Comércio Justo com Consumo Ético e Solidário

certificada 2011

Instituição
Cooperativa Mista dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos Vinculados ao Projeto Esperança Ltda.
Endereço
Rua Silva Jardim, 1704 - Centro - Santa Maria/RS
E-mail
projeto@esperancacooesperanca.org.br
Telefone
(55) 3219-4599
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Claudio Fernando Lucca da Cunha(55) 8403-9005cflcunha@gmail.com
Resumo da Tecnologia

A Feira de Economia Solidária do Mercosul, a Feicoop, e os eventos complementares visam a fortalecer a articulação da economia solidária e da agricultura familiar, enfatizando a formação, a comercialização direta, a produção ecológica, o comércio justo, o consumo ético e solidário e a autogestão*{ods4},{ods8},{ods12},{ods17}*

Tema Principal

Renda

Tema Secundário

Educação

Problema Solucionado

A intenção do projeto Esperança/Cooesperança é desenvolver um trabalho através de experiências associativas, cooperativadas, de economia solidária e agricultura familiar, numa dimensão alternativa que se articula por meio da Cooesperança (Cooperativa Mista dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos vinculados ao projeto Esperança Ltda.) para promover a inclusão social e o combate ao desemprego, a fome, a miséria e a exclusão social nas comunidades assistidas. A comercialização direta é um dos eixos que ajuda a fomentar no consumidor a consciência e a mudança dos paradigmas fortalecendo a rede de consumo justo, ético e solidário. Os grupos organizados abrangem 34 municípios da região central do Rio Grande do Sul.

Objetivo Geral

Fortalecer a articulação da economia solidária do Brasil, do Mercosul e da América Latina, com formação, comercialização direta, autogestão e crédito, sendo o trabalhador o principal sujeito a ser beneficiado neste processo da construção e consolidação de uma outra economia.

Objetivo Específico

-Promover, divulgar e articular as formas de produção e comercialização direta dos bens e serviços produzidos pela economia solidária do Rio Grande do Sul, do Brasil e dos países do Mercosul; -Fortalecer as redes dos empreendimentos solidários e autogeridos do Brasil, do Mercosul e da América Latina; -Fortalecer a proposta do comércio justo e consumo ético e solidário; -Consolidar a comercialização dos produtos dos empreendimentos solidários; -Articular as diferentes culturas: povos indígenas, movimento afro, catadores, agricultores familiares, agroindústria familiar, quilombolas, artesãos, consumidores, movimentos sociais, gestores públicos, parcerias e entidades de assessoria.

Solução Adotada

O projeto Esperança/Cooesperança, junto com o Território da Cidadania, tem por missão promover, incentivar, desencadear e construir o desenvolvimento solidário, sustentável e territorial urbano, rural e regional, com base nos princípios da mística cristã, solidariedade, cooperativismo alternativo, autogestão, organização, democracia participativa e a luta pela distribuição justa da terra, dos frutos da terra e dos bens produzidos. A qualidade de vida, a organização e a comercialização direta são prioridades. Sociedade civil e poder público participaram desta construção. No princípio do projeto não havia preocupação com retorno financeiro, mas depois, nos anos noventa, houve a divisão em projetos socioeconômicos e projetos sócio-organizativos. Assim, segmentos excluídos puderam utilizar destes fundos fortalecendo seus grupos e construindo sua identidade através do Projeto Esperança/Cooesperança. Estes preceitos foram estabelecidos de forma coletiva, nas diversas assembleias e encontros, sendo que estão em constante evolução através do debate e da complementaridade de ideias. O eixo central está nos pequenos empreendimentos solidários, sociais e econômicos com ênfase na comercialização direta através da autogestão. Busca o desenvolvimento territorial através de uma sociedade justa, economicamente viável, ambientalmente sadia e organizadamente cooperativa. As reuniões eram com grupos em organização, ouvindo-se dificuldades, problemas e o que fazer para mudar. Para os que já tinham um plano ou projeto, a equipe avaliava sua viabilidade, e quem não tinha era auxiliado na busca de alternativas. O foco era organizar e depois buscar alternativas que agregassem valor com organização e/ou pela melhoria na produção. Os projetos eram pequenos e foram elaborados por professores da UFSM. Existe um fundo rotativo, em que o valor a ser pago é indexado ao produto, valorizando o trabalho e não o capital. Também, cada grupo participa com 8% sobre a comercialização direta, fortalecendo o trabalho. O Projeto Esperança cuida da organização do espaço (terminal) e dos produtores da produção. Legalizando a comercialização surge a Cooesperança em 1989, que com um caminhão buscava os produtos e trazia para o terminal de comercialização direta. A mudança foi profunda, pois, hoje, 80% dos associados da Cooesperança tiram seu sustento da comercialização direta.

