MINICISTERNA PARA RESIDÊNCIA URBANA

certificada 2015

Instituição
O Instituto Kairós – Ética e Atuação Responsável
Endereço
Rua Marques de Itú, 58 – 9º andar – conjunto A - Centro - São Paulo/SP
E-mail
adm.kairos@yahoo.com.br
Telefone
(11) 3257-5100
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Regiane Camara Nigro(11) 3826-6435reginigro@gmail.com
Vinicius do Nascimento(11) 99461-7951i.kairos.adm@gmail.com
Resumo da Tecnologia

A Minicisterna é um artefato para captação de água de chuva adaptada a residências do meio urbano em que se tem pouco espaço. O sistema foi desenhado para fabricação caseira, utilizando insumos comuns e baratos, com capacidade expansível de acordo com o número de recipientes disponíveis. Segue as normas da ABNT para se obter a melhor qualidade possível de água através da filtro de folhas, a separação da primeira água que lava o telhado e evitar a veiculação de dengue garantindo a vedação dos reservatórios. Foi desenvolvida há mais de 10 anos pelo ambientalista Edison Urbano, que divulga o manual de construção online. É a tecnologia que adotada pelo movimento CisternaJá em São Paulo.*{ods6},{ods13}*

Tema Principal

Recursos Hídricos

Tema Secundário

Meio ambiente

Problema Solucionado

São Paulo e outras grandes cidades do país passam por momento de stress hídrico que ameaça o sistema de abastecimento, causando grande vulnerabilidade da população, que busca técnicas de economia de água e formas alternativas de armazenamento, o que contribuiu para que a dengue triplicasse no estado. A captação de água de chuva é forma ancestral de abastecimento. Importante modalidade de obtenção do recurso em áreas de semiárido, no meio urbano brasileiro é pouco conhecido, mas sua expansão pode ajudar a reduzir a dependência dos mananciais e aumentar a disponibilidade de água para fins não-potáveis, que pode chegar a 50% do consumo residencial. Mas para ser seguro o armazenamento de água deve seguir regras básicas como a vedação de recipientes, a filtragem, o descarte da primeira água e tratamento com cloro. O processo de apropriação de uma tecnologia social deve passar pela formação, assim, o movimento CisternaJá adotou a Minicisterna como dispositivo didático de fácil aplicação para difundir a ideia da captação de água de chuva e contribuir com a resiliência da população diante da crise hídrica.

Objetivo Geral

A Minicisterna para Residência Urbana é instrumento didático e prático que visa a economia de recursos hídricos e contribuir para a resiliência da população em cenários de stress hídrico, ao aumentar a disponibilidade de água para fins não-potáveis através da captação de água da chuva.

Objetivo Específico

- disponibilizar um sistema simples e barato para que residências urbanas façam aproveitamento da água de chuva; - economizar recursos hídricos diminuindo a dependência dos mananciais que abastecem São Paulo; - educar a população sobre usos potáveis e não-potáveis da água; - orientar que a captação da água da chuva seja feita de modo seguro, evitando doenças de veiculação hídrica e dengue; - gerar trabalho e renda em um circuito virtuoso da economia; - estimular a cultura da bricolagem (faça você mesmo); - utilizar a cisterna como instrumento didático para tratar do tema de cuidado com o meio ambiente e em especial com a água; - minimizar o escoamento do alto volume de água nas redes pluviais durante as chuvas fortes; - usar a água para irrigações nos jardins, hortas domésticas e lavagens de pisos externos; - garantir a continuidade da produção de alimentos em hortas urbanas; - dispor de água de chuva para as descargas no vaso sanitário.

