Coletivo Reciclagem

finalista 2015

Instituição
INSTITUTO COCA-COLA BRASIL
Endereço
PRAIA DE BOTAFOGO, 374 - 4º ANDAR - Botafogo - Rio de Janeiro/RJ
E-mail
tvojvodic@coca-cola.com
Telefone
(21) 2559-1120
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Ana Salac Guimarães(21) 99618-8085asalac@coca-cola.com
Daniela Redondo(21) 2559-1626dredondo@coca-cola.com
Isa Lopes(21) 2559-1218islopes@coca-cola.com
Thais de Moraes Vojvodic(21) 9726-51697tvojvodic@coca-cola.com
Resumo da Tecnologia

O Coletivo Reciclagem tem como objetivo empoderar e profissionalizar cooperativas de catadores de material reciclável e incluí-las na cadeia formal, gerando mais eficiência, trabalho em rede, renda justa e ambiente digno aos catadores. Para isso o Instituto Coca-Cola Brasil desenvolveu uma tecnologia social modular que permite atuarmos em larga escala, com olhar individual. A cada 6 meses é realizado diagnóstico profundo, plano de ação e investimentos customizados. Cada cooperativa passa por mensuração de impacto e criação de novos planos, acompanhada por um time de campo presencial.*{ods8},{ods13}*

Tema Principal

Renda

Tema Secundário

Meio ambiente

Problema Solucionado

O cenário brasileiro de resíduos sólidos enfrenta enormes desafios desde a separação de materiais nos domicílios, até esse material voltar para a indústria. Um dos principais gargalos dessa cadeia são as cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Devido a um complexo contexto social, elas enfrentam falta de conhecimento técnico, pouca infraestrutura, falta de equipamentos de segurança, ambiente insalubre, informalidade, entre outras questões. Esses obstáculos dificultam sua entrada na cadeia formal e fazem com que esses trabalhadores permaneçam em situação de vulnerabilidade. Hoje no Brasil há cerca de 1.000 cooperativas que se encontram em níveis distintos de desenvolvimento e requerem atuações distintas por parte dos apoiadores, o que torna mais complexo realizar um impacto social relevante - uma mesma solução não servirá em todos os casos. É comum vermos equipamentos doados parados nos galpões das cooperativas sem utilização, pois a cooperativa ainda não tem capacidade e nem conhecimento para absorver determinado equipamento em seu trabalho diário.

Objetivo Geral

Contribuir para inclusão socioprodutiva de cooperativas de catadores na cadeia formal de materiais recicláveis e assim aumentar a renda e empoderamento de seus membros.

Objetivo Específico

1) Mapear e avaliar nível de desenvolvimento das cooperativas; 2) Capacitar cooperados em gestão e operação de acordo com o nível de desenvolvimento de sua cooperativa; 3) Introduzir o tema de "habilidades para a vida" - resolução de conflitos, direitos humanos e empoderamento feminino para que haja um maior protagonismo da população mais vulnerável; 4) Aumentar volume de coleta, produtividade e venda das cooperativas apoiadas; 5) Contribuir para aumentar a renda familiar dos cooperados.

Descrição

A tecnologia social do Coletivo Reciclagem foi desenhada em 2013, após o mapeamento e avaliação de cooperativas de catadores por todo o Brasil, junto com a coleta de diferentes aprendizados obtidos nos 12 anos de trabalho do Instituto Coca-Cola com o tema de reciclagem. Passou a ser implementada em 2014. A partir desses aprendizados criou-se uma metodologia modular e flexível, que pudesse ser replicada em larga escala ao mesmo tempo que consideraria especificidades de cada cooperativa de catadores. Uma das premissas utilizadas no desenho dessa tecnologia foi o trabalho colaborativo em todas as instâncias do programa, seja no desenho da metodologia, junto com a Plano B; ONU, IBAM, na operação, junto com Doe seu Lixo e Cicla Brasil; no contato constante com alianças empresariais, como o CEMPRE; e na operação colaborativa com as próprias cooperativas. O Coletivo Reciclagem conta com uma estrutura de 50 analistas formando o time de campo, cada um deles é responsável por um grupo de cooperativas e realiza visitas semanais. Eles são os responsáveis pela implementação da tecnologia social. A operação se dá em etapas, em ciclos de 6 meses, começando pela abordagem às cooperativas. Cada cooperativa é abordada por um membro do time de campo do Coletivo Reciclagem e é convidada a participar do programa. Uma vez que a liderança demonstra interesse, o Instituto Coca-Cola inicia o programa e começa uma avaliação para classificar o nível gerencial e operacional da mesma com base no grau de formalização, gestão, capacidade de coleta, produção, comercialização e prestação de serviços. Isto permite o Instituto Coca-Cola projetar um pacote específico para cada nível de cooperativa de acordo com as suas necessidades (formalização, saúde e segurança, formação profissional, fluxos de produção, serviços de coleta, logística, equipamentos, gerenciamento de infra-estrutura, e outros). Dentro desse pacote modular de capacitações, estão inclusos transversalmente os temas de habilidades para a vida, liderança, resolução de conflitos e igualdade de gênero, temas importantes para o desenvolvimento profissional e pessoal desse grupo de beneficiários. A escolha do pacote de capacitação é feita de forma consensual, junto com a cooperativa, pois o Instituto acredita que o beneficiário é a melhor pessoa para priorizar o que é mais importante para ele naquele momento. Junto com o plano de ação, define-se uma meta e um prêmio a ser recebido caso a meta seja atingida. Todas essas decisões são tomadas em conjunto e com isso vimos um alto engajamento para o atingimento da meta e maior reconhecimento pelo prêmio obtido. A cada ciclo (6 meses) realizamos uma nova rodada de avaliações, definição de meta, plano de ação e recompensa, sempre em consenso com os beneficiários finais. Com isso há ações de curto prazo implementadas a partir de uma linha mestra de direcionamento a longo prazo. O papel do Instituto Coca-Cola, além da operação e gestão do programa, é de realizar o tracking, realizado em parceria com a IPSOS, de resultados que inclui indicadores como renda adicional, empoderamento e auto estima.

