Construindo Feiras de Base Agroecológica-Cultural

certificada 2019

Instituição
Universiade Federal do Piaui
Endereço
UFPI Centro de Ciências Humanas e Letras Campus Ministro Petrônio Portela - Ininga - Teresina/PI
E-mail
valeriasilvathe@gmail.com
Telefone
(86) 3215-5784
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Cristiane Lopes Carneiro D'Albuquerque(86) 99950-6074clcsouza.pi@hotmail.com
Lila Cristina Xavier Luz(86) 9997-09662lilaxavier@hotmail.com
Marlúcia Valéria da Silva(86) 99911-9979valeriasilvathe@gmail.com
Resumo da Tecnologia

A TS construção de feiras de base agroecológica-cultural articula iniciativas institucional/comunitárias para viabilizar a comercialização de produtos da agricultura sustentável e da arte/artesanato do município, cuidando em realçar a dimensão política, cultural, educativa e formativa da Agroecologia. Adota o pensamento complexo; metodologias horizontais de trabalho; diálogos com rurais e urbanos, com artesãs e artistas; instituições; com experts de cada área. Constitui equipes de alunos e docentes objetivando consolidar vias para a segurança alimentar, visibilidade da arte/artesanato, empoderamento de mulheres, melhoria da renda e dos cuidados ambientais.*{ods2},{ods8}*

Tema Principal

Renda

Tema Secundário

Alimentação

Problema Solucionado

A construção de feiras de base agroecológica enquanto extensão universitária da UFPI nasceu da necessidade imediata de se gerar espaço de comercialização dos produtos oriundos da transição agroecológica de 05 comunidades rurais do município. A transição vem sendo coordenada pela Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica-CMAPO, da qual a UFPI faz parte. O aumento e a diversificação de produtos, alcançados com a assistência técnica prestada encontraram na feira um potente recurso de venda direta, com preço justo, estabelecendo o vínculo com os consumidores e possibilitando à comunidade teresinense o acesso ao alimento limpo de agrotóxicos. A TS possibilita tb inclui mulheres urbanas, por meio da comercialização de arte/artesanato locais, valorizando-os. A TS, assentada nos princípios da Agroecologia, toma com igual prioridade: a) a questão de gênero; b) o fortalecimento da cultura local; c) a seg/soberania alimentar; d) a relação univXcomunidade; e) a troca horizontal de conhecimentos; f) o diálogo rural-urbano e g) a formação acadêmica complexa. Esta TS pode ser implantada por qualquer IFE ou outra instituição que trabalhe com a epistemologia da Agroecologia.

Objetivo Geral

Dispor aos teresinenses espaço de geração de renda,comercialização/fruição de produtos e práticas agroecológicas, artísticas e de artesanato; troca de experiências, empoderamento,conhecimentos e criação entre pessoas do campo e da cidade, da academia e da comunidade, visando o bem viver coletivo

Objetivo Específico

-Ensejar a comercialização da produção agroecológica, de natureza agrícola, alimentar, artística e cultural de Teresina -Contribuir para o empoderamento das mulheres envolvidas -Propiciar a melhoria de renda de famílias agricultoras, artesãs e artistas -Incentivar a gestão partilhada -Fomentar os vínculos produtores-consumidores dos espaços agroecológicos -Contribuir para o rompimento da invisibilidade persistente das populações rurais -Gerar um espaço permanente de convivência cultural em Teresina -Estimular práticas de cuidados ambientais no município -Oportunizar ao público acadêmico espaço para a realização de ensino/pesquisa/extensão embasados no pensamento complexo e na Agroecologia -Suscitar as práticas de formação acadêmica complexa -Estimular a aproximação univXcomunidade -Ensejar experiências de troca horizontal de conhecimentos -Colaborar com o processo de certificação da produção agroecológica de Teresina -Apoiar a construção da política de agroecologia de Teresina

