Caravana da Economia Solidária

certificada 2017

Instituição
Associação das Entidades de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável de Pintadas
Endereço
Praça 2 de Julho, nº 462 - Centro - Pintadas/BA
E-mail
redepintadas@redepintadas.org.br
Telefone
(75) 3693-2129
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Luana Mascarenhas Rios(75) 98282-4514luanna_mascarenhas@hotmail.com
Neliane Santos Rios(75) 98119-1225neli.cesolbj@gmail.com
Taina dos Santos Coelho(71) 98171-3702tai_santos2@hotmail.com
Resumo da Tecnologia

A Caravana da Economia Solidária é uma ação desenvolvida pela Rede Pintadas por meio do Centro Público de Economia Solidária da Bacia do Jacuípe – CESOL/BJ, a qual conta com a participação efetiva de representantes territoriais nos mais variados campos de ação. Trabalha com uma visão multi-setorial, interdisciplinar em conjunto com as bases sociais promovendo a economia solidária através das feiras e exposições, oficinas de qualificação produtiva, gerenciamento, acesso a ativos produtivos, comercialização, microcréditos, intercâmbios, estímulo ao consumo consciente, economia feminista e criativa, valorização da cultura local, dinamização econômica, desenvolvimento sustentável, entre outr*{ods1},{ods8},{ods10},{ods12}*

Tema Principal

Renda

Problema Solucionado

O principal desafio dos empreendimentos da economia solidária no Território Bacia do Jacuípe,Estado da Bahia, Brasil, tem sido o processo de comercialização dos produtos. Diante dessa situação, boa parte dos produtos, eram comercializados com preços abaixo do custo viável, gerando grande desmotivação e inviabilidade dos empreendimentos. Como melhorar a comercialização? Como dinamizar a comercialização no Território? Como partilhar as experiências da economia solidária? Como contribuir para o desenvolvimento sustentável? Nesta perspectiva, pensou-se em estruturas de fomento a comercialização nos municípios do Território Bacia do Jacuípe, Estado da Bahia como: exposição, divulgação, oficinas, atividades culturais. Tendo em vista a promoção dos empreendimentos e comércio solidário, troca de saberes, capacitações, sensibilização do poder público local. Surge assim a Caravana da Economia Solidária, que tornou-se excelente estratégia de fomento a comercialização e o fortalecimento das redes de articulação territorial.

Objetivo Geral

Dinamizar a comercialização dos produtos, bens e serviços da economia solidária, incentivando o consumo consciente e contribuindo para o fortalecimento das redes solidárias, a geração de emprego, o incremento da renda bem como o desenvolvimento sustentável no Território Bacia do Jacuípe.

Objetivo Específico

I- Mobilizar ações para acesso às Políticas Públicas de Economia Solidária; II- Sensibilizar a sociedade civil quanto aos princípios da Economia Solidária; III- Sensibilizar o poder público municipal para aquisição de produtos oriundos da Economia Solidária e agricultura familiar. IV- Valorizar a cultura local, os artistas da terra e promover a troca de saberes; V- Contribuir para a promoção da igualdade social, racial e de gênero; VI- Ampliar a produção local de forma sustentável; VII- Fomentar o comercio justo e solidário contribuindo para viabilidade dos empreendimentos; VIII- Criar condições adequadas de produção adaptáveis e resilientes ao semiárido; IX- Incentivar a diversificação da produção; X- Apoiar as iniciativas dos grupos de economia criativa feminista e solidária.

