Metodologia do PIC (Projeto de Inclusão Comunitária)

certificada 2015

Instituição
Instituto Aliança com o Adolescente
Endereço
Rua Frederico Simões, 153, Edf. Orlando Gomes, sl.1009 - Caminho das Árvores - Salvador/BA
E-mail
ia@institutoalianca.org.br
Telefone
(71) 3311-4561
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Luana Braga da Silva(28) 9881-20709lubragasilva@gmail.com
Mariah Miranda Ramos de Oliveira(71) 9187-0633mariah@institutoalianca.org.br
Resumo da Tecnologia

O Projeto de Inclusão Comunitária tem como principal objetivo ampliar a inserção social e produtiva de mulheres por meio da sua formação pessoal e social e da qualificação profissional contextualizada às oportunidades de trabalho e renda existentes na comunidade onde vivem, tendo como foco a organização e o fortalecimento de grupos produtivos locais (microeempreidmentos solidários). Para isso é utilizada uma metodologia participativa e baseada na educação libertadora. Dessa forma, contribui não só para ampliar a inserção social e produtiva das participantes, mas também para superar as vulnerabilidades e prepara-las para discussão de políticas de desenvolvimento sustentável da sua região.*{ods4},{ods8}*

Tema Principal

Renda

Problema Solucionado

A realidade enfrentada pelas comunidade de Itapemirim/ES é a mesma vivida pela maioria das comunidades marcadas pela falta de oportunidades de ocupações formais de trabalho. A ausência de uma perspectiva concreta de inserção social e cidadã atinge diretamente as mulheres e os jovens e suas famílias tornando-os vulneráveis às questões relacionadas ao uso indevido de drogas, exploração sexual, desemprego, desestabilização familiar, marginalidade e todo tipo de violência. A experiência para grupos produtivos formados por pessoas com baixa qualificação profissional, baixa escolaridade e baixa renda é de que obtém maior sucesso aqueles que se dedicam a empreendimentos pequenos, simples e intensivos em mão de obra. Por outro lado, a definição das mulheres como público prioritário neste Projeto contribui para a superação das vulnerabilidades, a apropriação do planejamento, a discussão e definição de políticas de desenvolvimento sustentável da região, ou seja, possibilita uma atuação mais cidadã dos participantes do projeto. Dessa forma, o aumento na geração de renda dessas mulheres trará reflexos positivos tanto para a sua autoestima como para a sua renda familiar.

Objetivo Geral

Ampliar a inserção social e produtiva de mulheres do município de Itapemirim-ES, por meio da sua formação pessoal e social e da qualificação profissional, tendo como foco a organização e o fortalecimento de grupos produtivos locais (microempreendimentos solidários).

Objetivo Específico

- Desenvolver competências pessoais, técnicas e gerenciais das mulheres para o aproveitamento das oportunidades de trabalho e renda existentes, tendo como foco principal a organização, o fortalecimento dos grupos produtivos e a autonomia feminina. - Ampliar a capacidade de participação social e econômica das mulheres integrantes, através da capacitação para implantação e gestão de microemprendimentos solidários. - Mobilizar e articular poderes públicos locais e rede de parceiros para fortalecimento das ações e construção efetiva da sustentabilidade dos grupos produtivos. - Sistematizar uma metodologia diferenciada de mobilização e desenvolvimento de grupos produtivos locais, possibilitando a sua replicação em outros espaços e contextos. - Desenvolver e implantar uma tecnologia via web para gestão de microempreendimentos solidários.

