Des. Sustentável e Part. Comunit. em favelas limítrofes a Unid. de Conservação

certificada 2015

Instituição
Favela Verde
Endereço
Rua Maria do Carmo, s/n - Rocinha - Rio de Janeiro/RJ
E-mail
gabrielvoto@gmail.com
Telefone
(21) 9960-66643
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Eva Vilaseca Corominas(21) 9671-38095eva.vilaseca.c@gmail.comhttps://es.linkedin.com/in/evavilaseca/pt
Gabriel Neira Voto(21) 9960-66643gabrielvoto@gmail.com
Henrique dos Santos Nascimento(21) 9968-55665henriquesn.rj@gmail.comhttps://www.facebook.com/henrique.nascimento.18041?fref=ts
Miguel Plaza de Blas(21) 98373-5659ges2@hotmail.comhttps://www.facebook.com/miguel.plaza?fref=ts
Resumo da Tecnologia

A tecnologia vida introduzir, implementar e promover abordagens inovadoras para o Design e Implementação de Projetos Participativos para o Desenvolvimento Sustentável Urbano. Nossa ponto focal são favelas limítrofes a Unidades de Conservação. Utilizamos uma abordagem bottom-top, onde a construção do projeto requer uma desconstrução prévia, e uma posterior harmonização com a realidade local. A metodologia é baseada em várias técnicas e estratégias: interativas, coletivas, experienciais, que buscam ampliar a representatividade e diversidade. Simultaneamente estamos sistematizando da metodologia do projeto, para permitir a sua replicação em favelas com características semelhantes.*{ods1},{ods4},{ods8},{ods10},{ods12},{ods13}*

Tema Principal

Meio ambiente

Tema Secundário

Renda

Problema Solucionado

O Parque Nacional da Tijuca (PNT), localizado no Rio de Janeiro, é a segunda maior floresta urbana do mundo e constitui uma Unidade de Conservação (UC), sendo o seu bioma a Mata Atlântica, a 5a floresta mais ameaçada do mundo. Ele integra a lista de Hot Spots da biodiversidade mundial e é considerado Reserva da Biosfera pela Unesco. Atualmente, uma das graves ameaças aos limites do PNT (que tem 117 favelas em seu entorno) é o surgimento e a expansão de comunidades de baixa renda, ou favelas, oriundas do processo de urbanização não planejado. A manutenção das parcas condições sócio ambientais das favelas vicinais ao PNT representa um fator de risco ambiental por variados fatores de impacto ambiental negativo, sejam eles: redução dos limites por supressão vegetal, modificação do uso do solo, práticas não sustentáveis e falta de consciência ecológica. Nesse sentido percebe se a necessidade premente de uma gestão ampla e integrativa do PNT em parceria com os moradores de favelas limítrofes. Paralelamente a proposta responde aos Obj. do Milênio da ONU HABITAT, (obj. 7 - Meta 10 e 11), as metas de Sustentabilidade e Participação firmadas nas Conf. das Nações Unidas (Rio 92 e Rio+20)

Objetivo Geral

O Favela Verde visa introduzir, implementar e promover abordagens inovadoras para o Design e Implementação de Projetos Participativos para o Desenvolvimento Sustentável Urbano. Paralelamente a proposta responde aos Objetivos do Milênio da ONU HABITAT e as metas estabelecidas na RIO 92 e RIO +20.

Objetivo Específico

OE0: Avaliar continuamente o projeto para identificar qualquer desvio do planejado e tomar as decisões adequadas; OE1: Promover mecanismos de ligação e articulação dos atores locais através da criação de canais de órgãos de comunicação e participação para gerenciamento de projetos e estruturação da rede; OE2: Fortalecer o tecido social e da apropriação de território através de espaços de aprendizagem e inovação social; OE3: Desenvolver e reforçar as capacidades de gestão sustentável da terra a partir do uso de tecnologias apropriadas e processos participativos e de treinamento; OE4: Promover a capacidade empreendedora da população local no campo da economia verde através da geração de iniciativas relacionadas ao ecoturismo e serviços ecossistêmicos; OE5: Divulgar os resultados do projeto a nível local, nacional e internacional.

