Cultivo e Beneficiamento Sustentável de Algas Marinhas

vencedora 2009

Instituição
Fundação Brasil Cidadão para Educação Cultura Tecnologia e Meio Ambiente (FBC)
Endereço
Rua Osvaldo Cruz, 1 - sala 1.508 - Meireles - Fortaleza/CE
E-mail
fbc@secrel.com.br
Telefone
(85) 3268-2778
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Maria Leinad Vasconcelos Carbogim(85) 3261-3673leinad@webcabo.com.br
Resumo da Tecnologia

O projeto de cultivo e beneficiamento de algas marinhas da Barrinha é uma proposta de ampliação da atividade daquela comunidade e pretende oportunizar a exploração de maneira sustentável, potencializando a utilização do agar extraído das algas na fabricação de cosméticos e produtos alimentares.*{ods8},{ods13}*

Tema Principal

Meio ambiente

Tema Secundário

Renda

Problema Solucionado

Historicamente as famílias de pescadores da praia de Barrinha complementavam sua renda fazendo extrativismo predatório do banco de algas,o segundo maior do Brasil e responsável pela maioria dos estoques de pesca no litoral leste do Ceará.A falta de orientação para retirada racional das algas começa a provocar exaustão dos estoques naturais, o que levará à sua extinção e consequente perda da atividade econômica e, sobretudo, do banco que é berço da biodiversidade marinha. Como não existia tecnologia consolidada de cultivo de algas, será considerada apenas a coleta sustentável como atividade básica. Entretanto, uma forma de agregar até cinco vezes valor ao produto é a secagem e o processamento, contribuindo na melhoria de renda dos envolvidos. A depredação do banco,a venda das algas sem controle de qualidade e procedência e a escassez da fauna marinha levou a Fundação Brasil Cidadão (FBC), juntamente com outras entidades, a elaborar uma proposta, iniciando um trabalho educativo de boas práticas para preservação do banco, demonstrando aos moradores a importância da preservação do banco como berço da biodiversidade marinha e fonte sustentável de complementação da renda das famílias

Objetivo Geral

Colaborar com a recuperação do banco de algas marinhas, livrar a espécie glacilária da extinção e contribuir para ampliar as possibilidades da cadeia alimentar marinha e da biodiversidade que ali sobrevive.

Objetivo Específico

Implantar unidade de produção associativa na comunidade de Barrinha para produção, colheita e beneficiamento de algas marinhas de maneira sustentável; Promover a integração e capacitação dos produtores via grupos associativos; Realizar a capacitação das famílias para utilizar para fins alimentícios e cosméticos; Apoiar a comercialização da produção e melhoria da qualidade de vida da comunidade; Implantação da unidade empreendedora familiar; Convivência harmoniosa entre produtores e a natureza; Agregação de valor ao cultivo de algas; Implantação e manutenção das áreas de cultivo; Colheita, transporte, lavagem, secagem, armazenagem e comercialização; Utilização na produção de cosméticos (Sabonetes e Xampus) Utilização em produtos alimentícios (Salgados, Massa de Pizza, geleias); Venda para consumo in natura.