Resultado Alcançado

Contamos hoje com 232 organizações operando com essa metodologia, um ciclo completo já foi concluído e estamos em fase de implementaçao do segundo. Temos até o presente momento a visibilidade de 2 medições, o primeiro monitoramento (marco zero) foi realizado antes da implementação da nova tecnologia, e a segunda medição logo após o primeiro ciclo. Alguns resultados já podem ser observados, mesmo com uma implementaçao de apenas 6 meses, como o avanço de 6% na média geral do monitoramento de desenvolvimento das organizações. Essa ferramenta nos permite também realizar uma análise mais profunda sobre os temas específicos que mais se desenvolveram, como relacionamento, parcerias e comercialização, que teve um avanço de 9% em relação a medição 1. Podemos fazer o cruzamento dessa analise com os temas trabalhados nos planos de ação, e observamos a convergência dos temas, ou seja, tivemos uma grande parte das ações implementadas pelos analistas, cerca de 17%, com foco no tema mencionado. Isso nos mostra que o trabalho desenvolvido no campo gerou um impacto positivo para o avanço das organizações.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Fortaleza / Ceará07/2014
Curaçá / Bahia07/2014
Juazeiro / Bahia07/2014
Salvador / Bahia07/2014
Aparecida de Goiânia / Goiás07/2014
Goiânia / Goiás07/2014
São Luís / Maranhão07/2014
Belo Horizonte / Minas Gerais07/2014
Brumadinho / Minas Gerais07/2014
Caeté / Minas Gerais07/2014
Contagem / Minas Gerais07/2014
Divinópolis / Minas Gerais07/2014
Lagoa da Prata / Minas Gerais07/2014
Lagoa Santa / Minas Gerais07/2014
Lavras / Minas Gerais07/2014
Nova Lima / Minas Gerais07/2014
Oliveira / Minas Gerais07/2014
Uberlândia / Minas Gerais07/2014
Vespasiano / Minas Gerais07/2014
Campo Grande / Mato Grosso do Sul07/2014
Dourados / Mato Grosso do Sul07/2014
Maracaju / Mato Grosso do Sul07/2014
Cuiabá / Mato Grosso07/2014
Chapada dos Guimarães / Mato Grosso07/2014
Várzea Grande / Mato Grosso07/2014
Abreu e Lima / Pernambuco07/2014
Camaragibe / Pernambuco07/2014
Petrolina / Pernambuco07/2014
Paulista / Pernambuco07/2014
Recife / Pernambuco07/2014
São Lourenço da Mata / Pernambuco07/2014
Arapongas / Paraná07/2014
Campo Mourão / Paraná07/2014
Cianorte / Paraná07/2014
Cornélio Procópio / Paraná07/2014
Curitiba / Paraná07/2014
Fazenda Rio Grande / Paraná07/2014
Londrina / Paraná07/2014
Mandaguari / Paraná07/2014
Marialva / Paraná07/2014
Maringá / Paraná07/2014
Nova Esperança / Paraná07/2014
Paiçandu / Paraná07/2014
Paranavaí / Paraná07/2014
Sarandi / Paraná07/2014
Umuarama / Paraná07/2014
Duque de Caxias / Rio de Janeiro07/2014
Itaboraí / Rio de Janeiro07/2014
Mesquita / Rio de Janeiro07/2014
Nilópolis / Rio de Janeiro07/2014
Niterói / Rio de Janeiro07/2014
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro07/2014
São João de Meriti / Rio de Janeiro07/2014
Caicó / Rio Grande do Norte07/2014
Mossoró / Rio Grande do Norte07/2014
Natal / Rio Grande do Norte07/2014
Bento Gonçalves / Rio Grande do Sul07/2014
Cachoeirinha / Rio Grande do Sul07/2014
Canoas / Rio Grande do Sul07/2014
Esteio / Rio Grande do Sul07/2014
Pelotas / Rio Grande do Sul07/2014
Porto Alegre / Rio Grande do Sul07/2014
Santa Maria / Rio Grande do Sul07/2014
São Leopoldo / Rio Grande do Sul07/2014
Viamão / Rio Grande do Sul07/2014
Altinópolis / São Paulo07/2014
Barueri / São Paulo07/2014
Batatais / São Paulo07/2014
Bauru / São Paulo07/2014
Campinas / São Paulo07/2014
Conchas / São Paulo07/2014
Franca / São Paulo07/2014
Guarulhos / São Paulo07/2014
Garça / São Paulo07/2014
Itirapina / São Paulo07/2014
Itu / São Paulo07/2014
Laranjal Paulista / São Paulo07/2014
Lençóis Paulista / São Paulo07/2014
Limeira / São Paulo07/2014
Lins / São Paulo07/2014
Marília / São Paulo07/2014
Matão / São Paulo07/2014
Mogi Guaçu / São Paulo07/2014
Mogi Mirim / São Paulo07/2014
Morro Agudo / São Paulo07/2014
Orlândia / São Paulo07/2014
Osasco / São Paulo07/2014
Penápolis / São Paulo07/2014
Piracicaba / São Paulo07/2014
Pirajuí / São Paulo07/2014
Porto Feliz / São Paulo07/2014
Ribeirão Pires / São Paulo07/2014
Salto / São Paulo07/2014
Santana de Parnaíba / São Paulo07/2014
São Carlos / São Paulo07/2014
São Paulo / São Paulo07/2014
São João da Boa Vista / São Paulo07/2014
Sertãozinho / São Paulo07/2014
Sorocaba / São Paulo07/2014
Taboão da Serra / São Paulo07/2014
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Catadores de material reciclável
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

