CIDADE DE IRUPÉ

certificada 2015

Instituição
Lar Fabiano de Cristo - Casa de José
Endereço
Rua Barão de Igarapé Miri, 527 - Guamá - Belém/PA
E-mail
norma.carvalho@lfc.org.br
Telefone
(91) 3249-7795
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Débora Marlene Caetana Ferreira de Souza(91) 3249-7795debora.caetana@lfc.org.br
Mariza da Silva Lima(91) 3249-7795mariza.lima@lfc.org.br
NORMA SUELY DE SOUZA CARVALHO(91) 9212-8998norma.carvalho@lfc.org.br
Resumo da Tecnologia

A cidade de Irupé (vitória régia em Tupi-Guarani) é uma cidade laboratório criada no ano de 2012 e que funciona dentro de nossa instituição. A metodologia consiste na reprodução de alguns níveis de organização existentes no município, tais como: prefeitura, câmara de vereadores e secretarias. De forma democrática foram eleitos: o prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários (turno da amanhã e turno da tarde). Além dessas figuras representativas a cidade conta com a existência de comitês gestores envolvendo jovens e famílias da comunidade para contribuírem na gestão da cidade laboratório que, naturalmente, influencia o dia-a-dia da instituição.*{ods4},{ods17}*

Tema Principal

Educação

Problema Solucionado

Atendemos à comunidade da Bacia do Tucunduba, que compreende dois bairros: Guamá e Terra Firme, ambos mapeados pelo PRONASCI como Território da Paz, com mais de 200.000 habitantes. Essa comunidade apresenta 70% de famílias com a chefia de mulheres. 80% das mulheres sem trabalho fixo. Altos índices de violência contra crianças, adolescentes e jovens, tráfico de drogas e prostituição de adolescentes. Segundo o Ministério da Saúde, no "Mapa da Violência 2011: Jovens do Brasil", o Estado do Pará sai do 16º para 8º lugar na taxa de homicídios contra jovens num rol de 27 estados brasileiros. Diagnosticado também a baixa escolaridade em nosso Estado. Em recente pesquisa do IBGE: Aprendizado dos alunos em 2011 - porcentagens de alunos com aprendizado adequado - Português 5º ano, 16%; Português 9º ano, 6%; Matemática 5º ano, 11%; Matemática 9º ano 3%. Essa situação engendra um círculo vicioso cruel e de difícil rompimento, haja vista o desinteresse do poder público. Esse, o grande problema com qual nos deparamos e que se torna um desafio. Atendemos, atualmente, a 150 famílias inscritas em nosso programa sociofamiliar num total aproximado de 600 pessoas assistidas.

Objetivo Geral

Incentivar e reconhecer o protagonismo de crianças, adolescentes e jovens de famílias de baixa renda, moradoras da Bacia do Tucunduba, nos bairros do Guamá e Terra firme em Belém do Pará.

Objetivo Específico

Ofertar a todos os membros das 150 famílias assistidas por nossa instituição, notadamente as crianças, adolescentes e jovens, durante o período (até 5 anos) em que a família é acompanhada pelo programa sociofamiliar, o exercício da cidadania através da vivência de situações de poder e tomada de decisões que irão repercutir em suas vidas e em toda a comunidade que compõem a instituição.

Descrição

As crianças e adolescentes, membros das 150 famílias que são atendidas em nossa instituição, estão conosco todos os dias da semana, no contra turno da escola, sendo que os que estudam pela manhã passam a tarde conosco (almoçam e merendam) e os que estudam a tarde, passam a manhã conosco (tomam o café da manhã e almoçam). Dentro do nosso programa de atendimento sociofamiliar eles participam de oficinas criativas, divididos em sua faixa etária. Atualmente temos as oficinas de: Karaté (a partir dos 7 anos); Práticas Ambientais (para todos); Jogos (para todos); Educação do Ser Integral (para todos) e Informática (para todos). Permeando as atividades de oficina existe a cidade de IRUPÉ, que em Tupi-Guarani significa “Vitória Régia”, cuja metodologia se baseia na vivência de uma “cidade laboratório”. Cada turma possui sua sala e esses espaços transformaram-se em “comunidades”, cada uma com um nome na língua Tupi-Guarani e que foi escolhido pela própria comunidade. Dessa forma temos as comunidades: Sami (06 anos), composta por 32 membros; Iraí (7 e 8 anos), com 46 participantes; Anauá (9 e 10 anos), contendo 41 crianças; Apuã (11 e 12 anos), composta por 37 membros e Tabaréu (13 a 17 anos), formada por 74 adolescentes, perfazendo um total de 230 coparticipantes. Em cada comunidade existe a presença de um “vereador” que, foi escolhido pela própria comunidade, para representa-la perante a instituição e o poder público da cidade de Irupé. O prefeito e o vice-prefeito “surgiram” a partir de um grande processo eleitoral que seguiu a mesma lógica das eleições de nossos governantes, ou seja: o registro das candidaturas, a campanha eleitoral com apresentação de suas propostas, realização de oficinas para a preparação do debate, a realização do debate e, finalmente, o processo eleitoral. Meio Ambiente; Segurança; Saúde; Comunicação e Cultura, Lazer e Esporte são as 5 secretarias que também foram criadas dentro desse processo, tendo, cada uma delas os seus representantes. Esse “Poder Público” se apresenta em dois turnos: manhã e tarde. Como toda instituição que atende crianças e adolescentes sempre buscamos incentivar sua participação e autonomia dentro da instituição sem, contudo, obter grandes resultados, uma vez que, mesmo com algum estímulo eles não conseguiam perceber a dimensão do poder que possuem. Atualmente, através da metodologia aplicada nas atividades da cidade de Irupé as crianças e adolescentes ganharam voz podendo participar ativamente dos processos decisórios dentro da instituição, observando os problemas e, de forma coletiva, apresentando soluções a partir da vivência no exercício do poder. Eles se reúnem mensalmente em Assembleia Geral Ordinária para discutirem o dia-a-dia da instituição e ouvirem as demandas de seus “cidadãos” e toda vez que algum problema e ou situação emergencial surge, eles mesmos convocam uma Assembleia Geral Extraordinária para discutirem o caso apresentado.