Descrição

A metodologia aplicada para a formação dos grupos produtivos está articulada em torno de 6 componentes integrados: (i) diagnóstico: fase inicial na qual é feito o diagnóstico participativo, mapeamento do mercado local, identificação dos grupos e definição das ações a serem realizadas; (ii) mobilização e sensibilização da comunidade: nessa fase são realizadas as primeiras ações, que tem por objetivo conhecer o público envolvido e promover a compatibilização entre os desejos coletivos dos sujeitos e as possibilidades de geração de renda oferecidas pelo mercado local e regional; (iii) capacitação: fase em que se dá a aprendizagem de conteúdos técnicos, gerenciais e relacionais necessários à existência e manutenção dos grupos; (iv) integração produtiva: a partir do desenvolvimento das competências, essa fase supõe a implementação e o desenvolvimento dos empreendimentos, de forma a corrigir rumos e sistematizar os processos de produção e comercialização entre os componentes dos grupos; (v) auto-gestão: Nessa fase, os grupos exercitam a autonomia em relação ao negócio e a gestão associativa, com o acompanhamento em situações pontuais; (vi) monitoramento e avaliação: perpassa todo o processo, garantindo a possibilidade de adaptação da metodologia à realidade de cada grupo, sem engessar as ações. O fortalecimento dos grupos produtivos é uma das atividades mais importantes para o sucesso da tecnologia, sendo este o caminho para a sustentabilidade dos empreendimentos, o aumento da renda das mulheres e a autonomia feminina. Desse modo, a consolidação de competências técnicas, relacionais e de gestão das integrantes dos grupos constitui fator determinante para o sucesso da prática. Para isso, é desenvolvido um conjunto de ações formativas integradas objetivando a plena consolidação das competências propostas. São desenvolvidas: (i) oficinas técnicas: cujo objetivo consiste na promoção da melhoria dos produtos/serviços oferecidos pelos grupos, de forma a obter os resultados esperados a partir dos planos de negócios, incluindo análise da matéria-prima, controle de qualidade do produto, design, revisão do processo de produção e produção regular, dentre outras temáticas; (ii) oficinas gerenciais: busca desenvolver competências para gestão eficiente dos grupos produtivos, sendo enfatizada nestas oficinas a definição de papéis, estrutura organizacional, controle administrativo-financeiro, relação de participação e co-responsabilidade no capital, trabalho e gestão visando a autonomia dos grupos; (iii) oficinas relacionais: são direcionadas para as competência pessoais e sociais, buscando fortalecer o vínculo grupal e o desenvolvimento das temáticas de associativismo, empreendedorismo e coletividade para atuação nos grupos produtivos, incluindo também temas como políticas públicas para mulheres; (iv) visitas técnicas: atividades complementares que têm como objetivo principal a troca de experiências com outras realidade de grupos produtivos, buscando a reflexão e o aprimoramento do planejamento do negócio de cada grupo produtivo, sendo que o acompanhamento será focado na gestão (voltada para os resultados). A metodologia do Projeto também prevê um acompanhamento permanente dos grupos através da existência de uma equipe local de coordenação. São realizadas visitas semanais para suporte, implantação de rotina de reuniões para planejamento e avaliação, auxilio na superação de desafios cotidianos e monitoramento/avaliação dos grupos com base em uma matriz de avaliação de competências e indicadores desenvolvida pelo Projeto. Outra estratégia utilizada é a disponibilização de consultores. Alguns exemplos de consultorias disponibilizadas: (i) consultoria para o desenvolvimento dos processos produtivos; (ii) consultoria para obtenção da certificação e/ou selos dos produtos e participação em redes de comercialização; e (iii) consultoria para estudo e teste de mercado. O Projeto ainda estimulada a participação das mulheres em feiras e eventos que favorecem a geração de renda, divulgação dos produtos e contribuem para o reconhecimento e valorização das participantes, a elevação da auto-estima e empoderamento feminino. Ainda oferece investimento em equipamentos para os grupos ampliarem sua capacidade produtiva, agilizar o processo produtivo e/ou de beneficiamento dos produtos, favorecer a organização do espaço de trabalho e contribuir para uma maior qualidade final dos produtos. Por fim, o Projeto de Inclusão Comunitária desenvolveu uma plataforma on-line denominada SIGES (Sistema de Gestão de Empreendimentos Solidários) que possibilita aos grupos produtivos gerenciarem o seu empreendimento de forma segura e autônoma, registrando clientes e fornecedores, controlando receitas e despesas e gerando relatórios de análise, com uma linguagem compatível com o perfil das mulheres integrantes do Projeto. O sistema está disponível no endereço www.siges.pic.org.br.

