Costumes, habilidades e talentos, a solução para a criação de negócios criativos

certificada 2015

Instituição
INSTITUTO HORUS, CULTURA, EDUCAÇÃO INTEGRAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO
Endereço
Rua Visconde de Niteroi, 1180/sobrado - Mangueira - Rio de Janeiro/RJ
E-mail
instituto.horus.instituto@gmail.com
Telefone
(21) 3852-7328
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Érica Portilho(21) 3277-4625ericaportilho@cinequanoncultural.com
Resumo da Tecnologia

Essa tecnologia faz parte das metodologias do Projeto Nêga Rosa. Essa Nêga nasceu dentro de comunidades do Rio de Janeiro. Descobriu cedo que os heróis e heróinas que lhes apresentavam não se pareciam com ela. Muito menos com seus ancestrais. Ela sobe e desce o morro, anda pelas vielas e num instante de iluminação, enxerga nos costumes locais sua maior riqueza. As habilidades e talentos dos que ali habitam é a solução para criação de negócios criativos. Uma metodologia simplificada para criação e potencialização de negócios locais é aplicada na Escola de Nêgas Empreendedoras. Aprendem todo processo de montagem de um negocio, da ideia ao mercado. Também aprende a criar Arranjos Produtivos*{ods4},{ods8}*

Tema Principal

Renda

Tema Secundário

Educação

Problema Solucionado

As comunidades atendidas são constituídas na sua maioria por mulheres, em sua maioria mulheres negras. Chefes de família, mães solteiras, adolescentes e jovens que representam a mais dura realidade da mulher negra no Brasil. O NÊGA ROSA vem de encontro às ânsias destas mulheres, e através do resgate e valorização de sua própria história, pretende elevar a autoestima destas, fazendo com que o passado se perpetue e seja transformado em produto para geração de emprego e renda. O projeto está alinhado com as demanda sociais e em estudos para desenvolvimento de seu escopo, observou dados estatísticos. Estes dados revelaram que: • 11,8% das jovens entre 15 e 19 anos tinham filhos: 14,1% para mulheres negras x 8,8% para mulheres brancas; • 27,3% das jovens grávidas são moradoras de comunidades; O Projeto Social NÊGA ROSA, propõe uma grande oportunidade de transformação social e redução das desigualdades em uma área geográfica de grande representatividade entre as comunidades do Rio de Janeiro: Arará, Barreira do Vasco, Jacarezinho, Mangueira, Manguinhos e Tuiuti.

Objetivo Geral

Trata-se de um projeto de cunho sociocultural que tem como objetivo fomentar a formação cultural e empreendedora de jovens mães, negras, provocando um diálogo entre o saber do passado e o presente, resgatando a história local de suas ancestralidade e os tesouros mestres e griôde cada comunidade.

Objetivo Específico

#Criar heróis com referências locais; #Moradores se identificam com estes heróis; #Transformar a habilidade destes heróis em conhecimentos reaplicáveis; #Desenvolver redes comunitárias; #Possibilitar APLs; #Empreender; #Gerar emprego e renda para suas nêgas.

