Noosfero: plataforma web livre para a criação de redes sociais autônomas

finalista 2017

Instituição
Cooperativa de Trabalho em Tecnologias Livres
Endereço
Rua Marechal Floriano, nº 28, sala 301 Canela - Salvador - Bahia - Brasil - Canela - Salvador/BA
E-mail
contato@colivre.coop.br
Telefone
(71) 3331-2299
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Rodrigo Nunes Souto(71) 9813-17714rodrigo@colivre.coop.br
Resumo da Tecnologia

Noosfero é uma plataforma web de mídia livre para criação de redes sociais, educacionais, de economia solidária e cidadania que possui as funcionalidades de blog, sites, sistema de gestão de conteúdo multimídia e comércio eletrônico em um mesmo sistema. Lançado em 2009 pela Colivre como um projeto de software livre que nasce no nordeste para permitir que coletivos e instituições nacionais e internacionais deixassem de ser apenas usuários de serviços proprietários de redes sociais para se tornarem provedores autônomos de serviços de mídia livre e social na rede mundial de computadores.*{ods4},{ods8},{ods10},{ods12},{ods17}*

Tema Principal

Educação

Tema Secundário

Renda

Problema Solucionado

O Noosfero surge por conta da necessidade de uma plataforma multimídia com licença livre que viabilize a criação de redes sociais para emancipação tecnológica e comunicacional na Internet de territórios, pontos de cultura, instituições educativas, organizações e empreendimentos solidários. Para isso, reúne diversas funcionalidades que permitem que coletivos e instituições tenham seus próprios provedores de rede social, com total autonomia sobre sua rede, controle em relação aos dados gerados, além de garantia da segurança e confidencialidade de suas informações.
A proposta do Noosfero é que coletivos e organizações deixem de ser simplesmente consumidores de serviços de redes sociais proprietárias e tenham um sistema de produção da sua própria rede social, com autonomia e licenças livres, já que serviços de redes sociais corporativas são redes privadas transnacionais, com interesses comerciais e que aplicam seus próprios termos e condições sem transparência ou consonância com os interesses públicos locais. Dessa forma, qualquer indivíduo, coletivo ou organização pode ter ou integrar uma rede social autônoma, contribuindo colaborativamente no desenvolvimento da plataforma.

Objetivo Geral

Ser uma plataforma colaborativa para a criação de redes sociais, educacionais, de economia solidária, participação social e mídia livre que siga os princípios do software livre para buscar a emancipação tecnológica de territórios, instituições educativas, organizações e empreendimentos.

Objetivo Específico

O Noosfero provê um CMS por usuário para garantir-lhe autonomia e livre expressão e permite:
Publicação de conteúdos nos formatos texto, imagem, vídeo, áudio, etc;
Edição colaborativa de conteúdos inspirado no modelo wiki;
Vínculos sociais entres pessoas e grupos;
Apresentação de produtos e sua comercialização;
Funcionalidades específicas através de plugins;
Instalação da plataforma não exige de custos específicos relacionados à aquisição de licença ou permissão de terceiros;
Mobilizar pessoas e organizações para a necessidade de uma plataforma livre para garantir independência, autonomia e privacidade na Internet;
Construir um ecossistema de colaboradores do Noosfero por meio de atividades em eventos de software livre, de mídia livre, de participação social, de inovação tecnológica, realizando parcerias com organizações e Universidades para colaborarem no desenvolvimento da plataforma e difundindo o conhecimento técnico sobre a mesma.