Resultado Alcançado

RESULTADOS QUANTITATIVOS: - 209 mulheres beneficiadas diretamente. - 680 pessoas beneficiadas indiretamente, considerando as famílias das integrantes dos grupos produtivos e outras mulheres que participaram das ações de capacitação. - 05 grupos produtivos consolidados, com produção efetiva e geração de renda para suas integrantes. - 03 grupos produtivos formalizados em associações; Associação Produtiva das Mulheres de Itaipava, Associação Produtiva das Mulheres de Bom Será e Associação Produtiva das Mulheres do Artemis. - Faturamento total dos 05 grupos produtivos apoiados da ordem de R$ 200.664,80 nos anos de 2014 e 2015. - Divulgação das ações do Projeto na mídia, incluindo 140 notícias vinculadas nos meios de comunicação da região, 3 reportagens vinculadas no jornal local da emissora Rede Gazeta Sul (Filiada Rede Globo no Espírito Santo), produção de 1.000 folders, 3.000 panfletos, 1.000 catálogos e 03 outdoors para ajudar na divulgação da prática e dos grupos. - Aumento no número de apoio e parcerias articuladas com instituições públicas e privadas – vide instituições parceiras na tecnologia. - Investimento em equipamentos para os grupos produtivos da ordem de R$ 49.483,16. - Implantação e utilização do SIGES(Sistema Informatizado de Gestão de Empreendimentos Solidários) pelos 05 grupos produtivos. - Metodologia sistematizada com previsão de publicação para outubro de 2015. RESULTADOS QUALITATIVOS: - Projeto classificado entre os 60 finalistas da 5“ Edição do Prêmio ODM Brasil, de um total de 1090 projetos inscritos. - 05 grupos produzindo e comercializando de forma associativa, com fluxos de processo de trabalho e distribuição de responsabilidades. - Melhoria na infra-estrutura de produção de todos os grupos com a aquisição de equipamentos para aumento e qualidade da capacidade produtiva. - Todos os grupos instalados em local adequado para produção. - Todos os grupos com plano de negócios desenvolvido e ajustado à realidade. - Todos os grupos participam de palestras e oficinas de capacitação técnica, gerencial e relacional, visando melhoria dos produtos, aprimoramento de conhecimentos básicos em gestão e empreendedorismo, foco no mercado de trabalho, comercialização, relacionamento interpessoal. - Todos os grupos evidenciam a tomada de consciência sobre os imperativos para a melhoria e sustentabilidade dos microempreendimentos e demonstram iniciativa para resolver demandas e superar desafios.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Itapemirim / Espírito SantoDistritos de Itaipava e Itaoca01/2012
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Mulheres
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

O Projeto apresenta um ciclo metodológico de 3 a 4 anos de execução. Para realização desse ciclo, são previstos os seguintes recursos materiais: 1) ESTRUTURA FISICA DOS EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS – Para que a produção ocorra é fundamental que os grupos possuam uma estrutura mínima de trabalho, considerando os objetivos e metas identificados no plano de negócio. 2) DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS – Ao longo das ações formativas, são identificadas demandas de recursos materiais para desenvolvimento e testes de produtos. 3) OFICINAS DE IDENTIDADE VISUAL E EMBALAGENS – Deverão ser previstos recursos para o desenvolvimento da identidade visual dos produtos, inspirados no contexto da sua criação, expectativas das mulheres e em alinhamento com a análise do mercado. 4) MATERIAL PARA REALIZAÇÃO DE OFICINAS –O Projeto deverá prever recursos para aquisição de materiais necessários ao desenvolvimento dessas ações. 5) MATERIAL PARA O INÍCIO DA PRODUÇÃO DOS GRUPOS – Assim como no caso da estrutura física/equipamentos, o Projeto deverá prever a aquisição de insumos e materiais necessários para o início da produção dos grupos. 6) APOIO EM FEIRAS E EVENTOS – Deverá prever recursos para apoio logístico e estrutural para participação inicial em feiras e eventos. 7) COMPUTADOR E ACESSO A INTERNET – Considerando a utilização do SIGES, deve prever a disponibilização de computador e instalação de internet. Os custos posteriores de manutenção desse acesso deverão ser assumidos pelo grupo produtivo.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

