envolvimento das crianças e do pessoal da Escolinha, que colaboraram com a pintura temática do espaço, além de que aprenderam e fortaleceram as suas noções de ecologia e bioconstrução.

Resultado Alcançado

Quantitativos: Um teto verde com 48m² com capacidade para 150 quilos por metro quadrado; Um filtro biológico instalado numa caixa de água com capacidade para 3.000 litros; Redução nas despesas relativas ao consumo da água; Garantida a quantidade de água necessária ao normal funcionamento da Escolinha; Uma redução até 10 graus de temperatura no espaço de cantina e de convívio da Escolinha; Um espaço ajardinado e de lazer que as crianças da Escolinha podem usufruir. Qualitativos: Maior conforto térmico e acústico do principal espaço coletivo da Escolinha; Conscientização da comunidade escolar e local em relação aos recursos naturais; Dotar a comunidade de um exemplo concreto de uma tecnologia de fácil execução, econômica e ecológica, e facilmente reproduzida por toda a comunidade; Percepção de um aumento efetivo de qualidade de vida dos usuários da Escolinha.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Rio de Janeiro / Rio de JaneiroComunidade da babilônia07/2008
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Alunos do ensino básico
Professores do ensino básico
Lideranças Comunitárias
Quantidade: 0
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Bioarquiteto1
Construtores locais formados pelo Tibá3
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Material para construção do protótipo - R$ 2.000,00 Teto verde e filtro biológico Madeira R$ 2.500,00 Lona plástica R$ 300,00 Terra R$ 250,00 Grama R$ 200,00 Brita R$ 50,00 Areia R$ 150,00 Tubulação de PVC e demais materiais de canalização R$ 400,00 Caixa de água de fibra de vidro 3.000 litros R$ 350,00 Materiais de construção diversos R$ 300,00

Valor estimado para a implementação da tecnologia

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Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
MIT – Massachusetts Institute of Technology -
Forma de Acompanhamento

O acompanhamento tem sido realizado de forma regular ao longo dos meses via telefone e e-mail. Durante o próximo mês de agosto (data em que se completa um ano da instalação da tecnologia), será realizada uma visita técnica, com o objetivo de observar, quantificar e registrar os resultados alcançados.

Forma de Transferência

A formação teórica e prática realizada no TIBÁ tornou três construtores da comunidade da Babilônia aptos para, no futuro, projetar e aplicar este tipo de tecnologia em outros locais. Foi também disponibilizado à comunidade o “Manual do Arquiteto Descalço” de Johan van Lengen do TIBÁ, de forma a poder orientar qualquer pessoa que esteja interessada nesta tecnologia ou outras ecotecnologias. A Prefeitura do Rio de Janeiro manifestou interesse na proliferação da tecnologia nesta e em outras comunidades semelhantes, para a qual o TIBÁ se disponibilizou para futuras consultorias.