Descrição

O Noosfero é uma plataforma livre para construção de redes sociais autônomas, com características que permitem fácil adaptação para as mais variadas necessidades de comunicação das mais diversas temáticas, sejam redes econômicas, educacionais, de participação social, de pontos de cultura, de observatórios do trabalho, intranets, provedores de blogs, etc. Com o Noosfero, a organização deixa de ser apenas usuária de serviços proprietários e passa a ser provedora de uma rede social.
O foco de uma rede social Noosfero é a produção e publicação de conteúdo multimídia, tudo que é inserido na rede é compartilhado colaborativamente e de forma descentralizada. Além do recurso de rede social, permite que cada perfil tenha autonomia sobre seu conteúdo e recursos de blogs, vídeos, fóruns, agenda, layout próprio, mural de recados, chat. A concepção do Noosfero se deu em 2007 por meio de uma consulta do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) para a Colivre, após 1o mapeamento de economia solidária no Brasil (2005), que queria potencializar o uso das informações obtidas para que elas servissem para construção de política públicas, pesquisa universitária e fortalecimento das ações do movimento de Ecosol. Para atender a demanda do FBES a Colivre propôs a criação de uma plataforma livre para construção de uma rede social e econômica e, ao mesmo tempo, contribuir para constituição de redes e cadeias solidárias entre os empreendimentos no Brasil. Simultaneamente, em agosto de 2007 a Ynternet.org (fundação suíça sem fins lucrativos) procurou a Colivre para criação de uma plataforma para publicação de conteúdo digital por usuários de projetos de inclusão digital na África e em universidades europeias. Percebendo a convergência entre os projetos, a Colivre propôs a criação de uma plataforma comum para potencializar os recursos, expertises e saberes. Desde o início do processo a Colivre definiu que essa tecnologia adotaria licença livre e também o modelo de desenvolvimento tecnológico aberto e colaborativo de comunidades internacionais de software livre. Logo depois, se juntaram ao processo a Associação Software Livre.org (ASL), que visava montar uma rede social para os Projetos de Software Livre do Brasil, e o Instituto Paulo Freire (SP) que desejava realizar um sonho de Paulo Freire: criar uma rede social para conectar pessoas, instituições e projetos que adotam o seu método na Educação. A primeira versão do Noosfero foi lançada em 29 de maio de 2009, durante o III Encontro Nordestino de Software Livre e o IV Festival de Software Livre da Bahia, juntamente com as três primeiras redes: Software Livre Brasil ligado a ASL.org, Rede Unifreire do IPF e Cirandas.net do FBES. O processo de desenvolvimento do Noosfero se dá quase que exclusivamente pela internet através do site http://noosfero.org, ambiente digital cedido pela Colivre onde todo o processo de criação é aberto, dentro de critérios e padrões internacionais de uma comunidade de software livre. O Noosfero surge com o objetivo de ser uma plataforma web livre que viabiliza tecnologicamente a criação de redes de mídia livre para emancipação tecnológica e comunicacional na Internet de territórios, pontos de cultura, instituições educativas, organizações e empreendimentos solidários. Para isso, reúne diversas funcionalidades voltadas tanto para redes sociais quanto gestão de conteúdos como: fóruns, blogs, galerias de imagens e vídeos, agenda de eventos, mural de recados e atividades, instant messenger, perfis de comunidade e empreendimentos com e-commerce, categorização de conteúdos, dentre outras. Além disso, o Noosfero provê a autonomia sobre cada rede, controle em relação aos dados gerados, além de garantia da segurança e confidencialidade de suas informações. O trabalho colaborativo está na gênese do Noosfero, onde todos os atores sociais envolvidos no processo têm a possibilidade de acessar, usar, produzir e compartilhar livremente as informações - seja em termos de códigos ou conteúdos. Isso possibilitou que instituições como a Universidade de Brasília, Universidade do Estado de São Paulo e o Serviço Federal de Processamento de Dados fizessem parte da comunidade de desenvolvimento do Noosfero e se tornassem parceiras da Colivre. Isso ocorre em diferentes dimensões, por exemplo, a partir de ciclos mensais de desenvolvimento colaborativo de novas versões do software, com a participação da comunidade Noosfero na construção de novas redes sociais e também na dimensão da participação na produção de conteúdos, fomentando a construção coletiva de textos e artigos multimídia, a participação em fóruns temáticos, a divulgação e compartilhamento de informações entre toda a comunidade de forma fácil e horizontal. Além disso, acontecem alguns encontros presenciais para discutir usos e melhorias na plataforma, como o Encontro Comunitário Noosfero, que teve várias edições durante o Fórum Internacional de Software Livre (Fisl) que acontece anualmente na cidade de Porto Alegre

Resultado Alcançado

Após oito anos de existência, o Noosfero já é utilizado por organizações, coletivos, empreendimentos e usuários situadas em todos os estados e regiões do país por meio de projetos como o Cirandas.net, Rede Escambo.org; Rede SoftwareLivre.org; Blogoosfero.cc, entre outros. Inclusive, fora do país, que além de Alemanha e Suíça, já é usado até por uma rede Japonesa chamada World Museum Project e por uma rede internacional de educação artística chamada Another Rodmap for Arts Education. Por ser um projeto de software livre permitiu que outras organizações que se beneficiam da plataforma pudessem fazer parte da comunidade de desenvolvimento da ferramenta, como é o caso da USP, da UNB, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Esse ecossistema de colaboração permitiu autonomia tecnológica a essas e outras organizações além de possibilitar o desenvolvimento do Noosfero dentro das melhores práticas e critérios internacionais de software livre. A dinâmica de produção do software livre e a lógica de produção da economia solidária (Ecosol) e da cooperação de diversas organizações fomenta novas relações econômicas. O projeto Noosfero permitiu a viabilidade econômica da Colivre enquanto empreendimento solidário e o fortalecimento do movimento de Ecosol no Brasil através da rede Cirandas.net.
Do ponto de vista estatístico, temos os seguintes números dentro dos ambientes que estão públicos na comunidade Noosfero: 8,9 mil pessoas ligadas aos grupos de usuários, desenvolvedores, ONG's e ativistas pela liberdade do conhecimento na Rede Software Livre.org; 5,1 mil usuários e mais de 200 comunidades da rede social provedora de blogs Blogoosfero; 10 mil usuários e 702 empreendimentos solidários no Cirandas.net de todos os estados e regiões do país; 91,3 mil usuários,ligados à Universidade de São Paulo (USP) que integram a rede Social STOA; 900 alunos das 7ª e 8º série de escolas da rede pública de ensino da Bahia que integram o projeto TecCiência; 190 jovens entre 12 e 18 anos em situação de risco em Porto Alegre (RS) que utilizam o ambiente virtual de aprendizagem (http://ur1.ca/ekztj); 12,3 mil usuários ligados à Universidade Católica do Salvador; 298 usuários e mais de 100 cooperativas da Rede Olá: A Rede Social Cooperativista; 2371 usuários e 235 comunidades da rede nacional de participação social Participa.br;

