Conceito Base Zero-CBZ, modo geral de organizar produção renovável sustentável

certificada 2015

Instituição
Associação Familiar de Produção Rural Sustentável – AFRUS, Base Zero Carapuças 1
Endereço
Rua do Futuro, 897; ed Villa Tramandaí, apto 502 - Graças - Recife/PE
E-mail
zearturpadilha@uol.com.br
Telefone
(81) 9960-12075
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Associação Familiar de Produção Rural Sustentável – AFRUS, Base Zero Carapuças 1(87) 3838-5012zearturpadilha@uol.com.br
Resumo da Tecnologia

“Conceito Base Zero” (CBZ) é a concepção do engenheiro mecânico José Artur Padilha, onde ele reordena os manejos produtivos baseados em investimentos fisicamente impertinentes, que implicam em deletérios fenômenos como erosão de solos, esgotamentos hídricos ambientais, perdas de biodiversidade etc. Essa concepção vem sendo desenvolvida por Padilha em Afogados da Ingazeira, PE, na Fazenda Caroá, que tem 650 ha, dos quais 450 numa mesma microbacia hidrográfica, chamada Carapuças. A partir da implementação de barramentos encadeados em série e com implementação de singelos sistemas gravitacionais de captação, redes de condução, armazenamento, etc.*{ods4},{ods6},{ods13}*

Tema Principal

Meio ambiente

Tema Secundário

Recursos Hídricos

Problema Solucionado

A não interação lógica de manifestações gratuitas da natureza através das leis da física, química e da biologia, com as ações sociais. Desse modo, uma não captura perfeita das contribuições gratuitas da natureza, que viabilize a economia das unidades de produção rural hoje quase totalmente falidas exatamente por não estarem organizadas de modo a haver tal conciliação racional. O modo do povoamento da mancha semiárida do Nordeste dilapidou parte substantiva do seu capital ecológico sob a as formas da hidrogeologia (especialmente a de águas subterrâneas de baixa profundidade acumuladas nos interstícios geológicos dos aluviões), solos, flora, fauna (macro, meso e micro), etc., capitalizados num conjunto integrado e organizado pelo sistema da natureza durante, seguramente, muitos milhares de anos.O que a natureza levou tanto tempo para construir foi assim dilapidado em apenas algumas centenas de anos (quando não se dispunha de energia fóssil). Com o advento da energia proveniente do petróleo e formas decorrentes, esta velocidade de esgotamento do meio ambiente sofreu significativo aumento. O semiárido sofreu uma abordagem econômica absolutamente imprópria quanto à sua ecologia

Objetivo Geral

Reverter atuais formas de usufruto. Aproveitando de modo absolutamente otimizado, a farta energia que vem do Sol, passível não obstante de ser fixada economicamente, apenas durante breves períodos anuais nos quais se viabiliza a produção de fotossíntese pela simultânea disponibilidade de água

Objetivo Específico

Resolver, definitivamente, em tempos proporcionalmente curtos e a custos baixíssimos comparadas a outras alternativas, problemas crucias como a recuperação do solo, o abastecimento d’água em regime de continuidade sustentada, uma plena integração econômica da flora e fauna nativas etc. (em suma, em prazos ecologicamente curtos e a partir de investimentos efetivamente compatíveis reverte-se com o uso do CBZ, a desertificação e inicia-se uma geração de renda econômica satisfatória para a sociedade emancipando-a efetivamente, em áreas anteriormente inutilizadas para a civilização e subtraídas do meio ambiente biologicamente produtivo). Originar uma nova economia sustentável, progressivamente otimizada que, mesmo produtivamente variável ao longo dos anos, segundo as pulsações climáticas naturais inevitáveis da região, revele-se satisfatória mesmo nos anos muito secos determinados por superiores definições ecológicas imemoriais locais. Invertendo o êxodo do campo para as cidades.