Descrição

A presente TS foi motivada pelo trabalho local com a Agroecologia e a necessidade de gerar espaço de comercialização para mulheres horticultoras e artesãs do município, como estratégia de empoderamento das mesmas e de afirmação da Agroecologia e da cultura local. Foi motivada tb pela ausência de feiras em Teresina que possibilitasse aos consumidores o acesso a alimentos seguros e à arte/artesanato locais. Razão igualmente importante foi a crítica à prática científica assentada no paradigma cartesiano e à formação acadêmica tecnicista. Como fundamento epistemológico, tem-se o paradigma emergente, para o qual a realidade é sempre complexa; postulando relação entre produção material e simbólica; a validade de todos os conhecimentos e a transdisciplinaridade na ciência; a dialogicidade entre a ciência e a experiência e entre a academia e a comunidade. Entende que a ciência não é neutra, logo é particícipe das práticas de poder vigentes. Assim, dar vida a esta TS implica construir um desenho crítico que junte a produção agroecológica e a produção simbólica e política das comunidades rurais e urbanas, expressas na imediaticidade da comercialização e das relações partilhadas. Compreender a formação universitária assentada no ensino, pesquisa e extensão como experiências simultâneas -nunca momentos estanques, em espaços isolados- entendendo o ato pedagógico como troca horizontal de conhecimentos. Valorizar o conjunto trabalho intelectual-trabalho manual e adotar estratégias de gestão e execução partilhada, transdisciplinar, empoderando os sujeitos envolvidos em todo o percurso do que se deseja alcançar. Dar atenção à cultura local e sua importância para a afirmação dos marcos identitários dos povos; reconhecer as questões de gêneros postas a mulheres urbanas e rurais, prioritariamente às mulheres negras, desenvolvendo ações que estimulem o empoderamento desses segmentos sociais. Cuidar da sustentabilidade como tema transversal, a ser colocada como horizonte dos processos e ações. Por fim, compreender os afetos humanos como dimensão fundamental, estimulando posturas acolhedoras, colaborativas e empáticas, fomentadoras do bem viver. Com este desenho político-epistemológico a TS foi desenvolvida como segue apontado: -Elaboração do pré-projeto e planos de trabalho dos bolsistas No projeto há as seções comuns e as denominações dos ambientes da Feira: Praça da Fartura (agricultura), Praça da Criação (artesanato); Palco das Emoções (apresentações culturais); Praça dos Sabores (lanches) e Praça dos Saberes (rodas de conversa); -Articulação de equipe docente multiprofissional -Seleção de técnicas participativas a usar no trabalho -Apresentação/negociação com as comunidades -Articulação de instituições parceiras -Submissão do projeto a trâmites da instituição responsável -Elaboração/discussão de regimento da feira -Negociação de espaço físico (sede e espaço da feira), mobiliário, recursos financeiros (bolsas para discentes) e apoio institucionais quanto a montagem/desmontagem da feira e transporte de agricultores -Articulação e treinamento de equipe discente multiprofissional -Produção da identidade visual do projeto, comunidades, grupos de artesanato -Catalogação, discussão e definição com as comunidades dos hortifruti agroecológicos e de cardápio típico da cultura alimentar local (lanches da feira) -Seleção de artesãos, orientados pelo critério da cultura local e da sustentabilidade -Treinamento de feirantes- embalagem, transporte e apresentação de produtos, das mesas e caixas -Cadastro de artistas para as apresentações culturais gratuitas (colaboração voluntária do público) -Montagem de calendário e temas para as rodas de conversa voltados para a Agroecologia (com técnicos, agricult, artesãs, prof, estud) -Diálogo com instituições parceiras ao longo do processo-reuniões regulares -Produção de campanha publicitária (cartaz, faixas e mídias sociais) para a estréia da feira -Montagem e alimentação de Facebook, Instagram, Youtube -Plano de mídia local - rádio, TV, jornal -Produção do projeto arquitetônico (layout) da feira -Lançamento da primeira edição da feira -Registro e acompanhamento de vendas de artesanato, agricultura e lanche (em todas as edições) -Avaliações regulares da feira (doc, disc, comunid, artesãs, parceiros) -Orientação acadêmica ao plano de trab de bolsistas (semanal) -Realização de atividades de formação política de gênero para feirantes -Articulação e acompanhamento de consumidores conscientes (levantamentos na feira, grupo de Whats App, reuniões e visitas de campo) -Adoção de estratégias artístico-democráticas de comunicação (relatoria gráfica e instalação pedagógica) -Suporte a feirantes para a sistematização de suas experiências e apresentação em eventos -Desenvolvimento de investigações e orientação discente para a produção de trab. científicos -Introdução da gestão partilhada com feirantes -Ação sistemática quanto à embalagem plástica -Adoção do lanche típico e vegano -Parceria para distrib de mu

