Banco de Solidariedade

certificada 2005

Instituição
Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD)
Endereço
Rua Paraisópolis, nº 82 - Santa Tereza - Belo Horizonte/MG
E-mail
flavia@cpcd.org.br
Telefone
(31) 3463-6357
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Eliane Luiz de Almeida Oliveira(38) 3722-8806eliane@cpcd.org.br
Flávia Barbosa Mota(31) 3463-6357flavia@cpcd.org.br
Resumo da Tecnologia

Disponibilizar o “capital social livre” de uma comunidade como recurso voluntário e solidário para causas sociais. Cada cliente ao abrir uma “conta corrente” deposita seus “tempos livres” e declara “o que gostaria de ensinar, doar ou oferecer” e “o que gostaria de aprender, ganhar ou receber”.*{ods4}*

Tema Principal

Educação

Problema Solucionado

A carência de um acompanhamento mais preciso e detalhado do trabalho voluntário, que muitas vezes não tem continuidade e seriedade em sua execução. Conscientizar-se do potencial tecnológico disponível para incrementar o trabalho de gestão do conhecimento e da informação. No entanto, esse potencial só poderá ser explorado se for desenvolvido, divulgado e disseminado, compartilhando melhorias. A comunidade quer ajudar, mas não sabe como, onde ou o que fazer. A organização do trabalho voluntário facilita a participação das pessoas. Daí a importância de um banco de dados organizado, ágil, de fácil acesso e eficaz como o Banco de Solidariedade, utilizado não somente como uma ferramenta, mas como peça fundamental na gestão do projeto de voluntariado, na divulgação e disseminação do mesmo.

Objetivo Geral

Estruturar uma agência bancária de capital social, formada pelas mais diversas competências e habilidades, locais e regionais, disponibilizando-as para trabalharem solidariamente em prol da comunidade.

Objetivo Específico

Incentivar as pessoas da comunidade a atuarem como protagonistas em ações que envolvam o bem- estar de todos; Despertar nas pessoas a consciência de se envolver e atuar diretamente nos problemas existentes na sua comunidade; Promover a participação e envolvimento da comunidade no planejamento da ação, avaliação e execução; Mobilizar e comprometer a comunidade escolar com o IRPS – ingresso, regresso, permanência e sucesso da criança na escola; Desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado; Pesquisar junto às instituições alvo, sobre suas perspectivas e principais carências; Mapear as demandas das instituições alvo; Mapear o perfil dos voluntários cadastrados e o desenvolvimento de suas ações solidárias.

Solução Adotada

A doação de tempo, serviços e outros recursos de sobrevivência, conhecida como voluntariado, assumiu, nos últimos anos, uma nova dimensão: ultrapassou as fronteiras da caridade para se tornar expressão de solidariedade, cidadania e responsabilidade social. Toda atividade voluntária necessita ser remunerada de alguma forma. Se a “moeda” do voluntário é solidariedade, o pagamento também é na mesma moeda, solidariedade. Cabe ao “Banco” promover os diversos cruzamentos de recursos humanos e investimentos de caráter solidário. Através de rede de informação, interligar voluntários, organizações que necessitam do seu trabalho e ajuda, e as diversas formas de atividades (carências da comunidade), na geração e formação de Capital Social, disponível e disponibilizado para ações sociais solidárias, nas diversas comunidades. O CPCD elaborou um software para acompanhar a gestão do projeto, organizando os dados e possibilitando os diversos cruzamentos entre quem oferece o trabalho e quem necessita recebê-lo. Os voluntários participantes do projeto são motivados desde o início a contribuírem na construção de propostas metodológicas e atividades práticas, na comunidade, no bairro, na escola; enfim, onde possam atuar e participar como mediadores, articuladores e executores de diferentes processos de desenvolvimento educacional e social. A participação é voluntária, mas é preciso trabalhar com as pessoas o compromisso individual e coletivo com o desenvolvimento de sua comunidade em todos os aspectos.

Resultado Alcançado

Reconhecimento e valorização, aceitação e integração do projeto por parte dos professores, pais, alunos, entidades locais, nos locais em que o projeto atua; Nova visão e postura da comunidade em relação aos jovens mais atuantes; Potencialização da capacidade produtiva das pessoas da comunidade, incentivo e valorização do trabalho voluntário (solidariedade); Atuação sistemática junto aos bairros e áreas mais carentes e empobrecidas da cidade, levando a inclusão das crianças e jovens nas escolas; Criação do “dia da solidariedade”. A cada mês elege-se um tema de interesse geral (por exemplo, atenção aos idosos, doação de sangue, limpeza de córregos etc.) envolvendo os vários segmentos sociais e comunitários; Amadurecimento da consciência de que a própria comunidade tem soluções e capacidade suficientes para resolução de problemas no desenvolvimento comunitário, sem necessidade da espera de soluções externas; Mudança de postura em relação aos problemas: pessoas menos fatalistas, submissas ou comodistas; Desenvolvimento e disseminação de tecnologias alternativas; Mudança de comportamento dos jovens em relação à comunidade e, como consequência, maior envolvimento, interesse e participação da comunidade, interferindo de forma efetiva na realidade local; Apoio e acompanhamento de crianças e adolescentes com pouca assistência em casa, ou nenhuma (grupos para acompanhamento diário do dever, estudo, pesquisas); Instituições locais e estaduais trabalhando juntas em prol da comunidade onde estão inseridos, possibilitando um trabalho educacional mais eficaz; Abertura das escolas para atividades complementares de educação.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Raposos / Minas Gerais04/2010
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adolescentes
Adulto
Crianças
Jovens
Quantidade: 0
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Gerente do software1
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Aquisição do software 1 microcomputador 1 mesa e 2 cadeiras

Valor estimado para a implementação da tecnologia

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Forma de Acompanhamento

Foi desenvolvido um software especial de gestão e monitoramento das ações do banco, com o cadastro do voluntário e da instituição beneficiária, tempos livres, o que querem ensinar, doar e oferecer e também aprender, ganhar ou receber. Os dados são atualizados, organizados e de fácil acesso para facilitar a geração dos diversos cruzamentos diante do capital social disponível. Para o trabalho de campo, fichas de cadastro do voluntário e da instituição.

Forma de Transferência

O Banco tem efeito multiplicador pois visa a disponibilização do software para empresas e organizações que desejam desenvolver e organizar o trabalho voluntário, criando uma rede de voluntariado. O Banco gerencia “clientes” e “beneficiários” que disponibilizam como “capital” seu tempo livre e disponibilizam para troca seus “saberes, fazeres e quereres”. Cabe ao “gerente do banco” cruzar as informações e construir uma agenda de possibilidades de interação do capital social disponível, gerando reciprocidade entre as pessoas e ganhos reais para todos e sem ônus para ninguém. A moeda corrente deste banco é o “sol” (de solidariedade). Ao final de cada ano, deve-se dar publicidade ao “balanço social” de suas ações e da quantidade de “sol” produzida e distribuída como “dividendos” sociais.