PRV como Base Tecnológica para Produção de Leite Agroecológica

certificada 2015

Instituição
Associação das Cooperativas e Associações de Produtores Rurais do Oeste Catarinense - Ascooper
Endereço
Rua Santa Catarina, 90 - Centro - Formosa do Sul/SC
E-mail
redeascooper@gmail.com
Telefone
(49) 9129-9873
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Edilza Frison(49) 9977-4978edilzafrison@gmail.com
Juliano Collet(49) 8858-1616julianocollet@hotmail.com
Marcio Triches(49) 8406-2243mjptriches@gmail.com
Reges Chimello(49) 8402-8001regeschimello@gmail.com
Resumo da Tecnologia

O leite agroecológico é uma das alternativas para os agricultores familiares associados a Ascooper, abrangente da região Oeste Catarinense se manter na atividade leiteira, para tal, está sendo utilizado como base tecnológica o sistema produtivo PRV - Pastoreio Racional Voisan, tendo como principais características a utilização do uso e reposição de energia da própria unidade produtiva. A metodologia baseia-se na divisão das áreas de pastagens perenes em parcelas menores e a condução dos animais ao pasto. Desta forma há conservação e fertilização do solo, bem estar animal e dos trabalhadores e conservação do meio ambiente, sendo um método racional de manejo do complexo solo-planta-animal.*{ods8},{ods12},{ods13}*

Tema Principal

Meio ambiente

Tema Secundário

Renda

Problema Solucionado

Em meados dos anos 2000 a atividade leiteira no Oeste Catarinense passou de atividade de subsistência para principal fonte de renda dos agricultores familiares. Com esta mudança surge novos sistemas produtivos, legislações específicas e inúmeras plantas industriais se instalaram na região, ocasionando desafios e entraves para os mesmos se manter na atividade. Os sistemas produtivos convencionais conjuntamente com a imposições das indústrias lácteas para aumento do volume de leite, tem ocasionado o aumento do custo e a exclusão de muitas famílias, obrigando-os a deixar o campo. Este contexto obrigou-os a se reorganizarem e foram criadas várias cooperativas municipais de leite, com intuito de fortalecimento e encontrar formas de permanecer na atividade. A produção agroecológica na região é um sistema que está sendo trabalhado pelas ONG´s, cooperativas e associações a mais de 15 anos, sendo portanto uma prática viável econômica, cultural, social e ambiental, a qual veio de encontro com a Ascooper, associação destas cooperativa, esta, tem investido neste setor com intuito de produzir leite agroecológico prestando assistência técnica e implementação do sistema de produção PRV.

Objetivo Geral

Produzir leite agroecológico

Objetivo Específico

1 - Conservação do solo e do meio ambiente como um todo; 2 - Desenvolvimento econômico e sustentável da Unidade Produtiva Familiar; 3 - Redução no custo de produção da atividade leiteira; 4 - Bem estar animal e dos trabalhadores; 5 - Obtenção de um alimento de qualidade.

Descrição

A Associação Ascooper tem hoje 2000 famílias associadas, e entre estas 25 famílias esta na proposta de produção de leite agroecológico utilizando como base tecnológica o sistema produtivo PRV. Este sistema foi criado pelo francês Andre Voisin e segue algumas leis que o mesmo desenvolveu ao longo de seus estudos, sendo as 4 leis universais. Sendo, portanto, a base é a divisão das áreas de pastagem perene diversificadas em parcelas menores de acordo com o tipo, quantidade e qualidade de pasto existente. As cercas para fazer a divisão das áreas é com arame liso e eletrificado e com corredores facilitando o manejo dos animais. Em cada parcela há necessidade de ter água a disposição dos animais e sombra para manter o conforto térmico. O manejo das pastagens segue as leis, onde os agricultores observam o momento exato que as plantas estão aptas a serem cortadas pelo dente do animal; deixam os animais na parcela tempo suficientemente curto para que o pasto possa realizar o novo rebrote; os animais de maiores exigências alimentares fazem o primeiro corte chamado de "desnate" e as vacas secas e novilhas vem logo após fazendo o "repasse"; por fim, o agricultor deve observar qual parcela esta pronta para ser utilizada chamado "efeito xadrez". A permanência dos animais o tempo todo no pasto com água a vontade dá condição de todos saciarem a sede sempre que desejarem, é fundamental para que os mesmos não percam energia caminhando e assim convertam-a em leite e carne. As árvores de sombra é outro fator determinante, podendo ser nativas (preferencialmente) ou exóticas pois protegem os animais do sol forte, ventos frios e chuvas ocasionando bem estar. O solo é beneficiado pela deposição de esterco e urina, esse fator aumenta a matéria orgânica ocasionando aparecimento de inúmeros insetos benéficos que incorporam o esterco ao solo, melhorando a estrutura do mesmo e aumentando a fertilidade. Portanto, não havendo necessidade de uso de insumos externos. Não precisando revolver o solo, propicia um ambiente adequado para o desenvolvimento da vida no solo, devido boa estruturação física e química. O manejo dos animais é feito de forma calma, sem gritos, tapas e empurrões a fim de garantir a tranquilidade dos animais. Após o sistema implantado ocorre uma diminuição significativa da necessidade de mão-de-obra, tanto para as pastagens que não precisa ser plantada anualmente, quanto para o manejo dos animais, pois os piquetes são projetados com os corredores que facilita a condução dos animais. Além da alimentação à base de pasto, a sanidade dos animais é constituída de terapêutica à base de homeopatia e fitoterapia, obedecendo as normas da legislação orgânica 10.831/2003. Assim como, os produtos de limpeza das estruturas e equipamentos seguem as normas legais vigentes. O conjunto destas ações onde os animais convivem ao ar livre é fundamental para que se obtenha um produto (leite) de qualidade, pois o PRV é um sistema equilibrado que ao mesmo tempo favorece o solo, as plantas, os animais e o homem, garantindo a sustentabilidade, com baixo custo e melhorando o meio ambiente. As famílias que estão utilizando esse sistema produtivo além de serem associadas as cooperativas municipais ligadas a Ascooper, são integrantes da Rede Ecovida de Agroecologia, através dos grupos dos agricultores. Essa é uma das formas de certificação do sistema OPAC - Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade, seguindo portanto as regras da certificadora, onde os agricultores utilizam a participação para afirmarem conformidade e assim poderem utilizar o selo Brasil de certificação. Salienta-se que 8 das famílias que estão na proposta de produção de leite agroecológico já encontram-se certificadas e as demais estão em processo de transição.

