Farmácia da Terra

vencedora 2003

Instituição
Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá
Endereço
Av. Feliciano Coelho, 1509 - Trem - Amapá/AP
E-mail
teca65@hotmail.com
Telefone
(96) 3212-5349
Responsáveis pela tecnologia
NomeTelefoneE-mailRedes Sociais
Terezinha de Jesus Soares dos Santos(96) 3212-5349teca65@hotmail.comTwitter: @tecafito; Facebook: teca65@hotmail.com Orkut: Teca Santos; Skype: Tecafito2005; Msn: teca65@hotmail.com.
Resumo da Tecnologia

O projeto Farmácia da Terra estimula a fitoterapia como alternativa de saúde pública para as comunidades rurais do Amapá, no tratamento de doenças menos complexas através do uso de plantas medicinais que têm estado presentes ao longo da formação cultural das comunidades tradicionais.*{ods2},{ods3}*

Tema Principal

Saúde

Tema Secundário

Alimentação

Problema Solucionado

"Para as cólicas do nenê o melhor remédio é o chá do hortelanzinho". Este é um conselho repassado por nossos antepassados e, no entanto, não tem sido seguido. Mesmo a Amazônia sendo a maior floresta do mundo, com um potencial de espécies medicinais capaz de curar doenças complexas, recorrer a remédios químicos para tratar doenças simples como resfriados, dores de cabeça e pequenos processos inflamatórios, são ações recorrentes entre os povos da região. A equipe do Centro de Plantas Medicinais e Produtos Naturais do IEPA elaborou o projeto "Farmácia da Terra", buscando manter vivos os conselhos dos nossos antepassados, e trazer uma alternativa barata e eficiente às Populações carentes do AP. A tradição de usar plantas para a cura de doenças é tão antiga, que estimulou o homem a reproduzir nos laboratórios produtos sintéticos para curar do mesmo modo que as plantas, mas que só facilitaram o aparecimento de novas doenças. A "Farmácia da Terra" contrapõe essas práticas, valoriza o potencial das plantas medicinais da região e convoca a população a resgatar esses conhecimentos milenares em seus próprios quintais, em hortas ou vasos, e contribuir para a melhoria da Saúde Pública.

Objetivo Geral

O projeto Farmácia da Terra tem como objetivo estimular a fitoterapia como alternativa de saúde pública para as comunidades rurais do Amapá, no tratamento de doenças menos complexas através do uso de plantas medicinais.

Objetivo Específico

Instalar viveiro e horto de plantas medicinais nas comunidades , consolidando o projeto; Processar plantas medicinais e disponibilizá-las para a população carente; Produzir mudas de plantas medicinais visando a implantação de Unidades de Cultivo nas comunidades; Treinar agentes de saúde para inclusão da fitoterapia no atendimento à saúde da população; Incentivar o cultivo doméstico e/ou comunitário de plantas medicinais cujo valor terapêutico seja confirmado; Treinar o agricultor familiar em cultivo e processamento agroecológico de plantas medicinais com foco na saúde, mas também na geração de emprego e renda proveniente do cultivo solidário; Promover atividades de educação ambiental, conscientizando alunos e professores de escolas públicas da necessidade de preservação da Amazônia; Implantar Unidades de Cultivo em escolas, postos de saúde, assentamentos e Instituições. Desenvolver fitocosméticos: sabonetes, cremes, xampus, pomadas, a partir de espécie vegetais da região amazonica.

Solução Adotada

O projeto Farmácia da Terra é sempre executado em parceria com alguma instituição pública ou privada ou uma ONG. O projeto inicial tinham 3 locais piloto escolhidos pela equipe que negociou a sua instalação. Com o sucesso obtido nesses locais, o projeto passou a receber muitas demandas e, atualmente, ele é sempre requerido por uma instituição. A instituição requerente sempre entra com uma contrapartida, especialmente com o local público para a instalação dos canteiros. Os demais itens são negociados de acordo com a condição da instituição ou órgão público. O projeto divide-se em duas etapas: uma que implanta os canteiros das espécies selecionadas cultiváveis, e outra de formação com as oficinas de treinamentos, orientando para o uso e aplicação das plantas medicinais para tratamento de doenças. Para a etapa das oficinas, o projeto garante o material didático, ou seja, manual prático a ser seguido. O material de apoio para as oficinas, como pastas, canetas e papel, ficam a cargo do parceiro e/ou colaborador. O material necessário para a instalação de, pelo menos, 3 canteiros suspensos ou no chão para o plantio das espécies relacionadas na planilha do projeto Farmácia da Terra é descrito e repassado aos parceiros para a sua construção. Dependendo do parceiro, algumas vezes esse material é doado pelo próprio IEPA ou dividido com o mesmo. A opção de construir de alvenaria ou madeira é decidida pelo parceiro. As espécies utilizadas no plantio são provenientes do horto do IEPA. Em cada oficina de treinamento são aceitos 30 alunos, no máximo. A carga horária é de 30 horas, sendo necessário, no mínimo, 4 dias para cumpri-la, dependendo do tempo da montagem dos canteiros. Para as oficinas é fornecida alimentação para os participantes. Cada oficina de treinamento possui uma carga horária de 20 horas em sala de aula, e aborda temas como: Manuseio do material didático; Técnicas de plantio, manutenção e coleta; Secagem e armazenamento; Cuidados com o manuseio e uso popular; Práticas populares de reconhecimento das plantas medicinais; Uso de produtos naturais no combate de doenças e pragas que atacam as plantas; Identificação das plantas – nomes populares/nomes científicos; História das plantas medicinais na prevenção e tratamento das doenças – Magias e crenças. Doenças comuns em saúde pública que podem ser tratadas com plantas medicinais; As plantas medicinais da região e suas utilizações corretas na prevenção e tratamento das doenças mais comuns; Organização comunitária, motivação; Noções de higiene; Noções básicas de nutrição; Plantas alimentícias utilizadas na prevenção e tratamento das doenças; Tipos de remédios caseiros feitos com plantas medicinais; Dosagem e uso terapêutico dos remédios fitoterápicos caseiros; Toxicidade das plantas; Preparo dos remédios (parte prática). Nas oficinas há uma etapa exclusiva que aborda as plantas alimentícias que têm propriedade e ação medicinal, ministrada pela nutricionista da equipe. Nesse momento da oficina é trabalhada a qualidade de vida de maneira geral, noções de higiene em todos os aspectos, inclusive da água, importância da alimentação adequada e, dentro deste contexto, o incentivo ao plantio pelo menos de hortaliças (prática hoje deixada de lado pelas comunidades rurais e urbanas) e orientação para uma alimentação adequada dentro da realidade de vida das comunidades trabalhadas. Nas oficinas é buscada uma via de mão dupla de informações do grupo presente com relação às plantas medicinais e alimentícias utilizadas, como modo de preparar e o tipo de enfermidades.