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Brasília / Distrito FederalMovimento de Economia Solidária do Brasil http://cirandas.net/05/2009
São Paulo / São PauloRede Unifreire do Instituto Paulo Freire (IPF)05/2009
Porto Alegre / Rio Grande do SulMovimento de Software Livre do Brasil (http://softwarelivre.org/)05/2009
São Paulo / São Paulocomunidade de blogueiros/as e midialivristas do Brasil http://blogoosfero.cc/08/2011
São Paulo / São PauloComunidade acadêmica da Universidade de São Paulo https://social.stoa.usp.br/12/2012
Salvador / BahiaCooperativas da Bahia http://ola.coop.br/10/2014
Salvador / BahiaComunidade Acadêmica da UCSAL http://noosfero.ucsal.br/institucional05/2015
Salvador / BahiaRede de Intercâmbio de Produção Educativa UFBA http://ripe.ufba.br/ripe/o-projeto10/2011
Salvador / BahiaTecCiencia - Educação, Ciência e Tecnologia - http://tecciencia.ufba.br/08/2009
Salvador / BahiaOrganiza Aê! - http://organiza-ae.org/02/2015
Salvador / BahiaLabor - Plataforma Co-labore, Bosque das Bromélias - https://labor.ufba.br/09/2014
Salvador / BahiaRede de Intercâmbio de Produção Educativa UFBA http://ripe.ufba.br/ripe/o-projeto10/2016
São Luís / MaranhãoSecretaria de Direitos Humanos e Participação Popular05/2015
Gama / Distrito FederalUnB – Faculdade do Gama https://fga.unb.br/01/2014
Belo Horizonte / Minas GeraisParticipa Mais01/2018
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adolescentes
Adulto
Afrodescendentes
Agricultores
Agricultores Familiares
Alunos do ensino fundamental
Alunos do ensino superior
Assentados rurais
Catadores de material reciclável
Empreendedores
Gestores Públicos
Jornalistas
Jovens
Lideranças Comunitárias
Organização não Governamental
População em geral
Produtores rurais - Grandes
Produtores rurais - Médios
Produtores rurais - Pequenos
Professores do Ensino Médio
Professores do Ensino Superior
Profissionais de Saúde
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Para instalar uma rede social Noosfero é necessário contratar um servidor de hospedagem, ou caso a pessoa ou organização queira ter um servidor próprio é necessário um computador com pelo menos 8GB de memória RAM, com 2 cores de processamento, 30 GB de armazenamento e sistema operacional Debian GNU/Linux e conexão com Internet banda larga.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Computador 3 mil ou aluguel por mês de uma máquina de 80 a 100 reais
registro de domínio 40 a 50 reais por ano
manutenção
custo de trabalho
rede de 5 mil usários - 1 desenvolvedor, um comunicador e um gestor
30 mil usuários - 3 desenvolvedores, 2 comunicadores e 2 gestores
100 mil - 5 desenvolvedores, 5 comunicadores e 3 gestores

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Centro de Competência de Software Livre (CCSL) do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USPContribuição com o desenvolvimento de novas funcionalidades, como a Infraestrutura de Plugins do Noosfero
Universidade TU Dresden da Alemanhaeles contribuem no desenvolvimento de novas funcionalidades e com a tradução do Noosfero para o Alemão
Chukyo University’s Department of Information Media Engineeringtradução do Noosfero para o Japonês e utilização do projeto na Ásia
Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)desenvolvimento de novas funcionalidades e correção de erros no sistema
Associação Software Livre.orgAlém de difusão do projeto Noosfero, eles contribuíram para tradução do Espanhol e Esperanto.
Universidade de Brasília (Unb)mantém uma rede Noosfero, desenvolvem funcionalidades e fazem correção de bugs
Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES)financiamento do desenvolvimento e utilização no cirandas.net
Universidade Federal da Bahia (UFBA)mantém uma rede Noosfero, desenvolvem funcionalidades e fazem correção de bugs
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Noosfero customizado para instituições de ensinoBaixar
Atuação em Midialivrismo e ComunicaçãoBaixar
Release NoosferoBaixar
Declaração Professor Nelson PrettoBaixar
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Dilma Vana Rousseff ex-presidenta do Brasil sobre o lançamento da Política Nacional de Participação Social e do portal desenvolvido com Noosfero Participa.br declarou em 23/05/14 "Por meio desse portal, agora os brasileiros vão ter mais um canal aberto de diálogo direto com o governo federal. Portal que inclusive foi construído em software livre e com tecnologia nacional"; Fabio Kon, professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP: Por volta de 2012, a tecnologia do Stoa usava já estava defasada.Por isso fizemos uma pesquisa sobre quais seriam os softwares livres existentes que permitissem implantar um sistema de colaboração com qualidade. A gente acabou optando por uma que a gente conhece tem algo tão bom para uma universidade a produção de e a produção de conhecimento livre.