Resultado Alcançado

Os principais resultados que esta sendo alcançado com essa proposta de produção de leite agroecológico conforme os depoimentos dos agricultores, é a satisfação das famílias em trabalhar com a atividade, porém eles tem percebido as seguintes melhorias: Com este sistema produtivo, há diminuição do uso de mão de obra pela praticidade do sistema; Diminuição no custo de produção por não haver necessidade de adquirir grandes volumes de insumos fora da unidade de produção; A melhora da fertilidade e conservação do solo; Aumento da renda da famílias; Recebimento de assistência técnica contínua e específica para a produção agroecológica; Melhoria no processo organizativo nas cooperativas e no grupo de agroecologia; Maior alcance social, com a permanência das famílias no campo; Há uma proposta concreta de industrialização e comercialização do leite, acrescido o valor de venda em função da certificação orgânica; Quantitativamente: Este sistema esta implantado e em acompanhamento em 30 famílias, das quais 8 já possuem certificação Orgânica; Totalizando uma área de aproximadamente 100 hectares, que devido demanda existe e projetos de ATER este número esta aumentando.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Formosa do Sul / Santa CatarinaLinha Guarani; Linha Conte; Vale do Ouro;01/2005
Novo Horizonte / Santa CatarinaLinha Céu Azul; Linha Amazonas; Linha Nova Guaíra; Linha São Marcos; Linha Santa Agostinho01/2005
São Domingos / Santa CatarinaMaratá; Linha Andreolla;01/2009
Coronel Martins / Santa CatarinaLinha May; Assentamento Saudade; Linha Brito; Linha Botega;01/2008
Quilombo / Santa CatarinaLinha Simionatto; Linha Sachet; Linha Bergamin; Vale do Ouro;01/2004
Jupiá / Santa CatarinaSede01/2010
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Agricultores Familiares
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

São necessários basicamente para implantar essa tecnologia os seguintes itens, seguindo a base de 1 hectare com parcelas de 500 metros quadrados, totalizando 20 parcelas; 12 Palanques/mourões de 1,80 metros; 28 Palanques/estacas de 1,20 metros; 1300 metros de Arame liso galvanizado 70 Isoladores Castanhas 30 Isoladores Dáblio 1 Eletrificador 3 barras de cobre Aterramento 1 Para-raios 200 metros Manga 10 Conexões diversas 100 Mudas de árvores 3 Bebedouros (Tonel plástico 200 Litros) 3 Boias

Valor estimado para a implementação da tecnologia

O valor total estimado para implantar 1 hectare com parcelas de 500 metros quadrados, totalizando 20 parcelas fica em torno de R$ 1.800,00 de materiais. Em relação a Mão-de-Obra familiar, o custo fica em torno de R$ 700,00. Totalizando R$ 2.500,00.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
AscooperOrganização e Assistência Técnica
UnitagriATER
Central AscooperOrganização de Cooperativas
UFSCSuporte Acadêmico
UFFSSuporte Acadêmico
EpagriATER
Rede EcovidaOrganização dos agricultores
Associação EcovidaCertificação Participativa - OPAC
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Manual Digital da TS PRVBaixar
Manual Impresso da TS PRVBaixar
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