Bornal de jogos: brincando também se ensina

certificada 2005

Instituição
Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD)
Endereço
Rua Paraisópolis , nº 82 - Santa Tereza - Belo Horizonte/MG
E-mail
flavia@cpcd.org.br
Telefone
(31) 3463-6357
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Eliane Luiz de Almeida Oliveira(38) 3722-8806eliane@cpcd.org.br
Flávia Barbosa Mota(31) 3463-6357flavia@cpcd.org.br
Resumo da Tecnologia

Estudar matemática, português, ciências, história, geografia, e discutir cidadania, lógica, raciocínio, meio ambiente, direitos humanos, de forma alegre, prazerosa e lúdica.*{ods4}*

Tema Principal

Educação

Problema Solucionado

Nossa vivência, observações e pesquisas mostram que as ditas “razões do fracasso escolar”, quase sempre estiveram relacionadas a “fatalismos”: o biológico (“criança pobre e desnutrida não aprende”), o institucional (“falta de recursos e material escolar nas escolas”), ou o pedagógico (“alunos não aprendem porque são indisciplinados, desatentos, descompromissados”). Segundo esta ótica, os problemas “da” escola só serão solucionados quando os problemas “fora” da escola forem resolvidos, ou no dia em que inventarem um aluno modelo. Nós do CPCD jamais concordamos com estas teses fatalistas, nem tão pouco com esta visão acrítica que não consegue incluir o professor como parte do “problema”, e que, por conseguinte, não consegue fazer dele parte fundamental na “solução” do fracasso escolar. As respostas a estas e outras questões nos levaram a transformar o lúdico - o jogo, o brinquedo e o brincar - em metodologia e pedagogia de trabalho, não como “sobremesa”, mas como “arroz com feijão”, alimentos de primeira necessidade. Por isso, para nós “ser criança é aprender brincando”.

Objetivo Geral

Transformar o processo tradicional de ensino em algo simples e prazeroso, usando como recurso pedagógico e estratégico a sofisticada simplicidade dos jogos e brinquedos criados e adaptados para as diversas áreas de conhecimento do ensino fundamental.

Objetivo Específico

Visualizar a escola como um espaço e possibilidade permanentes de aprendizagem, onde o prazer e a ludicidade sejam incorporados na rotina do ensinar. Romper com a lógica do pensar (e do praticar) a escola como “serviço militar obrigatório aos 7 anos de idade” ou como um dos “não objetivos educacionais” praticados pelo CPCD: “preservar o conceito de escola como um lugar chato, onde o autoritarismo reina, o castigo impera, a prepotência governa e a desigualdade domina”. Transformar a escola pública em um lugar mais alegre, local ideal para formar gente feliz e competente, curiosa e inquieta, gente que busca, se interessa, deseja: cidadãos plenos. Ampliar a cobertura sobre toda a rede pública municipal. Aprofundar a consolidação da Pedagogia do Brinquedo como projeto político-pedagógico do município, e multiplicar e disseminar o programa para outros municípios e regiões.

Solução Adotada

Aprender e ensinar brincando traz em si toda a riqueza de possibilidades de relacionamento e companheirismo, socialização e troca de experiências, conhecimento do outro e respeito às diferenças, desejos e visões de mundo, elementos essenciais para construção de uma relação plural entre educadores e educandos, condição básica para existência de uma prática educativa de qualidade e para a descoberta e apropriação do “mundo dos saberes e dos fazeres”: das letras, dos números, das ideias, dos fatos, dos sentimentos, dos valores, da cidadania, dos sonhos. O programa contribui para a mudança nos métodos tradicionais de ensino, formando professores mais ousados no inovar, criar e buscar novas formas para melhorar suas aulas, professores geradores de oportunidades de aprendizagem e professores provocadores de descobertas. No desenvolvimento do programa, pudemos mais que sentir, perceber e auscultar os vários graus de mudança ocorridos na prática educativa das escolas. Desde a relação mais cordial e afetuosa entre professores e alunos, com significativa diminuição da violência escolar, ao aumento real da frequência e a repercussão no aprendizado dos alunos, resultantes desta nova postura dos educadores em relação aos seus alunos e aos conhecimentos desenvolvidos na escola.