Descrição

A metodologia do projeto ancora-se na formação integrada, na qual se articulam as áreas de conhecimento, a teoria e a prática. Do ponto de vista pedagógico, tanto a formação empreendedora como a produção artística, estão fundamentados em concepções filosóficas crítico-reflexivas que têm como eixo norteador o aprender a aprender, que engloba aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a manter. Cada empreendedora passa por um processo inicial de diagnóstico para avaliação e monitoramento do seu Indice de Inclusão do empreendedor: como ele entrou no projeto, como ele evoluiu e posteriormente, como ele se manteve, a sustentabilidade. Depois desta anamnese e diagnostico, cada mulher tem seu respectivo canal de avaliações individual e coletiva. No processo metodologico, a modelagem de negócios baseia-se na metodologia canvas, adaptada a linguagem de cada uma das comunidades. Elas passam pelo ciclo iniciantes: empreendedoras que querem empreender mais ainda não tem certeza da ideia de negócio. A metodologia é cosntruida para contrubuir no processo de amadurecimento do perfil do empreendedor, convidando-o a voltar seu olhar para o mundo e para si mesmo, podendo então fazer uma escolha mais consciente sobre a sua vontade de empreender. O ciclo traz como base a teoria do Effectuation que, em suma, propõe uma combinação do método "learning by doing" ou "aprenda fazendo" com a prática da tentativa e erro no empreendedorismo. O empreendedor se autoavalia: quem sou, o que sei, quem eu conheço e o que tenho, para levantar uma ou mais ideias de negócios que ele possa experimentar em em seu MVP e definir qual a ideia ele irá investir. O proposito desta fase é propiciar condições para que os participantes desenvolvam competencias para: dimensão cognitiva, dimensão atitudinal e dimensão operacional; O ciclo de atuantes: nesta fase, os empreendedores já estão com seus negócios validados e em funcionamento, mas ainda precisando de muitos ajustes para competir em igualdade de condições com o mercado. Nesta fase, os empreendedores em conjunto, identificam os problemas comuns entre seus negócios e com auxilio de mentores e assessores, encontrem solução para eles. A mesma teoria "Effectuation" é adotada, focando em pontos que estão sendo desenvolvidos pelos empreendedores no momento, visando o alcance de resultados positivos ao seu negócio e a resolução imediata de seus problemas. Apesar do aqui e agora, uma preocupação vocacional dos territórios em que atuamos, na metodologia, incentivamos o empreendedora a fazer um diagnostico de seus negócios utilizando ferramentas como espinha de peixe, em uma linguagem bem simplificada. Desta forma o empreendedor terá um desenvolvimento em 4 áreas distintas: quem sou(perfil comportamental) o que sei(conhecimentos gerais),quem conheço(rede de contatos),o que faço(estabelecimento de metas e plano de ação) . Este modulo visa o despertar da construção conjunta de conhecimento, de modo a instigar a busca por soluções, partindo das principais dificuldades enfrentadas pelos próprios empreendedores e da í a possibilidade de formação de redes de colaboração e formação de arranjos produtivos locais para atender maiores demandas de mercado.

Resultado Alcançado

# 240 nêgas e fase de formação empreendedora ; # 50% dos negócios com planos estruturados e formalizados(MEI); # Rede de articulação de parcerias; #Laboratório de ideias para novas inciativas; # 40% das nêgas reinseridas no mercado formal de trabalho;

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Rio de Janeiro / Rio de JaneiroArará, Barreira do Vasco, Jacarezinho, Mangueira e Tuiuti06/2012
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Afrodescendentes
Desempregados
Famílias de baixa renda
Gestantes
Jovens
Mulheres
Portadores de deficiência
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

- Espaço para a realização de oficinas e aplicação da tecnologia; - Materias de consumo das oficinas: - Materila de apoio pedagogico: * resmas de papel (apostilas) * canetas, lápis, borrachas * retroprojetor * quadro branco * caneta para quadro branco * apagador para quadro branco

Valor estimado para a implementação da tecnologia

R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Associação de Moradores do AraráParceiro nas oficinas de Gastronomia e tubantes
Associação de moradores da Barreira do VascoParceiro nas oficinas de Indumentária e Turbantes
Associação de Moradores do JacarezinhoParceiro nas oficinas de Estamparia e turbantes
Associação de moradores da MangueiraParceiro nas oficinas de Indumentária e Turbantes
Associação de moradores do TuiutiParceio nas oficinas de Gastronomia e turbantes
SEBRAEWorhshop e palestras em empreendedorismo
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Reposrtagem sobre ação do Nêga Rosadownload
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

A Nêga Rosa nasceu da minha vontade de mudar o status quo dos moradores das comunidades em área de vulnerabilidade. Com a pacificação na cidade do Rio de Janeiro, muitas favelas ficaram(hipocrisias à parte) sem sua moeda econômica de subsistência. Apesar de nossas autoridades negarem, nós sociedade pensante, sabemos que as drogas moviam a economia das favelas e com a escolha do Estado em utilizar o enfrentamento para o combate à esta, ficou o grande vácuo, um gargalo que explodiu e está tornando o Estado cada dia mais violento. Nosso trabalho está pautando nos dados do Data Favela que em uma de suas pesquisas publicadas, informa que 63% dos moradores de favelas do Estado te desejo de empreender ou já empreendem. Nós desafiamos o statutos quo a fim de empoderar comunidades.