Descrição

Como visto no 'resumo da tecnologia', o “Conceito Base Zero” (CBZ) é a concepção com a qual o engenheiro mecânico José Artur Padilha, onde ele reordena os manejos produtivos baseados em investimentos fisicamente impertinentes, que impliquem em fenômenos deletérios como erosão de solos, esgotamentos hídricos ambientais, perdas de biodiversidade etc. Essa noção vem sendo desenvolvida por Padilha em Afogados da Ingazeira, PE, na Fazenda Caroá, que tem 650 ha, dos quais 450 numa mesma microbacia hidrográfica-MBH, chamada Carapuças. Trata-se, em última instância, de um esquema que visa a gestão ótima dos recursos hídricos de uma microbacia. A inovação básica surgiu em 1989, quando, depois de muitos anos de insucesso, o engenheiro descobriu que seus barramentos precisavam ser construídos em formato de arcos romanos deitados. Quatro anos depois, ele percebeu que seria melhor construí-los exclusivamente com pedras secas (sem o uso de argamassas aglomerantes) inteligentemente dispostas, formando o corpo das obras, e dispensando-se a escavação para fundações estruturais. Foi assim que, em 1996, ele obteve uma “dinamização da disponibilidade de água para abastecimento, obtida a partir da implementação de barramentos encadeados em série, com a implementação de singelos sistemas gravitacionais de captação, redes de condução, armazenamento intermediário e distribuição da água, com uma conseqüente revolução nos manejos da alimentação dos animais.” (Padilha,1998; Agenda 21 brasileira, tema Agricultura Sustentável, documento final, formal). O princípio básico é organizar um aproveitamento máximo do conjunto das águas das chuvas, associadas a todos os demais fenômenos físicos, químicos e biológicos que elas desencadeiam ao se precipitarem, escoarem e evapo-transpirarem. E isto em favor de cada sistema produtivo definido por microbacia hidrográfica, ao longo de cada ciclo operacional de um ou de vários anos. ( cf. APÊNDICE A no documento completo da Agenda 21, página 37)."Os barramentos Base Zero têm forma de arcos romanos deitados e rampados parecendo na disposição em planta baixa, luas em fase de quarto crescente ou minguante. Eles operam segundo uma disposição geográfica da posição convexo-côncava respectivamente no sentido nascente-foz. Trabalham, portanto, pressionados pela força de escoamento das águas. (...) Tais obras se estruturam sustentavelmente porque, ao terem a forma e a organização construtiva concebida, funcionam submetidas a tensões de compressão pura. Esse tipo de tensão é indutor da consolidação estrutural, ao comprimir os blocos de pedras uns contra os outros e toda a obra contra os blocos maiores de escoras situados em suas extremidades. Também induz um funcionamento gradualmente aperfeiçoado dos barramentos, ‘cimentando-os em parte’ pela vedação das frestas dos entre-blocos por detritos proporcionalmente de pequeno porte, igualmente comprimidos pelas mesmas tensões. Essas pequenas obras (..) são estruturas muito simples de custos quase irrisórios.” (Padilha,1998). Como primeiro efeito nos ciclos naturais anuais, uma parte dos minerais e materiais orgânicos diluídos ou transportados pelas águas vai de encontro aos barramentos, colmatando e vedando gradualmente os interstícios das pedras. Em efeito simultâneo, os materiais transportados pelos enxurros são decantados, assoreados e sedimentados em camadas, devido à perda de energia ocasionada pela horizontalidade do trajeto. Desse modo, preenchem as calhas dos cursos d’água temporários anteriormente erodidas, segundo planos de leve inclinação, além de regularizar a superfície de terraços em formação. Surgem terraços topograficamente regularizados, umidificados, fertilizados, nos quais a biodiversidade pode se regenerar. Formam-se, assim, manchas de solos encadeadas que resultam de terraços crescentemente umidificados e fertilizados. E essas áreas acabam desencadeando novos trabalhos naturais gratuitos, como os realizados pela micro e meso fauna, tornando-se, por isso mesmo, “a faceta principal da base zero.”. Mas é preciso enfatizar dois aspectos cruciais sobre esses barramentos BZ: a) só podem e só devem ser implementados em larga escala depois de um cuidadoso e bem mais detalhado conhecimento da matéria por parte de todos os supervisores construtores; b) esse conhecimento pode ser adquirido em treinamentos curtos, mas exigirá a seguir “um vínculo firme de compromisso social prolongado.” (...) “Depois dos primeiros enxurros, exigirá, quase que com certeza, intervenção construtiva complementar imediata e indispensável, renivelando geometricamente a crista vertedora normalmente desnivelada por acomodações previstas e intencionais na ação física dos primeiros enxurros.” (Padilha,1998). O CBZ como conceito integra 3 eixos de desenvolvimento (Planejamento; Infraestruturas e Produção) segundo MBHs 'padrão' (em média +/- 2.000 ha e 50/60 famílias agro [ +/- 3/4 NBHs de +/- 500 ha; 12/15 famílias respectivamente]).