Descrição

É importante salientar que o Instituto Kairós faz parte do movimento cidadão CisternaJá por se tratar de uma iniciativa que coaduna com o tema do consumo responsável ao qual a instituição se dedica. A associação representa aqui o movimento que não dispõe de institucionalidade própria para aplicação ao prêmio FBB. É anseio dos membros do movimento que o inventor da tecnologia seja reconhecido por suas ações na difusão da mesma. A criação da tecnologia é de Edison Urbano, que preocupado com a preservação do meio ambiente, a escassez cada vez maior de água potável, a grande falta de espaço físico nas residências urbanas e com o desejo de fazer com que a população tenha algum sistema correto de aproveitamento da água de chuva em suas casas, tomou a iniciativa de criar e disseminar o projeto experimental com a tecnologia da Minicisterna para Residência Urbana. Há mais de 10 anos Edison vem utilizando fundamentos da permacultura para desenhar e construir diversos sistemas residenciais para a sustentabilidade que cuidadosamente divulga através de manuais de construção em seu site. O movimento CisternaJá foi criado mais tarde, quando se deflagrou crise hídrica em São Paulo, em meados de outubro de 2014 por iniciativa de um grupo de cidadãos. Não houve até agora financiamento para aplicação da tecnologia em escala. O meio de difusão são oficinas dadas pelo próprio Edison Urbano e outros "cisterneiros" que seguiram seus passos. Cada oficina e instalação parte de mobilização social autônoma. Grupos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte foram criados com a mesma vocação, tendo adotado a tecnologia social Minicisterna para difundir a captação de chuva no sudeste. O mecanismo em si é simples e pode ser montado a partir de um conjunto de canos e conexões em uma “bombona” (tonel plástico de 240 litros) encontrada como recipiente novo ou reciclado (nesse caso utilizado para alimentos). A ligação ocorre conectando-se uma saída da calha da casa de onde vem a chuva que molha o telhado. São necessárias algumas ferramentas como furadeira, serras para corte redondo e limas. O filtro de folhas é um dos itens de maior dificuldade por isso é confeccionado em momento específico da oficina, mas utiliza os mesmos canos, tela e ferramentas do restante da minicisterna. Os cortes da bombona são preparados, assim como o corte do conjunto de canos. Com as peças prontas temos um kit a ser montado pelo participante. A construção e instalação pode ser feita de forma autônoma seguindo-se o manual disponível online, ou pode ser aprendida em dois dias de oficina que contempla questões teóricas e práticas. Na aula teórica, com duração de aproximadamente 4 horas aborda questões de entendimento do ciclo da água, da conta da água e das diversas formas de se economizar no âmbito domiciliar e a captação de água de chuva. A prática na oficina se dá pela construção de uma minicisterna por participante acompanhado do oficineiro e de instrutor. A comunidade tem se envolvido através das redes sociais. Foi criado um wiki (sistema de escrita colaborativa online) para divulgar o movimento CisternaJá, a Minicisterna, as dúvidas mais frequentes, bem como abrigar a lista de oficineiros e instaladores que se formaram a partir dele (ver em: http://cisternaja.com). No facebook um grupo de apoio interage com as pessoas que possam ter duvida na confecção ou instalação da minicisterna (ver em: https://www.facebook.com/groups/361141604038947). Procurando por alternativas de enfrentamento da crise hídrica, a mídia também deu destaque à Minicisterna o que auxiliou muito a divulgação. São conteúdos das oficinas dadas: Água: captação, uso e reúso, com abordagem sobre a conscientização da disponibilidade de água no planeta. O ciclo da água contempla explicações sobre de onde vem e para onde vai a água que usamos em nossas casa. Entender o consumo é um passo na busca pela autonomia. Por isso é importante entender a conta de água e formas simples para economizar água potável. Reúso da água originada do enxágue da máquina de lavar roupas e orientações para reduzir a vazão de água do chuveiro ou ducha e economizar rios de água potável. O conceito "Água virtual"; - Estudo do consumo de Água em residências urbanas Explicação detalhada do projeto experimental de Reúso de água do banho familiar para as descargas no vaso sanitário; Bomba de água manual (modelo puxa / empurra). Aproveitamento de Água de Chuva: conhecendo as chuvas que caem em sua região, pluviômetro caseiro, calendário anual das chuvas, cálculo da quantidade máxima de chuva que podemos captar em uma área com m², escolha do tamanho da cisterna, Explicação de um esquema básico de um sistema tecnicamente correto de Aproveitamento de água de chuva baseado na norma ABNT NBR 15.527:2007, a Minicisterna. Construção passo-a-passo de uma Minicisterna com todos os componentes de um modelo básico que poderá ser instalada em algum local, permitindo aos alunos acompanhar seu funcionamento no dia-a-dia e perceberem a econ