A experiência do Projeto indica um investimento médio anual de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por pessoa diretamente atendida. Esse valor considera as ações formativas, contratação de equipe local de execução do projeto e consultores especializados, viabilização de recursos materiais, realização de visitas técnicas e intercâmbio, uso do SIGES e ações de monitoramento e avaliação.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Chevron BrasilApoio Financeiro
PetrobrasApoio Financeiro
Prefeitura Municipal de ItapemirimCessão de espaço; divulgação das atividades do grupo; cessão de equipamentos
Secretaria Municipal de TurismoApoio na participação das associações em feiras e eventos para divulgação e comercialização dos produtos (doação de tenda, por exemplo).
Assessoria Municipal de ComunicaçãoApoio na divulgação dos produtos desenvolvidos pelas mulheres e na divulgação de projetos em parceria com o Governo Municipal;
Secretaria Municipal de AgriculturaCessão de uso da cozinha industrial da Associação Delícias de Graúna;
Cooperativa Mista de Itaipava - COOMITACessão de uso de galpão para realização de cursos de capacitação.
Padaria SpecialliDivulgação dos produtos dos grupos e apoio na comercialização.
Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB/ ESDesenvolvimento de palestras e orientação técnica sobre cooperativismo.
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENARParceia na realização de cursos para os grupos produtivos apoiados.
VCS EmpreendimentosAssessoria na formalização dos grupos produtivos e assessoria contábil.
SEBRAERealização de cursos, palestras e oficinas para os grupos produtivos apoiados.
Rede AstaApoio aos grupos produtivos para elaboração de linha exclusiva.
Associação dos Pecadores de Itaipava - APEDICessão de espaço para realização de eventos.
Colônia dos Pescadores Z10Cessão de cozinha para produção do grupo Doce Sabor
Complaca Comunicação VisualCessão de placa de outodoor para divulgar o Projeto em cidade vizinha;
Canal FuturaImplantação do Projeto Maleta Futura no Município de Itapemirim. Projeto atenderá além das mulheres beneficiadas pelo PIC, alunos de 09 escolas da Rede Municipal de Ensino.
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Guia Empreendedoras da VidaBaixar
Manual da TS para impressãoBaixar
Manual Digital da TSBaixar
Página 02Baixar
Panfleto PetrobrasBaixar
Página 01Baixar
Página 03Baixar
Página 04Baixar
Página 05Baixar
Página 06Baixar
Página 07Baixar
Página 08Baixar
Página 09Baixar
OutdoorBaixar
Sistema de Gestão de Empreendimentos SolidáriosBaixar
Mapa para avaliação do nível dos gruposdownload
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

"Me sinto feliz e privilegiada. O que eu sonhei lá atrás, quando só existia o desejo de mudar de vida, hoje em dia vejo que as coisas estão acontecendo e é muito mais do que esperava. O Projeto trouxe muita mudança na minha vida. Hoje me vejo como empresária, ainda não estamos ganhando muito dinheiro, mas vejo que esse futuro esta bem próximo, vamos ganhar muito dinheiro. Estamos correndo para que isso aconteça. Sempre tive essa visão de ser alguém na vida e com a Associação estou conseguindo realizar esse sonho. Ser alguém na vida. Vou até o fim para conquistar esse sonho. Lutamos tanto para chegar até aqui e sabemos que ainda tem muito o que caminhar. Consigo ajudar meu marido com as despesas de casa e isso me orgulha muito". Nilcinea Oliveira, participante do grupo Águia de Saneante