Resultado Alcançado

Reúne o CBZ um incomensurável capital inicial, num primeiro modo no campo imaterial intangível. Expresso pelas suas manifestações técnico científicas objetivas práticas e concretas úteis. O CBZ ao longo das suas evoluções como definições lógicas consagradas no patrimônio material concreto Laboratório a Céu Aberto Base Zero Caroá (LCABZC), acumula no quesito, o a saber: • espontânea e reflexivamente, ter sido tornado referência institucional formal de maior peso objetivo prático, na Agenda 21, tema Agricultura Sustentável, desde 1999; • idem em workshop mundial de busca de alternativas de energias renováveis, realizado pela UNICAMP FEA em 2004; • Prêmio “ASHOKA” da ASHOKA / SEGMENTO BRASIL , pelos relevantes serviços prestados ao Meio Ambiente, em dezembro de 1994; • Prêmio “Vasconcelos Sobrinho ano VIII” da CPRH / SECTMA-PE, pelos relevantes serviços prestados ao Meio Ambiente, em Junho de 1997; • Prêmio CREA-PE de Meio Ambiente 2006, na categoria Personalidade” conferido pelo CREA-PE, pelos relevantes serviços prestados ao Meio Ambiente, em 06 de dezembro de 2006; • Prêmio MMA de Meio Ambiente 2010, na categoria “Iniciativa Privada”, tema “Conservação de Água, Solos e Biodiversidade em Hidrobacias’; . Prêmio Dryland Champions da ONU, jun 2014. Reúne por outro lado o CBZ, no campo material tangível, usos pelo estado em geral, sociedade e etc., (diversos governos estaduais/municípios; bancos internacionais de fomento e atores afins; entidades com nexos federais; sociedade diversificada), como uma quase desesperada busca de sua utilização cada dia mais intensa e completa, num efeito sem dúvidas muito positivo em potencial. Uma utilização do CBZ, sem entretanto lamentavelmente, estar disponibilizada uma devida consciência da sua efetiva constituição lógica científica e social, ainda por ser disponibilizada educacionalmente de um modo efetivo satisfatório, como certamente terá que ocorrer em um momento futuro seguramente por vir face a premente necessidade em causa. Iniciado bem tal uso material tangível mesmo que ainda parcial como conteúdo e abrangência pelo governo da Paraíba já nos idos de 1993-4; foi também agora mais recentemente, objeto de realização executiva parcial mas regular, pela Codevasf em 2010-11. Também usos outros parciais até muito vultosos têm ocorrido como iniciativas de 'estados'. Infelizmente bem precários no plano da consciência técnico científica educacional indispensável, carecendo de serem prontamente escoimados.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Afogados da Ingazeira / PernambucoMicro bacia hidrográfica Carapuças; Projeto Base Zero Fazenda Caroá01/1969
São João do Tigre / ParaíbaZona rural diversa10/1993
Piancó / ParaíbaZona rural diversa10/1993
Taperoá / ParaíbaZona rural diversa10/1993
Passagem / ParaíbaZona rural diversa10/1993
Picuí / ParaíbaZona rural diversa10/1993
Carnaíba / PernambucoMicro bacia hidrográfica Matinha10/2010
Afogados da Ingazeira / PernambucoMicro bacia hidrográfica Riacho da Onça07/2013
Ibimirim / PernambucoDos Campos11/2014
Barra de Santana / ParaíbaVereda Grande08/2014
Caridade / CearáZona rural diversa02/2010
Canindé / CearáZona rural diversa02/2010
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Agricultores Familiares
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