Resultado Alcançado

Por não se tratar de um projeto com financiamento próprio, a difusão foi feita por divulgação aberta do manual e dos canais mencionados anteriormente, portanto não há controle quantitativo das minicisternas fabricadas e instaladas. Disponibilizaremos alguns números ligados o movimento CisternaJá nas redes sociais. São 2261 inscritos no grupo de apoio chamado CisternaJá no facebook, que é fechado, portanto, que solicitaram aprovação. São 17 instaladores cadastrados por iniciativa própria no wiki do CisternaJá, fornecendo o serviço comercialmente. Somente Edison Urbano realizou 10 oficinas no último ano, com a média de 5 participantes em cada uma. Muitas pessoas conseguem instalar a Minicisterna apenas pela leitura do manual. A partir dos relatos de oficinas e instalações percebe-se que as pessoas que o fazem tem a sensação de estar contribuindo para o combate à crise hídrica pela qual passa o sudeste do Brasil. É uma pequena, mas efetiva contribuição, já que a economia de cada um conta para o todo. A sensação de autonomia é também bastante presente já que é possível depender menos da água distribuída pelo sistema oficial de abastecimento que se encontra ameaçado, além do impacto direto na diminuição da conta de água. Outro resultado interessante é a instalação de cisternas em hortas comunitárias o que em alguns casos garantiu sua permanência diante da forte pressão pela economia de água. Em espaços abertos sugiram adaptações que criaram superfícies próprias para o escorrimento da água dentro da cisterna. Outros estados como MG e RJ já contam com movimento semelhante como o PermaRio e GuardaChuva BH com base na Minicisterna. Em geral, depois de instalar a minicisterna as pessoas pensam formas de ampliar as possibilidades de uso da água coletada, sendo que foi papel do movimento indicar que não há forma segura para além do uso não-potável da água pluvial na cidade de São Paulo por conta da poluição e contaminação das superfícies por animais e pragas. Houve um pico de interesse pela tecnologia durante o verão, obviamente pela maior incidência de chuvas no período. Atualmente, os cisterneiros (apelido dos que se profissionalizaram nesse ofício) relatam que a procura diminuiu bastante, o que nos leva a crer ser momento ideal para articular projetos para financiar oficinas para a população de baixa renda, testes de potabilidade da água e adaptações do modelo para situações em que não há calha, ou a calha é compartilhada, ou em que o espaço seja menor.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
São Paulo / São PauloCentro Cultural Vrinda04/2012
São Paulo / São PauloEscola Estadual Samuel Klabin03/2011
São Paulo / São PauloSESC Belenzinho12/2014
São Paulo / São PauloPrograma de agentes ambientais do Saúde da Família03/2015
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adulto
Alunos do ensino médio
Famílias de baixa renda
Jovens
População em geral
Profissionais de Saúde
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

A infraestrutura necessária para implantação da Minicisterna é a existência de um telhado com calha. Adaptações podem ser feitas para se obter uma superfície em que a água da chuva escorra. Materiais necessários: 1 Adaptador para válvula de tanque de 1 1/4" x 40mm (branco) 1 Adaptador soldável com anel para caixa d'água 25mm (flange) 3 Anel de borracha de 75mm linha esgoto (*) 1 Bucha de redução roscável de 1.1/4" x 1" (branco) 1 Cap de 40mm (branco) 1 Cap de 75mm (branco) 1 Joelho 90º soldável e com rosca 25mm x 3/4" (marrom) (**) 1 Joelho de 45º de 75mm (linha esgoto - branco) (*) 3 Joelho de 90º de 75mm (linha esgoto - branco) (*) 1 Luva soldável e com rosca 25mm x 3/4" (marrom) (**) 1 Plug de 50mm (branco) (tampinha para jogar cloro) 2 Tê de 75mm (linha esgoto) 1 Tubo de 25mm (linha água fria - marrom) (**) (só vai precisar de um pedacinho) 2 Tubo de 75mm x 3m (linha esgoto) 1 Adesivo plástico para PVC 17gr 1 Álcool para limpezas (ou Solução limpadora) 1 Bombona de 200 litros com tampa grande 1 Durepox (pequeno) Pulvipox 100gr 1 Fita veda rosca 18mm x 10m 1 Lixa 60 1 Lixa 120 1 Tela mosqueteiro com proteção UV. 1 Torneira para tanque 3/4" Torneira para tanque 3/4" com cadeado (para lugar público ou com criança) (**) FERRAMENTAS: Conj. serra copo Furadeira Arco de serra Lima

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Caso haja ferramentas, o custo dos materiais é R$ 240,00 Caso seja preciso adquirir todas as ferramentas, o custo fica 440,00 É importante salientar que durante o verão, quando deflagrou-se a crise hídrica as bombonas (reservatório da minicisterna) tiveram grande variação de preço.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
CisternaJádifusão da tecnologia nas redes online. Articulação do grupo de cisterneiros.
Aliança pela Águaapoio ao movimento CisternaJá
Instituto Kairósorganização de projetos e busca de financiamento
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
utilizado para explicação básica sobre o sistemadownload
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Prezados Edison e equipe do SEMPRESUSTENTÁVEL, Meu nome é Felipe Kazuo e conheci o trabalho de vocês através de uma amiga, e me interessou muito o sistema de aproveitamento de água de chuva desenvolvido por vocês. Pertenço a uma organização não governamental chamada Brasil Soka Gakkai Internacional - BSGI (www.bsgi.org.br), uma instituição religiosa do Budismo de Nitiren Daishonin, e neste final de semana concluímos o projeto de aproveitamento de água de chuva num dos centros culturais da BSGI, fruto de um projeto desenvolvido por jovens de 14 a 17 anos pertencentes a essa organização, que será apresentado numa feira estudantil. Estamos de portas abertas para apresentar nosso trabalho, fruto do de vocês quando quiserem.