Solução Adotada

Implantação da área de cultivos de algas: Compreende estabelecer as atividades de construção, manutenção e conservação das áreas de cultivo. São lançadas cordas de nylon em torno de 15 metros. Com equipamento de mergulho (pé de pato, luvas e máscaras) os algueiros, apoiados por tesourinha e canivetes, se lançam ao mar, especificamente na área demarcada para o cultivo, e fazem a manutenção periódica das mesmas. Esta ação acontece a cada 12 dias, pois a atividade está sujeita às oscilações do mar. Colheita e transporte: Etapa muito importante para o processo de cultivo, pois é nela que constatamos a produtividade de cada unidade de corda onde foram plantadas 70 mudas de algas. Com produção em torno de 80%, em cada corda se conseguirá algo em torno de 55 algas com média de peso de 0,4 Kg por muda. A colheita acontecerá a cada 60 dias, período em que as algas estão no seu ponto ideal, disponíveis para serem colhidas e beneficiadas. As algas colhidas deverão ser armazenadas em caixa de isopor antes de serem transportadas para a terra. Lavagem e secagem: Com a chegada das algas a terra, as mesmas serão penduradas em um secador natural para que se inicie o processo de desidratação, estágio em que as mesmas ficarão no ponto de serem utilizadas para consumo humano. Esta etapa é procedida por um processo de lavagem em água natural para retirada de impurezas e busca de equilíbrio térmico com vista a uma secagem mais eficiente. Esta lavagem dar-se-á em três fases, por imersão em tanques. Toda água dessas lavagens será retirada, aproveitando todos os sais minerais e nutrientes para utilização nos produtos de cosmética elaborados pela comunidade. Armazenagem: Após a secagem das algas por um período suficiente para se encontrar um ponto de equilíbrio de temperatura, a produção obtida deverá ser embalada em saco do tipo Rafa, tendo sua boca amarrada com fitilho bastante seguro. Os sacos de Rafa deverão ser armazenados em lugar fresco, ventilado e sem umidade. Cada saco deverá ter uma etiqueta com informação da pesagem, data de embalagem e espécie de alga. Esse controle ajudará quando da destinação das algas para beneficiamento. O lugar de armazenamento deverá ser fechado e com controle de entrada e saída, para que seja obedecido o princípio do PQE=PQS. Comercialização: A destinação das algas produzidas e que estão em estoque na UP da Barrinha deverá atender a programação de utilização de algas do grupo gestor da unidade. Conforme estudos relacionados por renomados pesquisadores no assunto, sugerimos que a produção possa ser destinada para os seguintes fins: utilização na produção de Cosméticos (sabonete e xampus); utilização em produtos alimentícios (salgados, massa de Pizzas, geleias e outros); venda para consumo in natura. Destinação das algas in natura: Será destinada para a venda in natura 30% da produção/ano da Barrinha. Esta comercialização visa atender ao mercado em ascensão e com elevada procura: restaurantes naturais; lojas de produtos naturais; venda direta ao consumidor; farmácias e drogarias. Extração e aproveitamento do Agar: Nesta etapa deve-se ter o maior cuidado na extração e conservação do Agar, pois este produto vem enfrentando grande aceitação no mercado, principalmente o derivado das algas da espécie Gelidium, porque além de ser de excelente qualidade, tem oferta instável, pois provem das reservas de bancos naturais. A estimativa é de que o mercado mundial de extrato de algas continue crescendo a uma taxa média anual de 3% a 4% nos próximos anos. Esse crescimento deve-se basicamente ao desenvolvimento do mercado de cosméticos e higiene pessoal, como descrito acima, e ao significativo aumento na diversidade de extratos de diferentes algas oferecidos no mercado, todos acompanhados por um número crescente de dados técnicos comprovando a boa atividade cosmética desses extratos. O Agar produzido a partir do cozimento das algas será destinado à utilização nos produtos cosméticos programados e na produção alimentícia.

Resultado Alcançado

Melhoria da qualidade de vida das comunidades; Implantação da unidade empreendedora familiar; Convivência harmoniosa entre os produtores e produtoras com a natureza; Maior agregação de valor ao cultivo de algas. Extração e aproveitamento do AGAR Utilização de Subprodutos - SAIS MINERAIS A lavagem das algas para serem retiradas todos os detritos e/ou subprodutos, deixa uma água como resultado da sua 3ª ou 4ª lavagem com excelente reserva de sais minerais potenciais para o uso na fabricação de cosméticos .Estes sais deverão ser bem conservados pois sua utilização necessita elevado grau de pureza. Perfil do Grupo Empreendedor: A estrutura de gestão necessária ao bom desempenho da unidade produtiva associativa de Barrinha, com vistas a mostrar o modelo de gerenciamento capaz de ajudar no sucesso do empreendimento. Destacamos, aqui, uma estrutura funcional como forma de podermos dividir as tarefas e atribuições de todos os membros da empresa associativa que diretamente estão envolvidos no gerenciamento do projeto. Esta estrutura não negará a importância e o desafio de todos conhecerem e saberem desenvolver as atividades um do outro, para que possa haver o rodízio das funções ao longo da implantação da unidade de beneficiamento.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Icapuí / Ceará01/2005
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Pescadores
Agricultores Familiares
Famílias de baixa renda
Mulheres
Quantidade: 0
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

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Valor estimado para a implementação da tecnologia

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Forma de Transferência

Esta tecnologia só pode ser transferida para local similar, ou seja, no mar em local onde a espécie glacilária seja nativa.

Endereços eletrônicos associados à tecnologia