O CBZ na organização dos sistemas ecológico produtivos sustentáveis exige para resultados, 3 (três) eixos lógicos integrando 10 (dez) dimensões a seguir: • Eixo 1 – Planejamento, com três dimensões lógicas integradas operacionalmente nos fazeres: I- dimensão E1d1 Informações cotidianas nas produções quaisquer, nas naturezas demandadas como dados em cada passo produtivo, sejam informacionais naturais, geográficos, ecológicos, infraestruturais, ou processuais; II- dimensão E1d2 ferramenta Integrador Corporativo – iC, baseando todas implementações em causa. Ferramenta de gestão, em ambiente WEB, hospedando e disponibilizando fielmente em tempo real, as Informações nas produções cotidianas quaisquer, de todas naturezas demandadas, suprindo os dados referidos em cada passo produtivo; III- dimensão E1d3 instrumental de Capacitações, permanente e renovado nas demandas em causa, hospedado na ferramenta iC, disponibilizando as Informações de capacitações, de base às produções cotidianas quaisquer; • Eixo 2 – Infraestruturas, constituído por quatro dimensões úteis sequenciais: a) estradas; b) diques-barramentos, item ‘chave’ do CBZ; c) sistemas gravitacionais dos abastecimentos d’água para consumos diversos; d) reordenamento infra estrutural pregresso, desfocado; • Eixo 3 – Produção, constituído por três dimensões úteis sequenciais integradas indispensáveis: a) produção propriamente dita; b) logística ante e pós produção propriamente dita; c) distribuição da produção ;

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Se o LCABZC-Lab... B. Zero Caroá como NBH 'padrão', já incorporando tudo de erros e acertos evolutivos ao longo de 46 anos (desde 1969), portados como definições CBZ, for a referência educacional 'padrão' da questão, estima-se um valor complementar de 5 milhões de reais. Para as 240 mil NBHs do NE semiárido, um custo de R$ 21,00 / NBH, na emancipação de 3,6 mi de famílias ou 18 mi de pessoas.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
CERALPA Cooperativa de Energia Comunicação e Desenvolvimento do Alto Pajeú LtdaComo executora parceira competente
STR-SISTEMAS TÉCNICOS RACIONAIS LTDARESPONSÁVEL TÉCNICA PELO CBZ, SUAS EVOLUÇÕES, ETC.
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Agenda 21 v fin C.Furtado, 6 p. de 125Baixar
Res Unicamp 2004 USO DA ÁGUA NAS MBHsBaixar
terra eco capa 150605Baixar
terra eco pg62 150709Baixar
VISITA COP3 ONU NOV 99Baixar
Parecer do Prof Vasconselos SobrinhoBaixar
Prop p o NE WASHINGTONNOVAESBaixar
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Como demonstram as catástrofes regionais das secas plurianuais, cada vez mais vizinhas e, portanto, mais frequentes, é inadiável cessarem os atuais efeitos devastadores. Referimo-nos a efeitos de empobrecimento ambiental progressivo combinado com renitente desperdício de investimentos econômicos tecnicamente impertinentes. (...) O prejuízo com custos socioeconômicos impertinentes, cometidos com base nas poupanças públicas sob formas de inuteis programas diretos, concessão de incentivos fiscais e linhas de crédito para financiamentos, precisa cessar de imediato. Seu desperdício é quase completo e muito vultoso. Mina em definitivo as energias sociais e institucionais disponíveis para um verdadeiro encaminhamento da solução produtiva do Nordeste semiárido. O problema, ano a ano se agrava