Contadores de Histórias contribuindo para Humanização Hospitalar

certificada 2005

Instituição
Associação Viva e Deixe Viver
Endereço
Av. Rebouças, 1206 - cj. 06 - Pinheiros - São Paulo/SP
E-mail
graziela@vivaedeixeviver.org.br
Telefone
(11) 3081-6343
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Valdir Cimino(11) 3081-6343valdir.cimino@vivaedeixeviver.org.brFacebook: http://www.facebook.com/vivaedeixeviver Twitter: @vivasp
Resumo da Tecnologia

Processo que seleciona, capacita e forma cidadãos voluntários contadores de histórias para crianças e adolescentes, atuando em um dos 83 hospitais de todo o Brasil, contribuindo para a melhoria do ambiente hospitalar.*{ods3},{ods4}*

Tema Principal

Saúde

Tema Secundário

Educação

Problema Solucionado

Crianças e adolescentes hospitalizados se encontram em uma situação de acesso precário à cultura e são privados da escola, de brincar e do convívio familiar, fatores importantes nessa fase da vida. Além de exercitar a cidadania, levar cultura a crianças e adolescentes hospitalizados, possibilita que o ambiente hospitalar seja transformado em um momento mais alegre, agradável e terapêutico. As histórias infantis são ótimas ferramentas e podem ser utilizadas para trabalhar aspectos da psicologia infantil como imaginação, raciocínio e criatividade para transmitir valores éticos, de amor, respeito, paz e cooperação. Além disso, promove a cultura e dissemina informações. Desse modo, contar histórias pode assumir uma dimensão que vai além do simples entretenimento. Como o acesso aos livros é restrito no país, as crianças e adolescentes hospitalizados também são privados de leitura, prejudicando o seu desenvolvimento. Por isso, a iniciativa de levar leitura por meio de contadores de histórias se faz necessária para amenizar esta realidade e contribuir para o desenvolvimento das aptidões, melhorando a comunicação e a integração com a realidade.

Objetivo Geral

Incentivar e contribuir com o aumento do índice de leitura no país e possibilitar que crianças e adolescentes hospitalizados, independente de raça ou classe social, possam ter acesso à cultura e informação educacional.

Objetivo Específico

Desenvolver e capacitar o indivíduo para trabalho voluntário na área da saúde, através da arte de contar histórias e do brincar, de maneira consciente, comprometida e constante; selecionar e preparar pessoas para atividade voluntária em hospitais - dar suporte psicológico aos voluntários contadores de histórias e proporcionar capacitação constante para aperfeiçoamento de sua atuação como contadores de histórias em hospitais; promover atividades lúdicas e culturais, contribuindo para o desenvolvimento de crianças e adolescentes hospitalizados; possibilitar momentos de criatividade, imaginação e interação com a realidade interna e externa ao hospital; incentivar a leitura; desenvolver o maior número de atividades por meio da participação voluntária, como o processo de seleção, palestras e oficinas e o acompanhamento terapêutico; contribuir para a humanização dos hospitais e casas de apoio, fortalecendo valores e princípios essenciais do ser humano por meio de histórias.