Resultado Alcançado

Enfermidades de maior interesse classificadas após pesquisas nas comunidades; Classificação das espécies medicinais de interesse com exsicatas depositadas no Herbário do IEPA; Até hoje foram instaladas mais de 30 Unidades do Projeto, com as espécies cultivadas e sendo utilizadas; Cerca de 800 pessoas foram capacitadas, entre agentes comunitários de saúde (principal público alvo), parteiras, estudantes de nível médio, professores, líderes comunitários, curandeiros etc.; Todas as hortas estão produzindo, pelo menos, 70% das espécies medicinais classificadas e atendendo a demanda das comunidades; A manutenção das hortas pela equipe do projeto e pela população das comunidades instaladas; Exsicatas de todas as espécies armazenadas no HAMAB do IEPA, com o binômio gênero/espécies; Aumento na tendência do uso das plantas medicinais pelas comunidades nos serviços locais de saúde, como alternativa de tratamento e prevenção de doenças da APS; Instalação de 1 viveiro de mudas em uma das comunidades; O envolvimento da população na busca de soluções e controles para o problema de saúde pública; A melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas, com a preservação do forte traço cultural no uso das plantas para tratamento de doenças; A participação integral da população escolhida para os treinamentos, com o total entrosamento com a equipe do projeto; A utilização imediata dos medicamentos caseiros feitos com as plantas medicinais, a partir do treinamento, com ação de tratamento nas doenças alvo; A manutenção das hortas pelas comunidades, com o mínimo de perda das espécies; A diminuição da utilização de remédios alopáticos pelas comunidades, substituindo-os pelas plantas medicinais; A transferência de espécies para a residência da maioria dos participantes das oficinas, como garantia de manutenção e absorção dos objetivos do projeto.

Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada
Cidade/UFBairroData da implementação
Pracuúba / Amapá01/2000
Macapá / Amapá01/2000
Oiapoque / Amapá01/2001
Ferreira Gomes / Amapá01/2001
Santana / Amapá01/2000
Mazagão / Amapá01/2001
Serra do Navio / Amapá01/2002
Laranjal do Jari / Amapá01/2002
Marabá / Pará01/2007
Almeirim / Pará01/2009
Nova Mutum / Mato Grosso01/2010
Profissionais necessários para implementação da tecnologia
ProfissionalQuantidade
Farmacêutica – pesquisadora, coordenadora do projeto, pelo IEPA1
Técnico agrícola ou auxiliar de pesquisa1
Recursos materiais necessários para implementação da tecnologia

Tijolos (caso se opte por fazer os canteiros de alvenaria) Cimento (caso se opte por fazer os canteiros de alvenaria) 10 sacos Areia (caso os parceiros optarem por fazer os canteiros de alvenaria) 3 metros Tábuas com aproximadamente 3 cm de espessura e 4 m de comprimento (caso os parceiros optarem por fazer os canteiros de madeira) 2 dúzias Pregos de 2,5 (caso os parceiros optarem por fazer os canteiros de madeira) 2 kg Regadores (20 litros) 4 unidades Mangueira 100 m Pastas tipo classificador 30 Canetas 30 Lápis 30 Borracha 30 Terra preta 10 metros Cadernos tipo brochura para anotações 30 unidades Substrato 30 sacos de 60 kg Adubo orgânico 30 sacos de 60 kg Embalagens para tinturas 1 mil Embalagens para pomadas 1 mil Sacos para mudas 1 mil Álcool 20 litros Vaselina sólida refinada 5 kg Lanolina 5 kg Bacias plásticas 5 unidades Jarras plásticas 5 unidades Fogão portátil 1 unidade Botijão de gás 1 unidade Peneiras de plástico 5 unidades Guardanapos de pano 5 unidades Colher de pau 3 unidades Faca de cozinha 3 unidades Funil de plástico 3 unidades Plast-film (30 m) 1 rolo Açúcar 5 kg Combustível para o transporte 200 litros Camisetas com a logo do projeto e patrocinador (OPCIONAL) 50 unidades Bonés com o logo do projeto e patrocinador (OPCIONAL) 50 unidades Enxada com cabo 3 unidades Pá com cabo 3 unidades Ancinho com cabo 3 unidades Carrinho de mão 1 unidade Tesoura para podar plantas 3 unidades Pá de jardineiro 3 unidades

Valor estimado para a implementação da tecnologia

Cerca de R$ 7.000,00

Forma de Acompanhamento

Visitas de monitoramento e reuniões com os responsáveis pela tecnologia no local implantado.

Forma de Transferência

Instalação de canteiro e oficinas presenciais com aulas teórico e práticas.