Redes de Territórios Educativos

certificada 2019

Instituição
Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável
Endereço
Rua Conselheiro Saraiva, 28, 8 andar - 02680126000180 - Rio de Janeiro/RJ
E-mail
fabiomuller@cieds.org.br
Telefone
(21) 2130-94455
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Fabio Antonio Muller Mariano(21) 21309-4455fabiomuller@cieds.org.br
Fernanda Colmenero Melo de Moura(21) 99234-3224fcolmenero.rj@cieds.org.br
Jose Claudio da Costa Barros(21) 98484-9438joseclaudio.rj@cieds.org.br
Resumo da Tecnologia

As Redes de Territórios Educativos pretendem estimular ações em rede de organizações da sociedade civil que atuam no campo do desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, fortalecendo o atendimento à este público através do estímulo a formação de territórios educativos e articulados, onde todos os atores tenham a centralidade de suas ações focadas no desenvolvimento integral destas crianças e adolescentes. Para tanto, se guia através de quatro pilares estratégicos: educação para além dos muros da escola, a corresponsabilização de atores na perspectiva da ação interinstitucional; a articulação de políticas públicas e o fortalecimento de organizações da sociedade civil.*{ods4}*

Tema Principal

Educação

Problema Solucionado

A tecnologia das Redes de Territórios Educativos emergiu da percepção de que havia um conjunto de ações sendo empreendidas por Organizações da Sociedade Civil com foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes de forma isolada, não estando integradas entre si e tampouco com as políticas públicas dos territórios. Sabemos que as resoluções para os problemas sociais não partirão de um só setor da sociedade. É preciso diálogo, integração, esforço conjunto. E por ser um processo orgânico, as Redes de Territórios Educativos não são uma ação puramente institucional nem que se efetiva em curto prazo: demanda tempo e dedicação dos envolvidos. A partir destas premissas, se bem estruturadas e trabalhadas em formato contínuo, pode-se vislumbrar e percorrer caminhos para a resolução das questões sociais localizadas nos territórios, tais como: altos índices de evasão escolar, baixa/nenhuma interface entre equipamentos e políticas públicas presentes nos territórios, baixa articulação entre os equipamentos públicos que realizam atendimentos a crianças, adolescentes e suas famílias e as organizações sociais que também realizam algum tipo de atendimento a estes públicos, entre outr

Objetivo Geral

Articular redes de Organizações da Sociedade Civil e outros atores locais para que possam interagir, discutir, desenvolver e implementar ações relacionadas ao desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, de acordo com as necessidades do território.

Objetivo Específico

- Fortalecer as capacidades institucionais e técnico-programáticas de organizações que atuem com crianças e adolescentes, na perspectiva da ação integrada e do desenvolvimento integral da criança e do adolescente; - Criar oportunidades de ação integrada, de parcerias e em rede entre organizações sociais, escolas, unidades de assistência, coletivos e outros atores nos territórios; - Instrumentalizar os atores e articulações locais com ferramentas de diagnóstico e mapeamentos participativos que lhes permitam ter um olhar ampliado e uma reflexão coletiva sobre sua realidade. - Fortalecer elos de confiança entre atores interinstitucionais (A confiança e´ um dos princípios da construção de interfaces nas Redes. Uma relação de confiança entre atores interinstitucionais surge quando se cria espaço para a cooperação, o comprometimento dos atores, a circulação de ideias, a superação das diferenças, o aumento da comunicação e a apresentação de resultados.)