Solução Adotada

A Associação Viva e Deixe Viver surgiu em agosto de 1997 por iniciativa do publicitário Valdir Cimino, presidente e fundador da entidade, que ajudava financeiramente o tratamento de crianças internadas no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e, após conhecer sua realidade, sentiu que poderia colaborar de outra maneira, ajudando a tornar mais ameno o período de sua estadia no hospital. Contar histórias voluntariamente foi então o caminho escolhido. No início, as atividades se concentravam no hospital Emílio Ribas. Outros voluntários aderiram à iniciativa e logo estava estruturada a Associação Viva e Deixe Viver que, hoje, está presente em 83 hospitais e conta com 893 voluntários atuando em diferentes estados do país, levando alegria e esperança para crianças e adolescentes internados. A Associação Viva e Deixe Viver traz o estímulo à leitura e ao brincar como alternativa para minimizar as dificuldades enfrentadas por crianças e adolescentes em hospitais. A promoção de atividades lúdicas e de entretenimento é uma forma de resgatar a imaginação e o sonho dessas crianças por meio da leitura de histórias infantis e brincadeiras, e de envolver acompanhantes e profissionais nessas atividades. A Associação atua por meio de voluntários contadores de histórias. Para realizar um trabalho qualificado, a entidade estabeleceu um criterioso processo de seleção e treinamento para organizar a entrada de seus voluntários. Tal processo dura, em média, 11 meses e é conduzido por grupo de psicólogas. De maneira geral, o processo trabalha a questão da responsabilidade e comprometimento do voluntário, organização do tempo, o que é estar em um ambiente hospitalar, o que é ser um voluntário, até que ponto a pessoa está preparada emocionalmente para atuar no hospital, e normas e práticas do Viva. As etapas do processo são as seguintes: 1) Inscrição: via internet. Aguarda o chamado para a 1ª palestra; 2) Palestra Sensibilização; 3) Fundamentos Filosóficos do Voluntariado e preenchimento de um questionário que é avaliado pelas psicólogas, traçando o perfil do candidato; 4) Palestra Administração do Tempo; 5) Palestra Ambientação Hospitalar; 6) Palestra Contando Histórias no Hospital; 7) Sarau; 8) Palestra Processo de Morrer e a Morte; 9) Vivência Terapêutica; 10) Vivendo Positivamente, 11) Treinamento nos Hospitais, 12) Conversa Viva; e 13) Confraternização dos novos voluntários. O processo é autosseletivo, ou seja, a qualquer o momento o próprio candidato pode se eliminar do processo, caso perceba que não tem perfil para atuar na causa do Viva em hospitais. Os voluntários que assim atuam são chamados "fazedores de histórias". Depois de formado, o voluntário passa a doar duas horas por semana de atuação voluntária em um dos hospitais da rede credenciada pelo Viva, e submete-se à capacitação oferecida pela entidade. Trata-se de palestras e oficinas, realizadas mensalmente para abordagem de temas de interesse do contador, tais como: universo infanto-juvenil, voluntariado, saúde, oficinas para aperfeiçoamento da arte de contar histórias, utilização de recursos auxiliares (bonecos, dobraduras, fantoches etc), entre outros. A capacitação é ministrada sempre por profissionais convidados que realizam as atividades voluntariamente. Para a atuação dos contadores de histórias, o Viva firma parcerias com hospitais sem ônus financeiro. É dado acompanhamento e suporte ao trabalho dos voluntários, principalmente por meio de um coordenador voluntário em cada hospital e da sede da entidade.

