Conhecer para Preservar: Educação para a Preservação do Meio Ambiente

certificada 2011

Instituição
Instituto de Pesquisas e Educação Para o Desenvolvimento Sustentável
Endereço
Rod Amaral Peixoto km 103, q21,l25 - Praia Linda - São Pedro da Aldeia/RJ
E-mail
ipeds@ipeds.org.br
Telefone
(22) 9265-5703
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Dalva Rosa Mansur(22) 9265-5703dalvamansur@ipeds.org.br
Resumo da Tecnologia

O projeto “Conhecer para Preservar” produz livros e folhetos usados na capacitação de professores e lideres comunitários. O material produzido traz, de forma coloquial, dados científicos de suporte ao debate, causando interesse na população e criando soluções de preservação.*{ods4},{ods13}*

Tema Principal

Meio ambiente

Tema Secundário

Educação

Problema Solucionado

Foi notado que, em certas comunidades pertencentes a áreas de unidades de conservação ambiental, havia uma recorrente falta de informações e compreensão por parte da população sobre as condições dos recursos naturais e sociais. Além da falta de capacitação adequada dos líderes comunitários para condução de atividades e conscientização da população, não havia um enfoque dentro das escolas pelo ensino de temas relacionados aos recursos naturais e sociais disponíveis na área da comunidade. Os materiais que existiam, antes da elaboração do projeto, eram de difícil compreensão, o que dificultava ainda mais na transmissão dos conhecimentos necessários para uma convivência harmoniosa dentro das unidades de conservação.

Objetivo Geral

Promover aprendizagem entre os moradores de uma unidade de conservação sobre os recursos naturais e sociais disponíveis na área em que vivem, buscando uma melhor gestão do processo de preservação.

Objetivo Específico

- Treinar lideres e agricultores reunidos em uma associação de moradores; - Treinar professores para inserção destes conhecimentos no currículo; - Treinar 100 líderes participantes de sindicatos de pequenos produtores rurais; - Realizar seminário de avaliação ao final do trabalho, reunindo os líderes capacitados e discutindo os resultados obtidos pelo projeto.

Solução Adotada

O Projeto Parte do levantamento dos recursos naturais e sociais da área objeto do estudo e, a partir de seus resultados, é elaborado material didático em forma de revistas e folhetos de fácil leitura. Esse material é utilizado para realizar capacitações de professores, lideres comunitários e também de conselhos gestores. São duas as metas principais da metodologia de trabalho: primeiro, a produção do material didático, na sequencia, são oferecidos os cursos de capacitação. O processo de produção do material didático leva pelo menos seis meses. Esta etapa leva à produção de um livro (em formato de revista), apresentando lendas e histórias locais, os recursos naturais da área e o texto do plano diretor. O material produzido é distribuído na comunidade. Os livros e mapas deverão ter sempre linguagem literária, tornando assuntos difíceis, como a geologia ou a hidrografia, em histórias bem contadas, utilizando fotos dos locais conhecidos pelos moradores para despertar intimidade com o material. Em seguida, é necessário produzir um folheto complementar sobre a geomorfologia da região e um mapa com o plano diretor e um glossário de termos ambientais importantes. Também é interessante que se produza uma maquete de cada unidade de conservação específica e um CD de apresentação para ser utilizado nas palestras motivadoras nas oficinas. Com o material didático já produzido, passa-se a realizar a capacitação de professores. As oficinas são organizadas por série e disciplina, os conhecimentos são adequados às turmas, sempre utilizando o material didático criado pelo projeto, fazendo a leitura e transformação do conteúdo em função das necessidades específicas dos alunos. Logo depois os conselhos gestores são reunidos e são realizadas novas discussões sobre os recursos naturais, buscando soluções para possíveis conflitos. Após os conselhos, inúmeras associações de moradores, clubes, condomínios, igrejas, sindicatos, ou grupos onde lideres comunitários estejam reunidos recebem palestras e oficinas. É destas reuniões e oficinas que surgem as atividades de teatro, poesia, cavalgadas, danças e outras atividades da cultura local, mescladas com atividades voltadas para as áreas de proteção ambiental.