Resultado Alcançado

Uma contribuição significativa para o ensino público foi, de um lado, a quebra dos focos de resistência ao novo entre parcela de professores tradicionalistas e acomodados. E de outro, a ampliação de opções e oferta de instrumentos de ensino-aprendizagem para os professores comprometidos e desejosos de mudanças, mas sem alternativas para fazê-las. Outro impacto substantivo do Bornal foi em relação à qualidade da participação e protagonismo dos alunos nas aulas e na escola. O Bornal possui grande potencialidade para resgatar o prazer de estudar, aumentando a satisfação de ensinar e aprender, valorizando o saber e possibilitando o desenvolvimento de pessoas mais críticas, mais criativas, mais conscientes, estabelecendo parcerias e relações plurais entre educadores e educandos. O Bornal de jogos possui 70% de aprovação, e alguns jogos já foram testados (jogados) mais de 6.000 vezes, avaliados individualmente. Acreditamos que o maior mérito desta tecnologia foi transformar o tão “penoso e desgastante” processo de ensino em algo simples e natural, divertido e coloquial, alegre e prazeroso, usando como recurso pedagógico e estratégico a sofisticada simplicidade dos jogos e brinquedos criados e adaptados para as diversas áreas de conhecimento do ensino fundamental. A introdução dos jogos, brinquedos e brincadeiras na rotina do fazer da escola, mexe nos vários universos existentes dentro do espaço escolar. No simbólico, porque possibilita a livre circulação da alegria, da criatividade e do protagonismo. No espacial, porque possibilita transformar todos os espaços físicos em laboratórios de aprendizagem permanente. No estético, porque multiplica formas, cores e sons diversos, disponibilizando-os para a aprendizagem. No imaginário dos alunos, porque estimula a apreensão do mundo dado e do mundo idealizado. No querer fazer dos professores, porque permite pessoas mais descontraídas, soltas, criativas e inovadoras em sua prática.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Belo Horizonte / Minas Gerais01/2010
Monte Carmelo / Minas Gerais01/2010
Patrocínio / Minas Gerais01/2010
Curvelo / Minas Gerais01/2010
Araçuaí / Minas Gerais01/2010
Virgem da Lapa / Minas Gerais01/2010
Raposos / Minas Gerais01/2010
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Alunos do ensino básico
Quantidade: 73.917
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Educadores capacitados com domínio da tecnologia, que possam reaplicar a técnica para seus alunos e ajudar a construí-la.2
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Materiais necessários para confeccionar o Bornal: pano, cola, papel duplex, tintas, giz de cera, papelão, papel couché, e materiais que possam ser reciclados e utilizados na confecção dos jogos, como caixa de leite, latas, tampinhas, PET etc.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Bornal confeccionado artesanalmente = R$ 70,00; e em escala (gráfica) – R$ 150,00 Oficinas de formação e capacitação de educadores – (elaboração e uso de jogos, dinâmicas interativas e discussão de textos) - 40 horas – R$ 4.800,00

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Prefeituras Municipais -
Secretarias Municipais de Educação -
Escolas da rede pública -
Forma de Acompanhamento

O acompanhamento ocorre através da elaboração de planos de trabalho e avaliação (PTA), acompanhamento de processos e observação de impactos, elaboração de indicadores de qualidade (IQP), produção de relatórios técnicos e fotográficos e depoimentos. É realizado também uma pesquisa de utilização dos jogos e de avaliação da oficina com os professores.

Forma de Transferência

A transferência da metodologia se faz por meio de oficinas de confecção e utilização de jogos e brinquedos, treinamentos específicos por área de interesse, e principalmente pela formação de professores. Para isso, o Bornal chega às escolas através de: * oficinas de confecção e utilização dos jogos e brinquedos, * treinamentos específicos por áreas de interesse, * elaboração de planos de trabalho e de avaliação, * acompanhamento de processos e observação de impactos, * elaboração de indicadores de êxito, * avaliação e sistematização de resultados, * produção de relatórios técnicos e fotográficos do projeto.