Resultado Alcançado

Após mais de treze anos buscando transformar o período de internação de crianças em diferentes hospitais através de ação voluntária, a Associação Viva e Deixe Viver tem contribuído para a melhoria do atendimento a crianças internadas. Desde o início das atividades nos hospitais, o objetivo principal do crescente grupo de voluntários da Associação sempre se deteve na vontade de doar parte de seu tempo, talentos, habilidades e energia para um melhor atendimento a crianças hospitalizadas. A experiência vivida desde 1997 vem trazendo um entendimento diferente em relação a “quem está compartilhando algo de bom com quem”. Ao doar em média duas horas por semana nos hospitais, o sentimento experimentado é de profundo aprendizado e desenvolvimento humano: seja através de um maior respeito em relação às diferenças, seja na forma de um maior contentamento em relação à própria vida ou mesmo de um maior senso crítico em relação aos problemas da sociedade. Quantitativamente, podemos apontar como principais resultados os números expressivos de atendimentos da entidade que, contabilizados desde fevereiro de 1998 até dezembro do último ano, somam 65.293 crianças atendidas; e as horas doadas por voluntários que já ultrapassam a marca dos 72 mil. Além disso, o crescimento da rede de atendimentos é relevante: hoje somos 893 voluntários atuando em 83 hospitais em diversos pontos do país: São Paulo, Brasília, Itajubá, Marília, Ribeirão Preto, Curitiba, Recife, Santos, São Bernardo do Campo, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza, Rio de Janeiro, Niterói, Santo André, Guarulhos, Osasco, São José do Rio Preto, Mogi Guaçu, Indaiatuba, Limeira e Jundiaí. Já em resultados qualitativos, o principal deles é um estudo realizado por psicólogas em Campinas que aponta as diferenças antes e depois da atuação dos contadores de histórias junto a crianças em um hospital. Outro dado relevante são os depoimentos de médicos e outros apoiadores, que refletem a relevância da ação da Associação nos hospitais. O Viva, além do reconhecimento nos hospitais em que atua, é reconhecido também na sociedade, o que se pode perceber pela repercussão de suas atividades veiculadas na imprensa e premiações diversas recebidas pela sua atuação.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
São Paulo / São Paulo03/2010
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adolescentes
Adulto
Crianças
Quantidade: 0
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
estagiários5
funcionários5
contadores de histórias que atuam nos hospitais voluntariamente893
voluntários “fazedores de histórias” que atuam nos conselhos, eventos ou sede do Viva145
psicólogas2
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Livros: 2.000 Anotações do Contador de Histórias: 1.000 Aventais coloridos para a atuação dos contadores de histórias nos hospitais: 1.000 Canetas Aparelhos eletrônicos na sede da entidade: microcomputadores (15); impressoras (4); aparelhos telefônicos (12); fax (1); televisor (1); DVD (2); aparelho de som (2), notebooks (2) e netbooks (2) Questionários para voluntários: 1.000 Equipamentos audiovisuais: retroprojetor e data show: 1 Diário do Contador: 1.000 Espaço para apresentação (sarau e Conversa Viva): sede do Viva (1) Espaço para palestras: espaço Telefônica (1)

Valor estimado para a implementação da tecnologia

R$ 1.146.922,30

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Philips -
Pfizer -
Colgate -
Mahle -
Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados -
Impacto Ambiental

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Forma de Acompanhamento

O acompanhamento do trabalho dos voluntários da Associação Viva e Deixe Viver é feito pela Célula de Desenvolvimento Humano, responsável tanto pela seleção e treinamento como pelo monitoramento do processo nos hospitais, por meio dos seguintes mecanismos: 1. Grade de atuação em hospitais 2. Diário do Contador - relatório de visita 3. Ouvidoria em Hospitais 4. Avaliação Anual 5. Convenção Anual do Viva 6. Boletim do Contador de Histórias

Forma de Transferência

Os interessados em replicar o Viva devem enviar uma carta de intenção. Após isso apresentação e escolha entre quatro formatos Filial: a “nova unidade” constitui-se como “extensão direta” da Associação Viva e Deixe Viver, mesma pessoa jurídica, estatuto e normas. Afiliada: Outra pessoa jurídica, mas é repassado o know how . Voluntariado Corporativo: Coordenação e implementação de processo de formação e gerenciamento de voluntários, sendo estes colaboradores de outra empresa.. Núcleo de contadores no hospital: Quando um hospital de outra cidade demonstra interesse, não há a necessidade da constituição de vínculo como filial da associação. Estabelece-se um contrato de parceria com o hospital, diferente do contrato de afiliação e que define as responsabilidades de ambas as partes.

Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

“O voluntário desempenha papel importante no tratamento dos pacientes. As barreiras ao seu trabalho foram quebradas e os voluntários foram integrados à equipe dos profissionais de saúde. Além dos remédios e procedimentos para curar e aliviar o sofrimento dos pacientes, existe espaço, e necessidade, para o trabalho dos voluntários na humanização do ambiente hospitalar.” (Dr. Francisco Ivanildo – médico do IIER) “Quando a criança fica doente, ela sofre muitos medos: medo da morte, de perda, de se perder. (…) As histórias têm potencial terapêutico muito grande. Ajudam a manter a criança no caminho da saúde. É como se a reconectassem com a essência da vida, e o corpo volte a assumir o seu papel na recuperação”. (Dra. Cristiane Pigossi – diretora do Hospital da Criança).