Descrição

As Redes de Territórios Educativos têm como objetivo principal articular redes de Organizações da Sociedade Civil e outros atores locais para que possam interagir, discutir, desenvolver e implementar ações relacionadas ao desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, de acordo com as necessidades do território. Desta maneira, age no intuito de contribuir para o desenvolvimento institucional e técnico de organizações que atuem com este público, na perspectiva do desenvolvimento integral dos beneficiários diretos e indiretos. Entende que isto se dá fomentando e ampliando ações parceiras, integradas e interinstitucionais entre organizações sociais, escolas, unidades de assistência, coletivos e outros atores dos territórios. Ao mesmo tempo, busca fortalecer a autonomia e sustentabilidade das redes, e as políticas públicas de educação integral que desenvolvam a criança, o adolescente e o jovem em diferentes dimensões e integralidade das ações A perspectiva metodológica da tecnologia ancora-se em quatro principais pressupostos: (a) Educação para além dos muros da escola – compreensão de que a educação integral fornece melhores condições às crianças e aos adolescentes para reflexão, compreensão e intervenção no mundo, comprometida com o bem comum e a convivência solidária; (b) Uma modelagem de atuação interinstitucional – fomento a diferentes atores do território atuem conectada e conjuntamente, dividindo o mesmo espaço geográfico, social e simbólico, e construindo juntos novas significações para seus espaços em esforços coletivos, colaborativos e de promoção do desenvolvimento local. (c) Articulação de políticas públicas: fomento a capacidade de diálogo e construção colaborativa entre diferentes órgãos, departamentos e secretarias de governo, de modo articulado e integrando conteúdos e práticas de diferentes campos de conhecimento, potencializando assim os resultados de diferentes setores de políticas. (d) Fortalecimento de organizações da sociedade civil: foco no fortalecimento institucional e programático das OSC’s que atuam com crianças e adolescentes e na aproximação destas com escolas, unidades locais da política de assistência social e outros atores do território para uma ação integrada como força motriz de todo o programa, em todas as suas fases. As atividades e estratégias distribuem-se em ciclos programáticos organizados conforme descrevemos a seguir: Ano 1: Ideação e diagnóstico: Nesta fase, é realizado o diagnóstico e mobilização inicial e engajamento dos diversos atores do território para a implantação da Rede. Grande parte desta atuação é feita pela equipe contratada de articuladores locais (pessoas que conheçam a realidade local e lá residam). Além disso, no final do primeiro ano é realizado um encontro onde é realizada uma eleição para constituição de um Grupo Gestor, formado por organizações sociais locais, que passam a ter o papel de dirigir esta rede, pensando prioridades de ação, atividades de engajamento de outros atores estratégicos do local, etc. Ano 2: No segundo ano, além de fortalecer a gestão das redes criadas, intensifica-se a mobilização territorial aproximando escolas municipais, postos de saúde, unidades da assistência social e diversos outros atores locais com as organizações sociais na perspectiva da educação integral e da construção de bases para uma ação coletiva. Aqui o território é visto como locus da ação. Os municípios são divididos em regiões, considerando as divisões já existentes e utilizadas pelas políticas públicas de forma que cada região tenha autonomia para se conectar e desenhar ações que culminem em um território mais integrado e articulado. Para além disso, é feito um esforço na perspectiva de desenvolver capacidades técnicas de gestão e programáticas junto às organizações que atuam no território, façam elas parte do Grupo Gestor eleito ou não. Oficinas de elaboração de projetos, captação de recursos, monitoramento e avaliação, prestação de contas, trabalho social com famílias, esporte como ferramenta de transformação social são algumas das formações realizadas. Cabe destacar que a indicação de demandas formativas vem dos territórios, de acordo com as características locais. Ano 3: Neste momento, é esperado que esteja consolidada a capacidade de governança das redes constituídas, através de um processo intenso de formações para fortalecimento dos grupos gestores eleitos. Fortalecem-se as capacidades de atuação coletiva e intervenção comunitária além de fornecer visibilidade para as parcerias implementadas e ações intersetoriais. Também será a fase de implantação do Fundo. Os espaços Ano 4: Com foco no fortalecimento da governança e autonomia das Redes, acompanha-se de perto o Grupo Gestor, tanto apoiando no desenvolvimento de capacidades de gestão da rede quanto aproximando de outras experiências análogas, estimulando a formação de uma Rede Nacional de Territórios Educativos.