Descrição

Desenvolvemos processos participativos com o foco do desenvolvimento sustentável local, a diferentes escalas temporais e temáticas, abrangendo integralmente diversos aspetos sociais, urbanísticos, econômicos, e ambientais da comunidade, ou bem nos centrando num tema específico. Constitui um processo divido em 4 fases: inicia com o Planejamento do Processo, apresentação da proposta inicial à comunidade a partir da que se elabora participativamente o plano definitivo do processo. A continuação segue a fase do Diagnóstico Socioambiental, que objetiva determinar os principais pontos fortes e fracos da comunidade em base as percepções dos moradores. Finaliza com a fase do Plano de Ação Comunitário, momento de construção de ações concretas que serão definidas coletivamente a partir dos resultados do diagnóstico. Do processo obtemos dois documentos, o Diagnóstico Socioambiental (DSA) e o Plano de Ação Comunitário de Desenvolvimento Sustentável (PADS), segue a Avaliação do processo, que implica um fechamento do primer ciclo do processo. A Implementação das ações definidas no plano de Ação, acontece progressivamente enquanto roda o processo: uma vez é desenhado um projeto que conforma o plano de ação, é já implementado enquanto seguem os espaços de co-criação dos seguintes projetos; tornando-se assim num processo continuo, estruturante, sustentável e transformador. Em cada uma de estas fases trabalhamos mediante quatro linhas metodológicas paralelas e interconetadas: Comunicação, estratégias que procuram implicar aos moradores, manter vivo o processo e gerar visibilidade; Redes, para identificar e mobilizar a estrutura social dos atuais e potenciais participantes, assim como gerar parcerias que potenciem o processo; Ações Transformadoras, intervenções pontuais, visuais, práxicas e participativas que visam catalisar o processo para que este alcance o seus objetivos de transformação socioambiental e empoderamento comunitário; Dinâmicas Participativas, ferramentas de participação, que objetivam a construção coletiva do Plano de Ação Comunitário de Desenvolvimento Sustentável (PADS). A partir dos resultados progressivos do processo,DSA e PADS, foram definidas as seguintes linhas de atuação, onde se agrupam os projetos que sao desenvolvidos: 1. Conexão e articulação de redes. Esta linha de ação visa promover mecanismos de ligação e coordenação dos atores locais através da criação de organismos de participação e estabelecendo canais de comunicação permanentes e diversificados, serão ferramentas destinadas a, • facilitar a articulação entre os agentes locais e regionais, • garantir o envolvimento do público necessário para gerar as transformações sócio-ambientais esperados, • provocar a expansão progressiva da rede para outros territórios. 2. Aprendizagem e inovação social. Se trata de um eixo para fortalecer o tecido social, conhecimento e apropriação do território urbano e ambiental, por meio de processos, dinâmicas e espaços de aprendizagem e inovação social. As atividades realizadas são de caráter prático e pretendem realizar pequenas transformações físicas no local, fortalecendo o patrimônio material e imaterial da comunidade e fortalecimento da cultura e da identidade local. Tais atividades podem se diferenciar entre as atividades de conhecimento e pesquisa de meio ambiente e sócio-cultural e, e as de re-apropriação e ativação de espaços públicos. 3. Gestão e conservação dos serviços ecossistêmicos As atividades no âmbito deste eixo estão orientadas para a recuperação ambiental da zona de amortecimento através da realização de programas de serviço-aprendizagem que fazem uso de tecnologia apropriada e objetivarão a resiliência de sistemas sócio-ecológicos na região. Estas atividades irão centrar-se em: • Diminuição da vulnerabilidade a eventos climáticos extremos e deslizamentos de terra. • Fortalecimento das capacidades de auto-gestão territorial e prevenção de riscos. • Melhoria da eficiência na utilização dos recursos hídricos para a gestão do balanço de água na área. • Recuperação e revitalização de espaços verdes: transformação em referências relativas a paisagem e cultura da comunidade. • Conservação e gestão da biodiversidade e recursos florestais e do ecossistema da Mata Atlântica. 4. O Empreendedorismo Social Este âmbito de atuação é focado em melhorar as competências empreendedoras da população local no campo da economia verde e circular, mediante a geração de iniciativas voltadas ao ecoturismo e serviços ecossistêmicos. Ecoturismo se apreeenta como uma estratégia-chave para promover o desenvolvimento local e integração da comunidade com o Parque Nacional da Tijuca. Uma iniciativa que, além de promover o desenvolvimento econômico local, envolve a posse, uso, gozo, gestão e conservação dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelo Parque. Ademais ela também foi a principal proposta priorizada pela população local em uma oficina participativa desenvolvida pela

