Jovens Aprendizes em Medidas Socioeducativas

certificada 2019

Instituição
Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável
Endereço
Rua Conselheiro Saraiva, 28, 8 andar - 02680126000180 - Rio de Janeiro/RJ
E-mail
fabiomuller@cieds.org.br
Telefone
(21) 2130-94455
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Fabio Antonio Muller Mariano(21) 21309-4455fabiomuller@cieds.org.br
Resumo da Tecnologia

O CIEDS, desde 2016, desenvolve o programa Jovem Aprendiz, conforme a Lei nº 10.097 (que obriga a contratação de jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes para empresas a partir de sete funcionários), inserindo no mercado, por meio das empresas contratantes, jovens em processo de capacitação. Está na origem do programa de aprendizagem do CIEDS a intenção de trabalhar com jovens cumprindo medidas socioeducativas. É estratégia e posicionamento do CIEDS a inserção de jovens em vulnerabilidade social, como os da Cota Social, no mercado de trabalho por meio do primeiro emprego é a oportunidade de também trabalhar a inserção de jovens em medida socioeducativa.*{ods4},{ods8}*

Tema Principal

Renda

Tema Secundário

Educação

Problema Solucionado

Um desafio para o jovem que se interessa ou necessita trabalhar é encontrar uma oportunidade que respeite sua condição de pessoa em desenvolvimento e garanta seus direitos trabalhistas e previdenciários, sem deixar de estimulá-lo a continuar os estudos e o desenvolvimento profissional. O desemprego e a rotatividade são muito maiores entre os jovens – não porque eles não sabem o que querem ou porque o mercado não os queira, mas porque, na grande maioria das vezes, o ingresso no mercado de trabalho se dá de forma precária, sem acesso à qualificação adequada e com jornadas que desestimulam a continuidade dos estudos. Quando falamos em jovens cumprindo medidas socioeducativas, os órgãos de defesa dos direitos humanos alertam para a importância de profissionalizar estes jovens, como etapa fundamental para a garantia da inserção social. Mesmo com a regulamentação do Programa Jovem Aprendiz, os 2.075 internos do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE) enfrentam maiores desafios para efetivamente serem incluídos nesse processo, seja por resistência das empresas ou seja por sua baixa qualificação profissional.

Objetivo Geral

O Programa de Aprendizagem facilita o acesso de adolescentes e jovens, prioritariamente em contextos de vulnerabilidade social e em medidas socioeducativas, ao mercado de trabalho, por meio da Lei de Aprendizagem (10.097/2000).

Objetivo Específico

Promover novas perspectivas de futuro para adolescentes e jovens, sobretudo em situação de vulnerabilidade social e em medidas socioeducativas, por meio do primeiro trabalho formal, do seu desenvolvimento formal e da ampliação de repertório sócio cultural com uma formação teórico e prática Promover a geração de renda para os jovens em situação de vulnerabilidade social e/ou em medidas socioeducativas e suas famílias; Incluir e apoiar os participantes na trilha de novos e diversos projetos de vida, fortalecendo também a confiança no futuro Fomentar um trabalho articulado em rede entre escolas, famílias e empresas, potencializando ações em prol do desenvolvimento integral dos participantes; Apoiar adolescente e jovens a valorizarem e encontrarem no trabalho caminhos para a promoção social, para o suporte aos seus projetos de vida e para aumentarem a confiança em um futuro mais justo e próspero. Fomentar a adoção de práticas inclusivas pelas empresas parceiras.