Resultado Alcançado

Consolidação de 04 Redes de Territórios Educativos : São Luis (MA); Cuiabá (MS); Várzea Grande (MS); Aquiraz (CE); De 2015 a 2017, 165 organizações da sociedade civil – que atendem a mais de 54 mil crianças e adolescentes estiveram envolvidas nas atividades das Redes de Territórios Educativos. As redes ganharam coordenações autônomas, formadas essencialmente por instituições da sociedade civil organizada. Organizações participantes dos encontros e formações do Programa apresentaram mudanças significativas em suas práticas de gestão. Parcerias de Organizações Sociais com escolas, equipamentos públicos e empresas ampliaram-se, e a ação interinstitucional começou a ganhar força nos municípios. Após avaliação realizada no final de 2018 com as organizações sociais que fazem parte das Redes, obtivemos alguns dados e números interessantes: (a) 47,8% das OSC afirmam que suas parcerias passaram a ser mais duradouras (duração de mais de um ano) depois que passaram a participar das atividades da Rede de Territórios Educativos; (b)87% das OSC declaram que o trabalho em parceria, estimulado pela Rede, contribui bastante/totalmente para a execução de suas ações; Destacamos ainda os seguintes números: • 196 parcerias consolidadas a partir dos encontros territoriais • 2.977 crianças, adolescentes e jovens beneficiados pelo Fundo de Fomento Redes de Territórios Educativos • 83 parcerias estabelecidas por meio do Fundo • 93% das OSC obtiveram maiores e melhores resultados na intervenção com crianças e adolescentes •87% das organizações afirmam que melhoraram sua interface com a escola após a chegada do projeto • 84% de organizações afirmam que melhoraram questões relativas à sustentabilidade Assinalamos como impactos gerados: (i) A criação de redes, com mecanismos de governança instituídos, que promovem a Educação Integral; (ii) A realização de Oficinas, reuniões técnicas e seminários abarcando mais de 1.000 pessoas entre representantes de ONGs e Secretarias; (iii) O processo de avaliação identificou mudanças positivas em práticas de gestão das organizações, a ampliação de parcerias e, especialmente, o fortalecimento da ação intersetorial; (iv) Pacto pela Educação assinado em dois polos, integrando atores sociais e poder público para a construção de uma política de educação integral.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
São Luís / Maranhão03/2015
Cuiabá / Mato Grosso02/2016
Aquiraz / Ceará01/2016
Várzea Grande / Mato Grosso03/2015
Público-alvo da tecnologia
Público alvo
Adolescentes
Crianças
Gestores Públicos
Lideranças Comunitárias
Organização não Governamental
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Na implantação da Rede, é importante poder contar com algum articulador que possa realizar o papel de interlocução entre os diversos atores sociais que lá atuam. Este articulador deve conhecer e ter facilidade para circular entre as diversas esferas (principalmente entre as organizações sociais e agentes do poder público) já que ele terá o papel de estabelecer pontes e conexões entre instituições, equipamentos e políticas que atuem em áreas tais quais a educação, assistência social, saúde, esporte, lazer, cultura, entre outros. Além disso, é fundamental que seja uma pessoa do próprio território, já que isso dá legitimidade ao processo. Para os processos formativos que visam fortalecer as organizações sociais, aprimorando suas capacidades técnicas, de gestão e programáticas, é interessante que o articulador mobilize atores locais (dentro das universidades, setores de responsabilidade social de empresas, sistema S, etc). Valorizar os saberes e profissionais locais é fundamental no processo de fomento de um território educativo. Não se faz necessário que exista um local fixo de atuação, já que é esperado que se circule pelo território. Insumos e materiais necessários para a realização dos processos formativos.

Valor estimado para a implementação da tecnologia

R$ 126.000,00 por território por ano de implementação.

Instituições parceiras na tecnologia
Instituição parceiraAtuação na tecnologia social
Fundação Itau SocialFinanciadora
Secretaria Municipal de Educação de São LuisCooperação Técnica para realização dos encontros territoriais
UNIVAG - Centro Universitário de Várzea GrandeParceiro Técnico para atividades formativas; PArceria com as organização para disponibilização de vagas de estágio;
Secretaria Municipal da Criança e Assistencia Social - Sao LuisCooperação Técnica
Secretaria Municipal de Assistencia Social e Trabalho - Várzea GrandeCooperação Tecnica
Tapera das Artes - AquirazMobilização Local
Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado do Mato GrossoCooperação Tecnica e Mobilização
Anexos da tecnologia
LegendaArquivo/Download
Diagnostico Situacional das OSCs em SAO LUIS (MA)Baixar
Sistematização de resultados e Efeitos dos dois primeiros anos e produtos 2016Baixar
Relato de Experiências e Resultados do Programa Redes de Territórios EducativosBaixar
Avaliação de Efeitos e Resultados dos Tres Primeiros AnosBaixar
Endereços eletrônicos associados à tecnologiaDepoimento Livre

“Sobre o principal aprendizado é sobre a importância de se trabalhar em rede, o quanto é produtivo. Quando se compartilha ideias, anseios, sonhos.... e vai se construindo a partir de diversos experiências... encorajando-se mutuamente, incentivando e colaborando entre si. O que havia de competição entre algumas OSC tornou-se colaboração” “Trabalhar em rede só fortalece o que já se faz de forma isolada. Fortalece e dá mais visibilidade à comunidade e às pessoas que direta ou indiretamente são beneficiadas pelas ações” "Agora a gente trabalha mais unido e trabalha mais fortalecido. O aprendizado que pegamos das oficinas, a levamos para a instituição, estamos colocando em prática e a vendo resultado. Vejo que mudou bastante nesse sentido de trabalhar mais em equipe"