Descrição

A Caravana da Economia Solidária foi uma estratégia eficaz de promoção da economia solidária no Território da Bacia do Jacuípe. Foi uma pratica que difundiu o fortalecimento da agricultura familiar e economia solidária, a qual aconteceu em duas edições (2015/2016), percorrendo os 14 municípios. A iniciativa, mostrou a força da economia solidária do Território, dando visibilidade a produção regional, gerando renda e fortalecendo os grupos de produção. Esta tecnologia, foi previamente planejada a partir da elaboração de um plano de execução onde detalhava todas as atividades (oficinas, exposições de produtos, apresentações culturais, etc.) que seriam realizadas em cada município. Conforme segue: I- Apresentações artísticas; II- Espetáculo teatral: “ Cordel da Economia Solidária”; III- Espetáculo teatral: “Maria, vai com as outras”; IV- Oficinas de acesso aos Mercados Institucionais PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e operacionalização; V- Oficinas de artesanato em cordas: ponto de macramê e decoração de cozinha; VI- Oficina de pinturas; VII- Oficinas de bijuterias; VIII- Oficinas de reciclagem; IX- Oficinas de produção de bonecas; X- Oficinas de teatro; XI- Oficinas de cinema; XII- Oficinas de produção de sequilhos; XIII- Oficinas de produção de pães; XIV- Oficinas de decoração de quarto de bebê; XV- Oficinas de produção orgânica (hortaliça, biofertilizantes, formação de canteiros, compostagem, controle de pragas e doenças, e produção de mudas); XVI- Oficinas de decorações de peças de interiores; XVII- Oficinas de gestão de empreendimentos associativos e cooperativos; Para que houvesse maior êxito no desenvolvimento das oficinas realizadas foi feita uma análise prévia de todos os empreendimentos por município para conhecer as principais demandas e assim escolher as temáticas conforme a realidade local. Posteriormente a equipe técnica realizava visitas aos municípios para construir o planejamento de execução da Caravana considerando todas as especificidades locais.Em seguida estruturou-se a atividades com a finalidade de proporcionar qualificação às atividades produtivas de grupos com iniciativas solidárias, ao tempo em que buscou sensibilizar agentes sociais e públicos para intensificar ações públicas passíveis a massificação de práticas de propagação do consumo solidário. A seleção para a contratação dos instrutores foi realizada de maneira rigorosa buscando profissionais com qualificações e experiências correlatas as necessidades demandadas pelos grupos produtivos. As datas de realização dos eventos foram definidas a partir de um cronograma elaborado junto aos gestores públicos e os representantes da sociedade civil, os quais conciliavam com as datas festivas de cada cidade, bem como, com os dias das feiras livres tradicionais. Foram envolvidos nas atividades os seguintes participantes: grupos solidários assessorados pelo CESOL/BJ, secretarias municipais, sindicatos, associações e cooperativas bem como os novos potenciais que foram surgindo ao longo do processo. Também estiveram presentes artistas regionais e grupos culturais que atenderam ao convite para participar e apresentar seus rituais no momento da feira. As ações foram divulgadas através de rádios, carros de som, cartazes, spots, sites, e nos meios de comunicações acessíveis na região. O CESOL/BJ- Centro Público de Economia Solidária da Bacia do Jacuípe, foi o principal responsável pela organização da logística de transporte, alimentação e hospedagens dos participantes durante as oficinas e a feira de exposição. As barracas de exposição dos produtos da economia solidária eram facilmente localizadas na praça principal de comercialização dentro da feira livre de cada cidade, se destacava das demais pela padronização e logomarca do própria do evento tendo em vista, facilitar a divulgação e comercialização dos produtos da economia solidária e agricultura familiar. Os principais produtos evidenciados durante a feira foram: gêneros alimentícios derivados da mandioca com sabores exóticos regionais (como os beijus recheados sequilhos de licuri, maracujá, goiaba, coco, etc), derivados do leite (manteiga, requeijão, bolos e sorvetes), mel, própoles, hortaliças e temperos artesanais, carnes de caprino, polpa de frutas e artesanatos em geral. Dessa forma a Caravana promoveu além da comercialização um grande intercambio de valorização das diferentes culturas e saberes locais e regionais. Esta ação também fortaleceu e o sentimento de pertencimento e cooperação entre os grupos, motivando-os a participação e articulação em rede. Por onde passou promoveu encontros de atividades em prol da economia solidária, do associativismo e cooperativismo, empoderamento da mulher, geração de renda, comércio justo e valorização da cultura local e regional. Nessa perspectiva, acontecerá em 2017 a sua 3ª edição.