Descrição

Para o CIEDS, é fundamental investir na aprendizagem profissional pois a falta de oportunidades compromete o futuro do jovem e do nosso país. Há quem diga que o jovem que esteja cumprindo medidas socioeducativas não mereça uma segunda chance, que ele pouco irá contribuir para a vida em sociedade. Porém, em meio a tanta descrença para com o futuro, o programa Jovem Aprendiz CIEDS, tendo a convicção de que cada pessoa possui em si mesma o potencial para se desenvolver, resolveu fazer diferente dando a esses jovens a oportunidade de reescrever suas histórias. Está na origem do programa de aprendizagem do CIEDS a intenção de trabalhar com jovens cumprindo medidas socioeducativas. Em 2017, uma consultoria externa contratada para avaliar a percepção de valor do programa pelo RH das empresas e estabelecer os nossos diferenciais competitivos, jogou luz sobre os desafios que enfrentaríamos, como entidade formadora, ao trabalhar com inserção de jovens em medida socioeducativa. Dentre eles, barreiras culturais e de preconceito por parte de algumas empresas. No entanto, os desafios apresentados e as oportunidades de impacto social positivo trazidos pela consultoria apenas reforçaram a estratégia e o posicionamento antes delineados: inserção de jovens em vulnerabilidade social, como os da Cota Social, no mercado de trabalho por meio do primeiro emprego. O primeiro desafio foi identificar empresas que aceitassem receber estes jovens. O programa de aprendizagem consiste na preparação de jovens por meio da capacitado na instituição formadora e na empresa, combinando formação teórica e prática. Considerando que existem barreiras para que as empresas recebam estes jovens, o CIEDS optou por alocá-los, como sua própria força de trabalho, apoiando o desenvolvimento das atividades administrativas. Esse formato do Programa Jovem Aprendiz segue em vigor até hoje, sendo continuadamente acompanhado pelos supervisores do programa e tutores responsáveis por cada jovem presente a nossa instituição. A formação técnico-profissional é constituída por atividades teóricas e práticas em estrita conformidade com a legislação, organizadas em tarefas de complexidade progressiva, em programa correlato às atividades desenvolvidas nas empresas contratantes. O objetivo é proporcionar ao aprendiz uma formação profissional básica. Essa formação realiza-se no programa de aprendizagem desenvolvido pelo CIEDS, que está legalmente qualificado, em espaço físico específico. O aprendiz com idade entre 14 e 24 anos, matriculado no curso de aprendizagem profissional, é admitido por estabelecimentos de qualquer natureza que possuam empregados regidos pela CLT. Em se tratando de aprendizes na faixa dos 14 aos 18 anos, a matrícula em programas de aprendizagem deve observar a prioridade legal atribuída aos Serviços Nacionais de Aprendizagem e, subsidiariamente, às Escolas Técnicas de Educação e às Entidades sem Fins Lucrativos (ESFL), que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e a educação profissional, registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). O objetivo desta metodologia proporciona ao aprendiz uma formação profissional básica e oportuniza a geração de renda, a ampliação de repertório, o networking e fortalece a autoconfiança. Por meio do Jovem Aprendiz CIEDS, os jovens conhecem e desenvolvem habilidades comportamentais fundamentais no dia a dia do mundo corporativo tais como comunicação, proatividade e trabalho em equipe. Tudo isso na prática, com uma programação que integra o conteúdo programático dos cursos a vivências culturais e experiências que ampliam o repertório sociocultural dos participantes. Inclui-se na programação o desenvolvimento de atividades que despertem o engajamento cívico por meio de ações voluntárias, criadas pelos próprios jovens, em que temas como meio ambiente, igualdade de gênero e engajamento comunitário são abordados. O nosso país tem potencial para empregar até 1,8 milhão de jovens aprendizes (de acordo com o Ministério Público do Trabalho, considerando o total de médias e grandes empresas no país e o percentual máximo de contratação de aprendizes que, segundo a legislação, é de 15% sobre o efetivo de funcionários). Entretanto, apenas cerca de 400 mil jovens estão inscritos no programa de aprendizagem profissional. Isso aponta o potencial e a urgente necessidade de reaplicabilidade desta tecnologia social.