Resultado Alcançado

O projeto provocou aumento do número de reclamações, interferência e participação ativa pelos moradores das regiões atendidas. Eles também passaram a denunciar eventuais crimes ambientais cometidos nas regiões. Os materiais produzidos pelo trabalho estão sendo utilizados em universidades e escolas como material didático e podem ser reaplicados para outras experiências, aumentando a abrangência do projeto. Além disso, a desmistificação do assunto em uma linguagem simples e acessível permite que um número maior de pessoas seja capaz de buscar alternativas de trabalho mais adequadas às áreas de preservação ambiental.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Iguaba Grande / Rio de JaneiroSapiatiba Mirim, Arastão, Cidade Nova, Flecheira, Sergeira04/2004
São Pedro da Aldeia / Rio de JaneiroFlecheira, Flecheira II, Praia Linda, Sapitiba Mirim, Balneário, Cidade Nova04/2006
Saquarema / Rio de JaneiroVilatur, Praia Seca (Araruama), Monte Alto (Arraial do Cabo) Figueiras04/2006
Cabo Frio / Rio de JaneiroPeró, Jacaré, José Gonçalves (Búzios), Tucuns (Búzios), Caravelas (Búzios)04/2006
Cabo Frio / Rio de JaneiroCampos Novos05/2009
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Professores do ensino fundamental
Professores do Ensino Médio
Agricultores
Produtores rurais - Pequenos
Lideranças Comunitárias
Lideranças Comunitárias
Alunos do ensino fundamental
Alunos do ensino médio
Quantidade: 498
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Coordenador de projeto1
Auxiliar de coordenação1
Coordenação acadêmica1
Professores pesquisadores5
Estagiários de nível superior5
Diagramador para produção dos livros1
Jornalista/revisor de texto1
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

- Recursos para impressão de livros e folhetos (buscar parceria em gráficas para diminuir os custos); - Lanches para servir em capacitações, em reuniões da comunidade, em escolas e nas faculdades; - Material de escritório: pastas, papel para impressora, canetas, marcadores de quadro branco, grampos, clipes, copos, guardanapos, garrafa térmica de café, kit camiseta, chapéu; - Um computador com impressora e um projetor de multimídia; - Recursos para transporte e viagens para a fase de pesquisa; - Um veículo para transporte de pessoal e material para pesquisa e na fase de palestras, e combustível.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

- Levantamento de dados - custos de campo - R$4.000,00 - Produção de material didático - R$18.000,00 - Criação/manutenção de site para o projeto - R$800,00 - Lanches para oficinas com lideranças, professores e comunidade em geral - R$6.000,00 - Camisetas e chapéus de sol - R$2.500,00 - Pessoal fixo ajuda de custo por um ano - R$12.000,00 - Material de escritório e kit para capacitação - R$3.000,00

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
INEA – Instituto estadual do AmbienteFornece dados e dá apoio ao IPEDS em todas as atividades junto aos conselhos gestores.
Prefeituras municipais das áreas envolvidasApoio local, carros para trabalho de campo , local para eventos, dados técnicos.
DRM – Serviço Geológico do EstadoFornece dados, participa de pesquisas e redige textos no material didático
Universidades locais - no caso especifico foi a UERJpesquisas, pesquisadores e estagiários
Associações de MoradoresConhecem o local, divulgam as atividades, ajudam a mobilizar pessoas
Secretarias de educação doa municípiosAjudam na coordenação de capacitação de professores, convidam para atividades, divulgam oprojeto
Impacto Ambiental

O maior impacto foi a redução considerável do desmatamento na região, a atuação de pessoas na comunidade impedia o acontecimento de desmatamento ou acarretava em denúncias quando este acontecia. Outro impacto foi, a partir do uso dos livros do projeto por agricultores, professores, moradores, agências de turismo, prefeituras e institutos, o aumento da conscientização sobre as especificidades das áreas ambientais.

Forma de Acompanhamento

- A cada reunião são preenchidas fichas com presenças e tema, assunto e data da reunião acompanhado por ata e, sempre que possível, de fotos; - Seminários ao final de cada etapa do projeto, sendo divididos por local e geral; - Relatórios do projeto a cada etapa; - Elaboração de itens indicadores de mudança, que deverão ser específicos para cada situação, como a presença em revistas e jornais locais, diminuição de crimes ambientais e uso do material em situações extra projeto.

Forma de Transferência

- Redigir manual de uso da tecnologia, reunir ONGs, seus parceiros e professores universitários com interesse em trabalhar com a metodologia, para oficina de aplicação da tecnologia e adaptação a realidade local; - Elaborar o projeto da aplicação da tecnologia junto com grupos interessados; - Elaborar a forma de monitoramento do projeto para o grupo que vai atuar.

Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Casa de Farinha existente na APA da Serra de Sapiatibadownload
Material de apresentação para Conselho GestorBaixar
Material de Relatório do projeto hoje usado em apresentaçõesBaixar
Apresentação para Conselhos Gestor e líderes locaisBaixar
Situação da Sapitiba e as estradas que cortam a APA, riscos da pressão antrópicaBaixar
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Atualmente, a tecnologia está sendo aplicada ao projeto de replantio de reserva legal com Aroeira, na área do assentamento Campos Novos, com o intuito de impedir a destruição da vegetação local, criar incentivos para o replantio de espécies nativas e criar renda extra para os pequenos agricultores moradores do assentamento. O IPEDS recebeu uma parte de um terreno na APA da Serra de Sapiatiba e pretende construir lá um centro divulgador da tecnologia social onde, além de continuar o trabalho de conservação, poderá, ainda, capacitar outras ONGs na metodologia do projeto, e ajudar novas aplicações do Conhecer para Preservar.