Resultado Alcançado

- Número de participantes: 700 personas. - Diagnóstico Socioambiental (DSA): Através das dinâmicas participativas, como mapas colaborativos, oficinas participativas, questionários, entrevistas e reuniões se realizou um Diagnóstico sócio-ambiental da comunidade com base nas percepções da população local a partir da definição de indicadores de âmbito ambiental, sócio- econômico, habitação e infra-estrutura e serviços. Deste estudo abrangente e setorizado da comunidade foram definidas algumas linhas prioritárias de trabalho com base nas principais problemáticas e pontos fortes. - Constituição de um orgão associativo local: Associação de moradores de Vila Laboriaux e Vila Cruzado. - Aumento progressivo da participação local nas atividades e oficinas realizadas. - Melhora qualitativa do território urbano e ambiental a partir de intervenções físicas implementadas com as ações transformadoras: Durante o processo se desenvolveram muitas ações de recuperação ambiental, complementadas com atividades de educação ambiental, e apropriação do território urbano e ambiental como: Limpezas para a remoção dos resíduos de paisagismo, reflorestamento das atividades, atividades culturais ao redor do circo, música ou filme, educação ambiental, as intervenções de planejamento tático, etc. - Estabelecimento de mecanismos e canais de diálogo e trabalho da comunidade com o Parque Nacional de Tijuca: Entrada da Associação de moradores de Vila Laboriaux e Vila Cruzado ao Conselho Consultivo do Parque Nacional de Tijuca. - Parcerias locais, nacionais e internacionais: : Secretaria Municipal de Meio Ambiente (RJ), Parque Nacional de Tijuca (Ministério de Meio Ambiente), LEAD internacional, Cátedra UNESCO de Sostenibilitat-UPC. - Prêmio Ações Locais da Secretaría de Cultura do Rio de Janeiro - reconhecimento do trabalho de transformação social e participação comunitária desenvolvida no local. - Destacamos dois dos projetos resultantes, em andamento; (1) Criação de uma cooperativa de eco-turismo de base comunitária: cursos de capacitação de guias de ecoturismo rehabilitação de trilhas de acesso ao Parque desde a Favela da Rocinha, criaçao de estruturas sociais, jurídicas e econômicas para implementação da cooperativa; (2) Centro Ambiental Comunitário: rehabilitação de um prédio abandonado mediante um processo de arquitetura participada e capacitação em técnicas de bioconstrução, sistemas permaculturais e reaproveitamento de materiais.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Rio de Janeiro / Rio de JaneiroVila Laboriaux, Favela da Rocinha06/2014
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Famílias de baixa renda
Lideranças Comunitárias
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

- Materiais não inventariáveis Despesas de escritório e consumíveis – R$ 800.00 - Serviços técnicos e profissionais - 1. Projeto de design gráfico – R$ 2.000 2. Exposição ao ar livre no património natural e cultural da comunidade – R$ 830 3. Workshops de empoderamento, apropriação do espaço urbano e do território - R$ 900’ 4. Workshops Permacultura e Serviços Ecossistêmicos – R$ 900,00 5. Curso de Empreendedorismo, gestão de negócios e assessoria financeira – R$ 4.300 6. Curso de Capacitação em Turismo Sustentável – R$ 4.300 7. Plano diretor de integração e gestão da Zona de Amortecimento – R$ 5.500 8. Evento Sábado Cultural – R$ 500,00 10. Auditoria externa – R$ 3.000 11. Restauração e adaptação do Centro Socioambiental Rocinha – R$ 12.500 12. Construção de viveiro comunitário, composteira e minhocário – R$ 5.900 13. Adequação e manejo das trilhas do PNT – R$ 3.850 14. Construção de sistemas de prevenção contra o risco de inundações, deslizamentos de terra e chuvas torrenciais BufferStrips – R$ 9.200 15. Atividades de MicroUrbanismo e Jardins Cominitários – R$ 1.900 - Viagens, estadias e alimentação 1. Ingressos bilhete de ida e volta Barcelona-Rio para o pessoal técnico em Barcelona (UNESCO) – R$ 5.000 2. Diárias em hotel no Rio de pessoal técnico em Barcelona (UNESCO) 5 dias – R$ 1.800 3.Alimentação no Rio para pessoal técnico em Barcelona (UNESCO) 5 dias - 2.200