Resultado Alcançado

Os resultados de uma TS complexa estão para além do imediato da comercialização/renda, das apres. culturais, rodas de conversa e treinamentos gerais realizados. Os resultados precisam ser pensados também enquanto ação sinérgica, a qual enseja uma nova dinâmica nas comunidades, na vida das mulheres envolvidas, de estudantes e professores, na cidade, na universidade etc a partir da consolidação da feira conforme hoje se encontra. Mas como objetividades pode-se apresentar por UT: -Realização de: 32 edições da feira (quinzenais e extras); 30 apresent. cult. (90 artistas de gêneros, raças, linguagens e expressões diversas); 30 rodas de conversa; 30 oficinas e 30 instalações pedagógicas -Envolvimento com a Agroecologia: 90 famílias rurais (76 chefiadas por mulheres), 33 artesãs (apenas 2 homens no grupo), 06 merendeiras (apenas 1 homem no grupo) e 19 graduandos -Comercialização de 150 diferentes produtos agrícolas, in natura e/ou transformados pelas comunidades, oriundos das áreas coletivas de produção e/ou dos quintais produtivos. Variedades de PANCS têm sido introduzidas e recuperado o consumo de outras, como o inhame roxo. (ver Relat. de Extensão e Fluxo de Comerc. da Feira UFPI) -Injeção de recursos financ. junto aos grupos de mulheres participantes. Neste cenário, os recursos se constituíram em novo aporte na renda familiar dessas mulheres, possibilitando-lhes contribuir com o sustento da família e ocupar um lugar de maior protagonismo no grupo familiar. -Presença da cidade e dos segmentos invisibilizados no espaço universitário, provocando o diálogo campo-cidade, univ-comunidade, conhec científico-conhec popular -Abertura de espaço para a comercialização de arte/artesanato local, parte dele sustentável (renda/afirmação para as mulheres e valorização da cult) -Revitalização da renda de bilro e bainha aberta, antes sem espaço social para sua permanência e visibilidade (ver Relat. de Extensão) -Percepção crítica de gênero por parte das mulheres, expressa nas manifestações em rodas de conversa, cursos, entrevistas, eventos, organiz. da produção, gestão de comissões de trabalho da feira, reuniões técnicas, organização social institucional e comunitária -Realização de 05 visitas de consumidores às comunidades rurais -Realização de 01 curso de Agroecologia para bolsistas -Produção e apresentação de 14 trab científicos em eventos nac/internac -Produção de 06 vídeos -Realização 01 intercâmbio na Serra do Ibiapaba - Ceará -Partic. no IV Enc. Nac. Agroec-BH

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Teresina / PiauíUniversidade Federal do Piauí02/2017
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adulto
Agricultores Familiares
Alunos do ensino superior
Artesãos
Assentados rurais
Jovens
Mulheres
População em geral
Professores do Ensino Superior
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

MATERIAIS: A TS em discussão, utiliza-se de: NA SEDE DO PROJETO: -Uma sala equipada com energia e ar condicionado -01 Notebook com corel draw e photoshop -01 impressora com scanner -01 datashow -01 telefone/internet -01 mesa de reunião de 2,50X1,0 m -01 armário -02 mesas para computadores -02 estabilizadores -10 cadeiras secretária PARA GUARDAR O MOBILIÁRIO: -01 sala de depósito. PARA REALIZAÇÃO DA FEIRA: -O espaço físico Rosa dos Ventos -10 mesas de 1,0X2,50 m p/ feirantes de agricultura -33 mesas de 1.20X0,80 m p/ feirantes de artesanato -05 mesas de 0,80X 2,20 m p/ merendeiras -45 cadeiras para servir às feirantes -03 mesas de 0,70X0,70 cm e 12 cadeiras para acomodação de consumidores dos lanches -Palco para apresentações artísticas -Aparelhagem de som para servir às rodas de conversa e compatível às apresentações artísticas planejadas (nesta experiência utilizamos: mesa de som, 04 microfones sem fio, 04 pedestais, 02 cx de som de alta potência) -Câmera fotográfica semi-prof -01 carrinho manual para deslocamento da aparelhagem -40 cadeiras para a roda de conversa -01 caminhão para transporte de 01 comunidade (as demais são transportadas por parceiros) -01 caminhão para transporte do mobiliário para o local do evento e devolução do mesmo ao depósito. *Todas as mesas foram confeccionadas com os quadros magnéticos fora de uso na Universidade e as bases feitas com carteiras, na mesma condição. Utilizamos recursos já disponíveis, reduzindo o impacto ao meio ambiente