O que compõe os investimentos que viabilizaram a implementação da tecnologia: - Desenvolvimento de toda a metodologia pedagógica por parte dos parceiros e recursos internos do ICCB; - Treinamento presencial analistas (50 pessoas por 3 semanas); - Material físico - cada analista de campo é munido de material pedagógico modular em um formato de flip chart que é levado dentro de uma mochila customizada para cada cooperativa, possibilitando as capacitações. Outros materiais são implementados de acordo com cada plano de ação desenhado de forma individual, definido de acordo com o diagnóstico de cada unidade. Os investimentos variam entre maquinários, equipamentos de segurança, computadores, equipamentos para facilitar a triagem, licenças operacionais, entre outros.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

1)Desenvolvimento da metodologia e treinamento do time de campo por unidade: R$3.332. 2)Investimento anual em infraestrutura por unidade: R$10.000. 3)Custo anual de operação por unidade: R$10.632. Custo total por unidade (1) + (2) + (3) = R$ 23.964,00.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Instituto Doe Seu LixoParceria operacional
Cicla BrasilDesenvolvimento
Plano BDesenvolvimento
ONUDesenvolvimento sobre os temas: gênero e direitos humanos
BIDDesenvolvimento e sustentabilidade
IBAMDesenvolvimento sobre os temas: gênero e direitos humanos
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Apostila base para analistas de campoBaixar
Ciclo de trabalhoBaixar
Plano de açãoBaixar
DiagnósticoBaixar
Flipchart - base para oficinas de campoBaixar
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Analista de campo - Pamela: “A cooperativa achou importante trabalhar dessa forma, por ter maior organização, objetividade e visão do trabalho". Analista de campo - Glaucy: “Montar o plano de ação com as cooperativas foi muito gratificante, pois as cooperativas se envolveram de fato nesta etapa, o comprometimento com o andamento dos trabalhos foi mais nítido, tendo em vista que elas foram autoras das ações propostas e isso as motivou buscar os resultados e conquistar a recompensa”. Líder da Coopagres – Recife: “Achei essa nova metodologia ótima. A gente entra para o cargo de líder sem saber como fazer as coisas, aprendemos na prática, muitas vezes ficamos sem orientação. Com esse trabalho fica mais claro o que precisamos melhorar e o que precisamos fazer.”