Resultado Alcançado

Temos o prazer de vermos nossas crianças e adolescentes utilizarem os seus direitos, como cidadãos, em todos os momentos necessários. Como toda instituição que atende crianças e adolescentes sempre buscamos incentivar sua participação e autonomia dentro da instituição sem, contudo, obter grandes resultados, uma vez que, mesmo com algum estímulo eles não conseguiam perceber a dimensão do poder que possuem. Atualmente, através da metodologia aplicada nas atividades da cidade de Irupé, as crianças e adolescentes ganharam voz podendo participar ativamente dos processos decisórios dentro da instituição, observando os problemas e, de forma coletiva, apresentando soluções a partir da vivência no exercício do poder. Eles se reúnem mensalmente em plenária dos governantes para discutirem o dia-a-dia da instituição e ouvirem as demandas de seus “cidadãos” e toda vez que algum problema e ou situação emergencial surge, eles mesmos (qualquer grupo de cidadãos) convocam uma Assembleia Geral Extraordinária para discutirem o caso apresentado. As comunidades mais maduras orientando e servindo de exemplo para as comunidades mais jovens Alguns exemplos de ações da Prefeitura de Irupé: Abaixo assinado entregue ao Prefeito solicitando a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para se discutir uma decisão considerada injusta por uma das comunidades da cidade de Irupé, quando da realização dos Jogos Cooperativos; Encontros, Seminários e Debates organizados e conduzidos pelas comunidades; eventos como o Lar Cult e o Festival de talentos além de feira de cultura, Festival da Canção, Cine pipoca, dentre outros. Organização de atos pelo fim do lixo na frente da escola Municipal que fica ao lado da instituição. Ato para lembrar a importância do dia 18 de maio como Dia Nacional do Enfrentamento da Violência sexual contra crianças e adolescentes, participação na organização da Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do adolescente na cidade de Belém, realização da Conferência Livre dos Direitos da Criança e do adolescente, participação em audiência pública que discutiu a redução da maioridade penal, participação ativa na construção do Plano Decenal dos direitos das crianças e dos adolescentes e das plenárias da Plataforma dos centros urbanos da Unicef. Percebemos, e os pais confirmam, que a maioria está mais confiante e tranquila na exposição de seus pensamentos e ideias.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Belém / ParáBairro do Guamá07/2012
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adolescentes
Adulto
Afrodescendentes
Alunos do ensino básico
Alunos do ensino fundamental
Alunos do ensino médio
Crianças
Desempregados
Famílias de baixa renda
Gestantes
Idosos
Jovens
Mulheres
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Consideramos que essa tecnologia é apropriada para a aplicação em qualquer organização que já trabalhe com crianças, adolescentes e jovens. Dessa forma ela será um conceito, uma ideia a ser divulgada, incentivada e estimulada entre o público alvo que se apropriará de seus mecanismos a partir do momento que entendê-lo e se sentir envolvida pela oportunidade da experiência. Assim percebemos que os recursos materiais serão aqueles já existentes na organização constando de toda a sua equipe técnica e infraestrutura que, gradativamente, passará a ser influenciada, modificada pelos “munícipes” que surgirão a partir da vivência da cidade laboratório em fase de “nascimento”.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Com base no que foi dito na questão anterior percebemos que quando falamos de valor nos referimos, basicamente, ao pagamento dos profissionais que trabalharão com o público-alvo (crianças, adolescentes e jovens) e mais uma vez constatamos a relevância da tecnologia para toda organização que já trabalha com esse público, pois, assim considerado não há custos em sua implementação.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Rede Escola CidadãFormação em mediação de conflito
Polo de Leitura Resistência GuamazônicaFormação em mediação de leitura e incidência política
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
REUNIÃO DOS GOVERNANTESdownload
MATÉRIA SOBRE A CIDADE DE IRUPÉBaixar
JORNAL DA CIDADEBaixar
JORNAL DA CIDADE - 2Baixar
FEIRA DE CULTURAdownload
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Quando apresentaram o projeto cidade laboratório (cidade de Irupé) achei a ideia original e renovadora. É como se o Lar Fabiano estivesse numa espécie de Monarquia e depois do projeto passou a ser uma República. Como na República aqui temos um prefeito, vice, vereadores, secretários e os cidadãos. Sei que o projeto possui algumas falhas mas o prefeito vai, com ajuda das autoridades, corrigindo após cada Assembleia. Gosto muito de presencias as Assembleias e o vereadores e secretários passando os problemas de suas comunidades para o prefeito e vice e eles dando soluções para os problemas e depois eles sendo resolvidos. É encantador ver como a cidade laboratório é humana. O prefeito de Belém e políticos do Brasil deveriam seguir esse exemplo. (Pablo Trindade-16 anos-cidadão de Irupé)