Resultado Alcançado

Os números abaixo descrevem sucintamente os resultados até agora alcançados. Estes números surgiram a partir do Projeto Esperança/Cooesperança, antes nada disto existia, mantendo latente a capacidade organizativa destes grupos. -Número de Empreendimentos Solidários: 250 empreendimentos em funcionamento; -Área de atuação: Urbana e Rural. Número de Municípios: 34 Municípios da Região Central - RS; -Número de beneficiados diretos: 5.000 famílias; -Número de beneficiados indiretos: 22.000 pessoas incluindo os consumidores/as, várias Associações de Catadores/as na Região Central e 2.000 famílias; -Programa da Compra Antecipada dos Alimentos de Agricultura Familiar, com o Programa “Fome Zero”: 150 Famílias, 42 Organizações, 3.000 famílias beneficiadas; -O projeto funciona em parceria com a Prefeitura Municipal, CONSEA, CONAB, CONSAD e o Projeto Esperança/Cooesperança da Arquidiocese de Santa Maria, entre outras parcerias e organizações da cidade e Região Central do Rio Grande do Sul. Quanto à medição de indicadores de resultado e de impacto, pode ser avaliado claramente nos dados acima. São concretas as melhorias efetivas das condições de vida das pessoas, nos processos decisórios, nas parcerias, nas melhorias ocorridas no uso dos recursos, nas mudanças nas políticas e estratégias sociais, econômicas e ambientais, como se verificou em itens relacionados ao tema. Todas as famílias que fazem parte do Projeto Esperança/Cooesperança melhoraram significativamente a sua qualidade de vida, com melhoria de produção com enfoque na agroecologia, comércio justo e consumo ético e solidário.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Santa Maria / Rio Grande do SulMedianeira/Projeto Esperança/Cooesperança08/1987
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Agricultores Familiares
Artesãos
Desempregados
Catadores de material reciclável
Povos indígenas
Quilombolas
Mulheres
Quantidade: 1.000
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Agentes de Economia Solidária e Cooperativismo5
Coordenadora Geral (Equipe Gestora)1
Assessor (Equipe Gestora)1
Auxiliar Administrativo (Equipe Gestora)1
Auxiliar de Escritório (Equipe Gestora)1
Técnico de Informática (Equipe Gestora)1
Assessoria/Formação2
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Os recursos necessários para a implantação de uma unidade em tecnologias sociais no aprimoramento da Comercialização Solidária, através do comércio justo e do consumo ético e solidário são: - Cinco computadores; - Dois notebooks; - Uma máquina fotográfica; - Um telefone físico; - Três salas mobiliadas para escritório; - Um veículo utilitário; - Três armários de arquivos, todo material de expediente, balcões refrigerados, mesas de inox e madeira, balanças; - Aumento do espaço físico para a comercialização solidária.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Considerando os gastos com toda a estrutura, gasta-se R$ 900.000,00. É importante lembrar que o ponto de partida não é do zero, mas da experiência já existente.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Cáritas BrasileiraApoio financeiro, organizacional e de gestão
Secretaria Nacional de Economia Solidária/Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE)Financeiro
Fundação Banco do Brasil (FBB)Financeiro e de gestão
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE)Financeiro
PetrobrasFinanceiro.
Governos Municipal e EstadualFinanceiro
Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES)Financeiro
Sistema de Crédito Cooperativo (SICREDI)Financeiro
Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA)Financeiro e de gestão
Impacto Ambiental

Os impactos ambientais da Feira da Economia Solidária do Mercosul são muito pequenos, pois os resíduos sólidos gerados são reciclados, a produção de alimentos é orgânica, não há refrigerantes, cervejas e nenhum tipo de bebida alcoólica, além de não serem comercializados cigarros e similares. Temas apresentados nos eventos internacionais têm como pano de fundo a questão dos impactos ambientais, pois trata-se de um tema transversal de muita importância na economia solidária.

Forma de Acompanhamento

As formas de acompanhamento são inúmeras, todas elas baseadas na democracia participativa e autogestão. Há uma coordenação colegiada formada pelas coordenações dos segmentos, lideranças, profissionais de várias áreas, pesquisas, cursos, seminários, oficinas, jornadas de estudos, caminhadas e outras formas de participação e interação entre todas as áreas de atuação.

Forma de Transferência

A forma de transferência das tecnologias sociais é realizada através de inúmeros instrumentos como: cartilhas, livros, manuais, folder, panfletos, jornais, cursos, oficinas, seminários, troca de experiências, jornadas de estudos, caminhadas pela paz, Levante da Juventude, Centros de Referência de economia solidária, congressos, feiras, mostras culturais, entrevistas com os veículos de comunicação escrita, falada e televisionada e com a articulação expressiva de políticas públicas e o fortalecimento do trabalho em rede de forma colegiada, participativa e autogestionária, com a participação de inúmeros multiplicadores.

Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Fotos 2011download
Cartas dos EventosBaixar
Projeto Esperança História 24 ANOS 2011Baixar
Quadro Geral das Feiras 2011Baixar
Quadro - Economia Solidária no Brasildownload
Quadro - Teia Esperança SM/Projeto Esperançadownload
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Agendas desta magnitude, com a força das organizações e entidades parceiras, como a Diocese de Santa Maria, Projeto Esperança/Cooesperança e Cáritas, juntamente com a Prefeitura Municipal, empreendimentos solidários, governo federal, veículos de comunicação e consumidores, fazem esta feira crescer a cada ano. Valdeci Oliveira, ex-prefeito de Santa Maria/RS: Santa Maria, coração do Rio Grande do Sul, acolhe a cada ano as importantes caravanas que vêm para a Feira de Economia Solidária da América Latina. A Diocese de Santa Maria, juntamente com o Projeto Esperança/Cooesperança e a Prefeitura Municipal de Santa Maria, acolhem este grande evento, sentem alegria com este trabalho em Rede de Parcerias, com muitas outras Entidades e Organizações. Dom Hélio Adelar Rubert - Arcebispo