Resultado Alcançado

RESULTADOS QUALITATIVOS. Os principais resultados qualitativos mensurados durante as Caravanas de Economia Solidária foram: I- Comercialização e divulgação dos produtos dos empreendimentos solidários e da agricultura familiar com incremento de renda através das feiras; partilha de experiências; fomento da prática da Economia Solidária; II- Transformação estrutural das relações econômicas e democráticas, com vista no fortalecimento e promoção do trabalho coletivo, como emancipação econômica, social e autonomia das mulheres; III- Valorização do saber local, da cultura e da tecnologia popular, promovendo a formação educativa para associações, cooperativas e grupos produtivos através de oficinas, tendo em vista o respeito ao meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. RESULTADOS QUANTITATIVOS. No total foram realizadas 70 oficinas sendo cinco em cada município do Território da Bacia do Jacuípe conforme seguimentos apresentados abaixo: I- Oficinas de Artesanato, total de participante 120 II- Oficinas de teatro, total de participante 223 III- Oficinas de processamento de sequilho, total de participante 105 IV- Oficinas de operacionalização do Programa de Aquisição de Alimentos, total de participante 82 V- Oficinas de produção orgânica, total de participante 82 VI- Oficinas de sistemas de irrigação, total de participantes 46 VII- Oficinas de bijuterias, total de participantes 32 VIII- Oficinas de reciclagem, total de participantes 18 IX- Oficina de decorações de peças de interiores, total de participantes 280 X- Oficina de Gestão de empreendimentos associativos e cooperativos, total de participantes 700. Foram promovidas 28 Caravanas da Economia Solidária, com feiras e exposições, atendendo um público total de 56.000 pessoas Os dados registrados foram embasados em lista de presença, fotografias e relatórios.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Nova Fátima / BahiaSede04/2015
Capela do Alto Alegre / BahiaSede05/2015
São José do Jacuípe / BahiaSede03/2015
Gavião / BahiaSede03/2015
Baixa Grande / BahiaSede05/2015
Pé de Serra / BahiaSede04/2015
Várzea da Roça / BahiaSede05/2015
Serra Preta / BahiaSede04/2017
Riachão do Jacuípe / BahiaSede04/2015
Ipirá / BahiaSede05/2015
Mairi / BahiaSede05/2015
Quixabeira / BahiaSede03/2015
Pintadas / BahiaSede05/2015
Várzea do Poço / BahiaSede06/2015
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Agricultores Familiares
Artesãos
Jovens
Lideranças Comunitárias
Mulheres
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Para implementação da Tecnologia Social Caravana da Economia Solidária, se faz necessário seguintes recursos: I- PESSOAL: Equipe técnica (corrdenador,agente mobilizador de campo, organizadores do evento e apoio logístico), empreendimentos, grupos solidários, artesãos, artistas locais e regionais, animadores de campo, oficineiros, palestrantes e grupos culturais. II- MATERIAIS: Recursos audiovisuais, sonorização, material de divulgação, logísticas de transporte, alimentação, e hospedagem; III- EQUIPAMENTOS: Estrutura de cobertura (toldos), Barracas padronizadas para exposição. Cabe salientar que a Caravana acontece durante três dias em cada município, onde nos dois primeiros dias realiza-se oficinas e no terceiro a exposição que acontece junto com a tradicional feira de cada município, com intuito de conquistar o público que circula durante as feiras.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Coordenação valor: unitário 1.000,00 e total 14.000,00; recursos audiovisuais e sonorização valor: unitário 300,00 e total 4.200,00; divulgação valor: unitário 216,42 e total 3.030,00; logística valor: unitário 500,00 e total 7.000,00; alimentação valor: unitário 600,00 e total 8.400,00; hospedagem valor: unitário 180,00 e total 2.520,00; Infraestrutura valor: unitário 775,00 e total 10.850,00

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Secretarias municipais de: Agricultura, Assistência Social, Infra Estrutura, Educação e Saúde.Apoio na divulgação das atividades da caravana; mobilização dos grupos produtivos e artistas locais para participação das atividades; oferta de serviços públicos durante a feira; apoio na infra estrutura (cessão de espaços públicos) para realização das oficinas.
SETRE – Secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte.Aporte financeiro para custeio das ações.
Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras RuraisApoio na divulgação das atividades da caravana, mobilização dos grupos produtivos e artistas locais para participação das atividades; apoio na infra estrutura (cessão de espaços públicos) para realização das oficinas.
Cooperativas, Associações Comunitárias locaisApoio na divulgação das atividades da caravana; articulação dos grupos produtivos para participação nas feiras através da exposição dos seus produtos.
CODETER – Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do JacuípeApoio na divulgação das atividades da caravana e articulação dos gestores públicos e sociedade civil do território para apoio da ação em seus municípios.
Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território da Bacia do JacuípeApoio na divulgação das atividades da caravana e articulação dos gestores públicos e sociedade civil do território para apoio da ação em seus municípios.
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
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Endereços eletrônicos associados à tecnologia