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Por volta de R$ 80.000,00 distribuídos em: -Notebk/softwares/ impres/estabiliz: 5.000,00 -Datashow: 1.500,00 -Telef/intern: 2.400,00 -5 Bolsas estudantis: 24.000,00 -Mesas/cadeiras sede: 1.700,00 -Armário: 450,00 -Mesas agricultura: 5.000,00 -Mesas artesanato: 8.000,00 -mesas merendeiras: 1.500,00 -Conj. mesas consumid: 450,00 -Cadeiras: 2.400,00 -Som: 6.000,00 -Câmera: 5.000,00 -Carrinho: 600

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica-CMAPOCoordenação geral de iniciativas agroecológicas do município
Superintendência de Desenvolvimento Rural TeresinaAssessoria Técnica e apoio logístico
Comissão de Produção Orgânica do Ministério da Agricultura/PICoordenação das iniciativas de produção orgânica no estado
EMATER PiauíApoio logístico
Ministério da Agricultura, Pecuária e AbastecimentoApoio logístico
Núcleo de Experimentação em Agroecologia /CTTAssessoria técnica e apoio logístico
Superintendência de Desenvolvimento Rural do EstadoApoio logístico
Instituto Federal de Educação - Campo MaiorApoio logístico
Centro Vocacional em Agroecologia e Produção Orgânica IFPI Campo MaiorAssessoria técnica e apoio logístico
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRAApoio logístico
Núcleo de Pesquisa sobre Crianças, Adolescentes e Jovens-NUPECAssessoria acadêmica
Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas-SEMCASPIApoio logístico
Projeto Teresina Mais VerdeDistribuição de mudas/informações sobre cultivo de mudas nativas
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Relatório de atividades do primerio ano de realização da TSBaixar
Apresenta o projeto a partir do qual se desenvolve a TSBaixar
Ensaio que explica os fundamentos de construção da TSBaixar
Apresenta as estatísticas de comercialização da agric no primeiro ano da TSBaixar
Apresenta gráfico relativo à comercialização do artesanato em 2018Baixar
Artigo científico apresentado no Equador que mostra a TS na sua complexidadeBaixar
Artigo científico apresentado no Equador que evidencia o papel da TS no processo de empoderamentos das mulheresBaixar
Tabela com demonstrações gerais da comercialização da agricultura em março/2019Baixar
Artigo científico apresentado na Colômbia, evidenciando as relações experimentadas pelas mulheres negras e estímulo empoderador da agroecologia /TSBaixar
Artigo científico que trata da experiência de comercializ de artesanato na Feira UFPI e sua relação com o fortalecimento da cultura localBaixar
Artigo científico apresentando a experiência das apresentações culturais juvenis no desenvolvimento da TSBaixar
Artigo científico evidenciando a função da cultura local enquanto instrumento de construção de diálogo entre a universidade e a sociedadeBaixar
Artigo científico apreciando o processo de assistência técnica à transição agroecológica da Comunidade Ave VerdeBaixar
Artigo científico discutindo a concepção construída de sustentabilidade pelas artesãs da Feira UFPIBaixar
Artigo científico tematizando a participação social de consumidores da Feira UFPI no que respeita ao consumo conscienteBaixar
Artigo científico que avalia em que medida as estratégias de trabalho tomadas geraram resultados quanto à adoção do consumo conscienteBaixar
Relato de experiência que tematiza a vivência de alunos de graduação nas atividades de extensão e a contribuição para sua formação acadêmicaBaixar
Trabalho apres. no Equador. Mostra a política de comunic. e marketing como parte da TS, focando a diferença da abordagem e os instrumentos utilizadosBaixar
Artigo que apresenta a relatoria gráfica enquanto instrumento de democratização da comunicação na TSBaixar
Relato de experiência apresentando a relevância do uso da roda de conversa enquanto estratégia horizontal de troca de conhecimentoBaixar
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

- "Uma maravilha a roda de conversa. Agora, temos de pensar duas vezes o que vamos colocar na nossa boca" -Bia, Artesã -"Não só dinheiro né, [é tb] o conhecimento com as pessoas e as pessoas conhecem a gente -Laís, Agricult -"Nós que fazemos parte da Feira, nossa perspectiva é essa aí de conseguir a liberdade, conseguir andar com os próprios pés" -Lola, Artesã -"É ampliar horizontes.Unir o conhecimento acadêmico e a sabedoria popular mudou meu modo de pensar" -José, estud -"Aprendi a reconhecer minhas raízes, minha cultura e me orgulhar" -Ivo, estud -"Oportunidade de adquirir produtos limpos e a bom preço; incentivo à peq. produção" -Mila, consum. -"Respeito ao corpo, à terra, ao ar e aos outros seres" - Mara, consum. -"Amplia a possibilidade de escolha dos envolvidos" -Ana, Técnica