Resultado Alcançado

- De março de 2018 a março de 2019 o programa gerou mais de R$ 4 milhões em renda para os jovens e suas famílias construírem um futuro mais próspero. - No mesmo período, 951 jovens participaram do programa. Destes 8% ingressaram no ensino superior e 44% no ensino técnico. Considerando ainda que o principal desafio é o de sensibilizar as empresas a participar do programa Jovem Aprendiz com jovens que estejam cumprindo medidas socioeducativas, também é nosso objeto conhecermos o resultado desta proposta na perspectiva dos jovens que estão alocados dentro da estrutura do CIEDS e dos gestores que trabalham quase que diariamente com eles. Considerando ainda que o principal desafio é o de sensibilizar as empresas a participar do programa Jovem Aprendiz com jovens oriundos de medidas socioeducativas, também é nosso objeto conhecermos o resultado desta proposta na perspectiva dos jovens que estão alocados dentro da estrutura do CIEDS e dos gestores que trabalham quase que diariamente com eles. São resultados: - Como eles achavam que eram vistos pelos outros antes de iniciar no programa: “Sem futuro”, “Má influência, abusado, sem respeito”, “Era visto como ameaça iminente”, “Eu era desprezada”. Durante o desenvolvimento do programa: “Como um jovem responsável e trabalhador”, “Sou visto como uma pessoa que deu a volta por cima”, “Como um orgulho pra minha mãe”. - Refletindo do ponto de vista dos gestores do CIEDS que trabalham como tutores dos jovens aprendizes oriundos de cota social de medida socioeducativa, realizamos com estes uma roda de conversa sobre o início das atividades até o dia desse encontro (28/08/2018), tendo sido possível concluir - a despeito do convívio e parceria profissional que os gestores tiveram com os jovens - que a oportunidade do trabalho como aprendiz para um jovem que cumpriu sua medida socioeducativa, ou que ainda está cumprindo, oferece a esses jovens oportunidades de saírem de seus territórios que, por muitas vezes, os influenciam mais à reincidência, ou descrença de um futuro seguro.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro02/2016
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adolescentes
Jovens
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Espaço físico para a realização das formações teóricas, cadeiras, quadro, materiais de papelaria, computadores (recomendável uma sala de informática), estrutura através de parcerias para o desenvolvimento de atividades externas tais como visitas a museus, exposições, fóruns e palestras, pontos turísticos, etc, apostilas distintas para cada formação técnica, internet. Espaço físico para a equipe desenvolver a atividades de gestão e busca de empresas para a contratação dos jovens, equipados com mesa, cadeira, computador, telefone, internet e material de papelaria.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

O custo anual para a formação de 30 jovens gira em torno de R$ 97.200,00. Destaque-se que não se incluem os custos de salários e benefícios dos aprendizados que são pagos diretamente pelas empresas contratantes.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
UVA - Universidade Veiga de AlmeidaCessão de espaço
SITAWI – Finanças do BemFormação prática dos jovens
GastromotivaFormação prática dos jovens
Associação Saúde CriançaFormação prática dos jovens
Museu Histórico NacionalCessão de espaço
Rede CidadãCooperação Técnica
IPHACCooperação Técnica
Projeto RUASFormação prática dos jovens
AtadosEspaço de voluntariado
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

Jovens: “Este projeto, estar aqui, me trouxe de volta a possibilidade de sonhar.” “Aqui (no CIEDS) o meu passado não me condena.” Profissional de RH de empresa: “Eu ficaria extremamente feliz se eu visse um desses jovens (DEGASE) dentro da nossa empresa. Olha, ia fechar com chave de ouro. Ter aquele jovem trabalhando com a gente e ver aquela vida ali transformada.” Diretora do CECAP - Centro de Capacitação Profissional: “O programa Jovem Aprendiz CIEDS vai garantir a esses jovens uma qualificação de excelência, uma vez que oferece não só a teoria como a prática no processo de aprendizagem. Estamos muito satisfeitos com essa parceria, que nos permitirá atender jovens que estão em vulnerabilidade e risco social. Estamos dando a essas pessoas a oportunidade de inclusão.”