Valor estimado para a implementação da tecnologia

1. Custos Recursos Materiais - 1.1 Serviços Técnicos e Profissionais - R$ 24.800 1,2 Construção e Reforma Estruturas - R$ 33.350 2. Custos Viagens, estadias e alimentação - R$ 9.000 3. Custos Recursos Humanos - Equipe projeto (anual) - R$ 86.400 4. Despesas de escritório e consumíveis - R$ 800 Custo Global do Projeto (12 meses) - R$ 154.500

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Parque Nacional da TijucaPrioriza os locais de implementação da tecnologia, por meio das Áreas Estratégicas Externas do seu Plano de Manejo. Participa na capacitação orientada em turismo sustentável. Coordenador e responsável pela implementação de um grupo de trabalho que realizará intervenções para restaurar as trilhas. Supervisão técnica de todo o projeto por meio do Conselho Consultivo..
Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SMAC)Instituição Pública municipal responsável pelas questões ambientais no município do Rio de Janeiro que irá atuar no projeto por meio de apoio institucional, doação de recursos materiais destinados a implementação e manutenção de hortas comunitárias e composteiras por meio do Programa Hortas Cariocas, auxílio financeiro a moradores que estejam trabalhando no projeto.
Associação de Moradores Vila Laboriaux e Vila CruzadoInstituição que representa os moradores da comunidade das Vilas Laboriaux e Cruzado. Aumenta o nível de confiança da população no projeto, auxilia na mobilização comunitária e ampliação da participação local. Possibilita uma construção o projeto legítima, a medida que possibilita uma melhor visibilidade das reais demandas locais.
Cátedra de Sustentabilidade da UNESCO da Universidade Politécnica da CatalunhaAtua no apoio institucional e ampliação da visibilidade do projeto, e também como instituição mentora e consultora externa, compartilhando expertise técnico-científica e prática, desenvolvido em variodos projetos. Como exemplo podemos citar o projeto realizado na Colômbia, Medellín nos últimos anos com o trabalho participativo de recuperação sócio-ambiental Morro de Moravia
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Descrição da organização Favela VerdeBaixar
Carta institucional do PNT corroborando o apoio ao Projeto Movimento Preserva LaboriauxBaixar
Carta institucional Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro corroborando o apoio ao Projeto Movimento Preserva LaboriauxBaixar
Carta institucional da Escola Municipal Abelardo Chacrinha Barbosa corroborando o apoio ao Projeto Movimento Preserva LaboriauxBaixar
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

"O trabalho da Favela Verde é um exemplo do que queremos para toda a vizinhança do PNT. A iniciativa integra conservação ambiental com educação, cultura e participação social e é construída de forma inclusiva e colaborativa. O projeto cria um espaço importante para a interlocução do Parque com as comunidades." Ernesto V. Castro - Chefe PNT "Reforço que o projeto ampliou a participação comunitária criando espaços seguros e inclusivos onde os moradores são empoderados para o desenvolvimento sustentável local." Ricardo Duarte -Pres. Ass. Morad "Recomendo a seleção do Projeto Favela Verde, em condição de testemunha da dedicação, seriedade, cuidado no processo participativo de engajamento e educação ambiental." Prof. Dra. Patricia A. Ashley - Líder do Núcleo de Estudos em Ecopolíticas UFF